terça-feira, 21 de outubro de 2008

Crônica de um amor não-reconhecido.

Sabe, ontem ocorreu uma coisa engraçada comigo. Eu conversava com uma amiga, quando, de repente, me dei conta que estava acontecendo alguma coisa dentro de mim. Notei que tinha uma satisfação indescritível de estar com ela. “Normal, éramos amigos” pensei. Nós combinávamos nos mais incríveis assuntos e divergíamos em tantos outros. Isto era o máximo.
Despedimo-nos naturalmente como grandes amigos – beijo. Mas, foi quando estava voltando para casa, senti. É como estivesse faltando algo. Estava oco dentro de mim; cadê Clara? Foi como o sol, você não precisa olhar para ele para saber que está presente, mas quando ele se vai, se percebe... e eu percebi; cadê Clara?
Sabe, fui para casa incompleto. Faltava alguma coisa em mim como se eu não soubesse o que fosse; cadê Clara?
Outra coisa, se uma pessoa de que você gosta lhe desse um beijo e na hora de ir para casa ela não estivesse? Aí você se pergunta: será que não foi um beijo de despedida? Neste momento você a procura, e não a encontra. Puxa! Como se fosse o sol, não é preciso olhar para ele para saber que ele está presente, mas quando se vai senti sua falta.
Você, ontem, amanheceu comigo, passou o dia comigo – como o sol – à tarde. À noite, chamou minha atenção; me deu um espetáculo – beijo – de despedida e depois sumiu, sem que eu pudesse impedir. Muito senti sua falta.
Agora, esperarei mais uma noite; para você e o sol nascerem e amanhecerem juntos, comigo de novo. Mas desta vez você não sumirá; ficará também igual ao sol mesmo sem está presente. Deixará sua Luz- Clara – Brilhante refletido na Lua...
FIM
PS: Esta é ainda uma obra de ficção. Uma possível semelhança com as personagens poderá ser muito mais do que uma simples coincidência.

2 comentários:

Gil Cardoso disse...

Amei!!!!!!

É lindo...dito assim parece que vc é o homem mais romantico do planeta.
Isso é no mínimo atraente.

Anônimo disse...

Mestre Kleitman,

Drummond disse que deveríamos nos empenhar em buscar na multidão o esperado "amor oculto" - que lindo!

Mas, creio, ainda que saibamos seu nome - Clara! - ainda falta o momento mágico (e trágico?) do fim da procura: quando de súbito se consuma a completude... Gostei, me fez refletir.

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