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domingo, 26 de abril de 2026

Livro: LOUCO AMOR

 



Conheci esse livro quando eu assisti na Netflix um documentário sobre o a série The Chosen (os escolhidos) de nome era Jonathan é Jesus, no qual o ator de prenome Jonathan visita várias pessoas e faz a reflexão sobre o papel de Jesus nesta série, e dentre elas encontrou Francis Chan que é o autor desse livro  

Francis Tchan é fundador da igreja Pedra Angular na Califórnia, casado tem 5 filhos, e tem um posicionamento bem - eu diria um pouco - radical, mas ainda assim aberto, com relação à mesma visão que eu tenho de Jesus Cristo e de Deus.

Radical no sentido de que ele diz o que Deus quer, o que Deus não quer; ele classifica você como um cristão morno, se não tiver um certo tipo de posicionamento, comportamento. Quanto a isso, Eu Acredito que cada um busca sua evolução espiritual diante de Cristo com a inteligência, o dom, o talento vários que cada um tem, que nos difere, quem nos faz único. Se você é quente ou frio vai depender do grau de adiantamento que se tem com relação a o homem e Deus (força maior que rege tudo, como queira. Para mim, a lei da evolução é universal e inexorável.

Aberto, eu queria dizer, na verdade, próximo daquilo que eu também acredito, Ele prega que a ação, o fazer do bem, é melhor para todos, e para tudo; que ficar na hipocrisia das doutrinas, dos dogmas, das boas teorias

É uma leitura agradável com muito bons exemplos de pessoas que fizeram essa escolha do Cristo em sua vida, é uma leitura diferente das que você está acostumado a ler quando você segue uma doutrina, um dogma; e foi muito gratificante ter terminado de ler este livro. Como diz por aí, “eu faria este acordo” para ler este livro.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Livro SOCIEDADE DO CANSAÇO


SOCIEDADE DO CANSAÇO

Eu resolvi comprar esse livro quando eu vi uma entrevista no Instagram Desculpe não sei quem foi, mais eu gostei muito do título: Sociedade Do Cansaço

No primeiro capítulo intitulado de A Violência Neuronal, o autor, filosofo Byung-Shul Han distingue a sociedade Moderna da pós-Moderna. A sociedade Moderna era imunológica, viral e bacteriológica. Tinha cura nas vacinas, nas drogas - as doenças “eram virais”. Os males aqui eram “de fora para dentro”. Enxergava alteridade e a estranheza. Era a sociedade da negatividade, da obediência: a sociedade disciplinar.

A sociedade pós-moderna ou sociedade neuronal, como o próprio nome diz, é neurológica, a das terapias e dos traumas. Em vez de enxergar a alteridade, vê a diferença (o outro para menor), Em lugar da estranheza o exotismo (proibido). É um excesso de positividade causando depressões, TDAH, síndrome de burnout, transtornos de personalidade limítrofe. Sociedade de auto-gestão:  a sociedade de desempenho. Aqui os males são de “dentro para fora”.

No capítulo 2 Além Da Sociedade Disciplina, autor explica que sai a sociedade disciplinar, aquela da negatividade do dever, e entra a sociedade de desempenho, a da positividade do poder. O poder sobre si mesmo se transforma em escravidão de si mesmo, quando a farsa de que nada é possível vira uma crença social que nada é impossível. Isso provoca um esgotamento depressivo, e não recai sobre o fato de obedecer a si mesmo, mas sim, na pressão do desempenho sobre si mesmo.

Perdeu-se o Tédio Profundo (capítulo 3). O excesso de positividade, de falsos poderes, ocasiona excessos de estímulos, nos causa a função multitarefa - aquela que faz tudo e ao mesmo tempo não faz nada; coisas rasas, transitórias. A hiperatenção acarretando menos sono, menos Descanso físico; menos tédio, menos Descanso espiritual. Existe aqui uma perda da introspecção, do conhecimento do eu, da intimidade, da espiritualidade. O filósofo recobra os deveres - a potência da negatividade, a concentração do laboro, a atenção profunda e contemplativa, (o nosso ócio criativo!) Determinante para o descanso espiritual e inspirador

Han descreve no capítulo 4 Vita Activa que há uma degradação que tradicionalmente nossa vida ativa, que era mais contemplativa; a atividade heroica, o ser era um agente que tinha fé em suas obras e na finitude delas. Na modernidade, há mais agitação, uma passividade mortal. O homem virou animal laborans: nada dura, as coisas subsistem, tudo é transitório. Motivando nervosismos e inquietações. O homem é prisioneiro e vigia, vítima e agressor do/no próprio ambiente de trabalho  

A Pedagogia Do Ver é o capítulo 5, em que o escritor os convida à retomada da vida contemplativa; do olhar demorado, profundo e lento; do reaprender a ver, e da não reação imediata aos estímulos. Devemos ter o controle dos estímulos inibitórios e limitativos, com o fazer soberano que diz não, e que não dá margem às inquietudes e as hiperatividades. A volta da negatividade da interrupção, do combate à estupidez mecânica, para promover a ira, e para reacender as potências negativas e positivas do ser .

No capítulo 6 ele conta o Caso de Bartleby que, na visão da sociedade disciplinar, é um personagem que faz uma revolta passiva contra o capitalismo e a burocracia; contra a alienação e a solidão; contra a limitação da empatia; e ainda assim o “preferir não” como uma Liberdade. O autor e filósofo pós-moderno tem uma visão para além, como sociedade desempenho, quando a passividade do personagem demonstra um esgotamento do animal laborans que vive na estupidez mecânica, mas ainda assim, educadamente, tenta negar -  a recorrer sua potência negativa, contra tudo e a todos a sua volta.

E no último capítulo Sociedade Do Cansaço, o filósofo descreve esta sociedade com uma sociedade do desempenho, uma sociedade (pali)ativa pelo ‘doping’ que reduz a vitalidade (algo complexo) a uma função vital e um desempenho vital. Desempenho sem desempenho. devido ao cansaço solitário, individual, isolado: “ninguém pode, ninguém quer um mau desempenho” –  é preciso manter a farsa do desempenho. Ele confirma que o cansaço de esgotamento é incapacitante, e o cansaço que inspira é o da potência negativa, o do não fazer!

Ainda tenho mais dois livros desse autor em minha lista de leitura...


domingo, 22 de fevereiro de 2026

Livro: PELOS CAMINHO DE JESUS



Foi uma grata surpresa, receber este livro no encontro de conclusão do curso COBEM - ESDE 2. Foi um livro, assim, bem cativante, que eu fui lendo aos poucos.

 O primeiro capítulo fala Do Grande Desafio que Jesus é,  inigualável: haverá grandes nomes, houve grandes nomes na história, mas nenhum até hoje é capaz de ter a sua dimensão: você pode gostar, ou não gostar; acreditar ou não acreditar, mas ele está em pauta até hoje.

O segundo capítulo fala da Grande Luz que o seu ensinamento que esclarece e liberta. O livro mostra que tudo começou lá na Galileia, e se espalhou pelo mundo, os seus ensinamentos e reflexões, através das parábolas. Para além da galileia, Na Transjordânia A Liberdade (7),  descobrimos porque passamos por [outros novos] caminhos, às vezes, rudes, áridos – íntimos-  para que esta Liberdade (de amor pleno) seja internalizada, calcificada em nós 

No capítulo 3, o poder do verbo é destacado em uma de suas reflexões: O sermão da Montanha (A Magna Carta) – a elevação dos bem-aventurados. Esses Herdeiros Da Terra voltam, no capítulo 6, a ser mencionados, através das inquietações de Simão Pedro, e desvendamos que o homem é inimigo do próprio homem.

Nos dois capítulos seguintes, a ênfase na Vida Futura. Glória Da Vida (4), fala da ressurreição, tendo como pano de fundo a história de Lázaro. No outro seguinte - Prenúncios De Era Nova (5), é a vida Futura -  o Reino que está dentro de nós. Para que eles ainda que não entendem o quão maravilhoso e intenso é este Reino, o capítulo 9 Candidatos ao Reino [que não é deste mundo!] narra a história de três candidatos que queriam participar sua na edificação. A intangibilidade do Reino ainda detém uma dificuldade de entendimento para alguns de nós.

Em A Era Do Amor [e do perdão] (Capítulo 8), explana porque Jesus diz “amai vossos inimigos”, o Fariseu e a lei de talião exemplificam por que devemos fazer aos outros o que querem que façam conosco. Usando o perdão para nos libertar, e sendo ele o protótipo de amor, O Perdão A Melhor Terapia é o tema do capítulo 13. O exemplo do servidor endividado e perdoado, e que cobrava dívidas – Perdoe se quiser ser perdoado. Pague o mal sempre com o bem. E continua no capitulo 20 – O Poema Do Perdão, Pedro Simão com suas Indagações sobre perdão, e Ele responde:  “perdoai não 7, mas 70 × 7 vezes. Mas isso não significa esquecer de suas responsabilidades pelos seus atos. No capítulo 10, Jesus nos ensina, novamente através de Simão Pedro que o Amor Sem Limites é o amor do desapego

A Cegueira Maior (Capítulo 11) que é da alma, nos confirma que as pessoas veem, mas não querem enxergar. O cego Bartimeu de Jericó ilustra muito bem disso. Talvez porque Os Expulsaram-No Dali (Capítulo 12), O “ali” é de dentro de nós, porque ainda perdura as heranças primitivas do ódio, orgulho, violência e miséria até hoje no nosso mundo.

A história do falso rico Analec Bar Aquis é relatada o capítulo 14 A Confiança Em Deus, que nos conta que apesar de tudo e de todos, devemos manter a nossa fé no nosso Senhor, porque dias de abundância e destaques sucederão os de penúria e sofrimento. E quem nunca pecou? Quem tem arrependimento, confiança e paciência vai ao seu Encontro De Reparação (Capítulo 15). Com também os exemplos da adúltera, e depois, com a mulher abandonada nosso Anjo Da Fé (Capítulo 21) evidencia que quando cremos, fazemos o bem, com sentimentos verdadeiros, a reparação é real.

Oremos. Para louvar, pedir (e confiar), e agradecer. Aprecie, é uma arte (Capítulo 16).

Vivenciamos aqueles que defendem Jesus sofrerem As Agressões físicas e Morais Pelo Mundo (Capítulo 17), mas, ainda assim, Ele reafirma que nós devemos pagar o mal com o bem sempre: isto é uma grande missão; por isso, muitos são chamados; e poucos, escolhidos.

Zaqueu, o rico de humildade, com o seu Inesquecível Diálogo (Capítulo 18).  nos fez lembrar que nós todos somos usufrutuários das riquezas no mundo. Qualquer trabalho que se preste a fazer, o faça com dignidade, pois o que você leva da vida é a vida que você leva.

O paralítico da fonte (quem?) Seria mais um dos muitos que Jesus ordenou: “Ergue-Te E Vai! (Capítulo 19). Jesus não nos distingue, Ele apenas prova e faz que creiamos Nele. Hoje. Agora. Sempre.

Pedro Simão aparece mais uma vez do capítulo 22. Jesus fala da sua negação, mas também fala do seu arrependimento, na sua devoção, no seu restabelecimento e fortalecimento para que ele Fortaleça Os Teus Irmãos -  os desfalecidos e os caídos. Ele nos lembra que nunca é tarde pra nos arrependermos e um dia [voltar a] crer, e vivenciar o evangelho  

“Tudo está consumado! ” Disse Jesus no seu calvário. E Ele pede que O Anjo Da Misericórdia (Capítulo 23) finque na Terra a fé, a Esperança e a Caridade. Para que essa trindade esteja nos corações humanos quando as dores atingirem o máximo de intensidade, quando a ira tentar se manifestar, e desejos obscuros tentarem se aparecer

Ainda sobre o calvário os dois últimos capítulos. O penúltimo (24) fala sobre três personalidades: Barrabás, a “moeda de troca”, a conveniência dos poderosos, o “perdão conveniente”; Pilatos “que lava as mãos”, omisso. , mais tarde execrado. E Jesus, como sempre justo, digno e verdadeiro, que vai da Prisão à Liberdade (25), do martírio a Gloria. 

 

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Livro: AS 07 LEIS ESPEIRITUAIS DE SUCESSO




AS 07 LEIS ESPEIRITUAIS DE SUCESSO

1.   Lei da Potencialidade pura
  • ·         Apenas ser. (Re) conhecer (-se) no silêncio
  • ·         Comungar, comtemplar com a natureza
  • ·         Praticar o não-julgamento

2.   Lei da Doação
  • ·         Plantar para colher
  • ·         Doar (o melhor) colher e receber (agradecido). SEMPRE

3.   Lei do Carma (Causa e Efeito)
  • · Fazer escolhas conscientes – e espontâneas – agora, para consequências confortáveis no futuro

4.   Lei do Mínimo Esforço
  • ·         Praticar a aceitação – tudo é como dever ser.
  • ·   Assumir responsabilidade por toda sua situação e problemas, sem culpar nada ou ninguém
  • ·   Desarmar seu espirito da necessidade de convencer e persuadir o outro – percepção da indefensibilidade

5.   Lei da Intenção e do Desejo
  • ·         Atento (desejar), logo transformo (intencionar)
  • ·         Fazer uma lista, confiar e meditar diariamente sobre ela
  • ·         Concentre-se no processo da conquista, não no resultado

6.   Lei do Distanciamento
  • ·            Liberar-se da rigidez impostas sobre si mesmo e sobre os outros – são como devem ser
  • ·         Acreditar que a incerteza é um campo de possibilidades, de infinitas escolhas, e de soluções espontâneas

7.   Lei do darma (proposito de vida)
  • ·         Carregar consigo a consciência da atemporalidade
  • ·         Conhecer sua singularidade – seus talentos únicos
  • ·         Servir a ajudar bem, para o bem


“Reconheço-me profundamente1 e sei que sou o único, singular para todo sempre7. Comungo e contemplo tudo e todos a minha volta1, que são como devem ser4 e 7 – e aceito isso4. Não quero julgar1. Não quero convencer nem persuadir4. Atento, logo transformo5. Devo-me concentrar no processo da conquista5 e livro-me da rigidez da certeza6 das coisas e dos fatos. Com isso, no agora3, amplio minhas possibilidades, escolhas6, ações que no meu melhor2, geram efeitos, reações consequências, e soluções futuras3. Sou agradecido sempre2, e responsável4 por tudo isso”.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Livro: ESPIRITUALIDADE


  Buscar espiritualidade é uma forma de fazer por merecer destino melhor, beber de outras fontes para iluminar nosso caminho, e pintar um novo horizonte de esperança.
  Espiritualidade é algo que produz uma mudança profunda que se dá dentro de nós.
 Espiritualidade não significa religiosidade.
 Devemos diferenciar religião e espiritualidade. Diferenciar é distinguir, não é separar. Religião e espiritualidade podem ser complementares, mas a religião nunca pode ser o fim, tem que ser o suporte; a essência é a espiritualidade.
Religião tem a ver com salvação, dogmas, rituais, orações. A espiritualidade tem a ver com amor e compaixão, paciência, tolerância, perdão – lá no íntimo a transformar! A religião muitas vezes pesa o tradicional, a espiritualidade é dinâmica; muitas vezes o que é espiritualidade hoje amanhã não precisa mais ser.
  A espiritualidade tem seu lado Místico e seu lado Político. Quando mencionamos o lado místico é o lado que fala da capacidade de sentir-se parte, filho, ‘pai-filho’ de Deus. É a busca pela consciência que teve Jesus, que sabia que não só o filho (se) converte (n) o pai, mas também o pai (se) converte (n) o filho, no íntimo de cada um – onde está o Reino de Deus.
  O lado político (-religioso) trata-se da pregação, da presença ativa e revolucionaria do Reino de Deus, iminente, íntimo, dentro de nós, o verdadeiro produtor de transformações
  Buscar o reino de Deus não é buscar a igreja. O Reino de Deus é espiritual, é a chama que ilumina, é a água cristalina – é o mote. A igreja é o sagrado, é a vela que suporta chama, é o cano que guia a água -  é o suporte.
  Quando a religião se associar ao poder, desvia-se da natureza de suporte, e ela se perde assim da essência que é a espiritualidade.
  Espiritualidade é uma dimensão de cada ser humano, é um diálogo consigo mesmo, é se alimentar de sentimentos profundos e valores pelos quais vale sacrificar tempo e energia
  Desenvolver a capacidade de contemplar, escutar, valorar as mensagens, as pessoas, ou melhor, de antes apenas enxergar as coisas e os fatos, para agora compreender a radiação das coisas e o sentido dos fatos.


segunda-feira, 24 de junho de 2019

Sobre a reforma íntima do 'Nosso Lar'



  • Tenha autodomínio. Discipline os lábios.
  • Controle sua cólera. Crie pensamentos novos.
  • Não lamente tua dor. Livra-te do padecimento e busca a luta edificante.
  • Trate bem teu semelhante. 
  • Reconheça dignidade e satisfação e todo trabalho.
  • Não te desvies da obrigação justa.
"Tudo que excede, sem próposito, prejudica".
"Que o Senhor traduza nossos agradecimentos em bençãos de alegria e paz".




quinta-feira, 7 de julho de 2016

Livro A INVEJA O MAL SECRETO




Em uma de minhas leituras recentes, Inveja O Mal Secreto, de Zuenir Ventura, me debati com este tema intrigante, e de repente me questionei: Você é invejoso, Coisinho? Você é invejável?. Uma das coisas que descobri com esta leitura que a inveja é inconfessável. Mas, digamos, que esteja falando do espelho. Sim. E sim. Teve aquela vez mesmo que...

Desde pequeno temos inveja. Já dizia Melanie Klein. Da fartura e abundância à desilusão e frustração, o seio é a primeira coisa invejada pela criança. Meu irmão mamou até os 04 anos Que inveja! 

Depois Freud, e a inveja do pênis. Dizem estar relacionada mais com as mulheres. Na verdade, o que a inveja do pênis inveja no pênis é o gozo de um privilégio. Mas a quem diga que os homens, por razões não sub/inconscientes também têm entre si. E como!

Como dizia Francis Bacon, a alma humana se nutre do bem próprio ou do mal alheio. O problema não é a existência da inveja, aliás, uma dose de inveja é um impulso essencial para mudança; mas a prevalência ativa dela dentro do indivíduo é o que o destrói. 

E como este sentimento (pecado) não é quimicamente puro, dificilmente age sozinho, vem junto com o ódio, ciúme, a cobiça. O ódio é um estopim, um rompante. Imagine se juntar com o Ciúme, o não querer perder o que tem; e a Cobiça, o desejar o que é do outro. O pior que da inveja é que ela pode vim disfarçada, pois a inveja é o não querer que o outro tenha.

O fato de ser invejável parece menos doloroso, mas não é. Não o exime da culpa (deste pecado). Se você se reconhece invejável, você faz uso da mesma arma e, portanto sucumbiu a inveja. Quando invejamos ídolos, ícones, isto pode soar como admiração, ou alienação. Porque a ocorrência da inveja é muito mais evidente entre os pares: "o rei inveja o rei". Atualize o ditado, trocando as peças, colocando, no ditado, peão.

Nos tempos de hoje, que a solidariedade na alegria é uma coisa muito rara, e as pessoas gostam mais da gente quando estamos tristes; a inveja, que não goza de boa reputação, pode imperar. Se você não acredita  - eu acredito que o verdadeiro amigo é aquele que suporta o sucesso do outro, torce lá para aquele ditado das redes sociais: "Torce pra felicidade alheia, porque gente feliz cuida da própria vida".

Então, voltando a minha pessoa. Ops, ao espelho: refleti que sempre tive. E também realizei que muita energia negativa carregada. Eu sou o que sinto, e não vivo pra ser bateria, carregando-me negativamente. Hoje estou vivendo mais em paz, que certo.

Sob os mais variados pretextos, a inveja esteve/está presente em mim. Mas, hoje muito bem comportada. Não sei se por sorte, ou por controle (i)nato, não vivi - ou será que sobrevivi, àquele aspecto trágico, sofrível e frustrante da inveja: o  do ataque a mim mesmo.

A inveja é universal. E é verdade também é que todo mundo conhece um, mas é incapaz de admitir  ser. Eu me confessei aqui (mas não disse quais foram. Amém!). Não se aceitar, e querer/ precisar ser o outro é uma forma repugnante de se viver. A inveja é a arma dos incompetentes. Receita pra se combatê-la, parece simples, e veio de um bruxo/mago Paulo Coelho: Contra a inveja? Nada. É não tomar conhecimento e oração

E sigamos em frente.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Livro: Aprendendo a Viver (2)

Sobre o silêncio solitário de todos nós 


Vivendo e Aprendendo II

Caro amigo Lucílio,

Em um mundo que vivemos solitários e tão sozinhos,  quero alerta-lhe sobre algo que me angustia. E que por muito achava um martírio que torturava, um vã ameaça que se prolongaria por anos a fio: o silêncio.

Falo – desculpe-me o paradoxo – do silêncio vazio e que torna o ar constrangedor. Este silêncio é irmão da solidão de todos nós. Não precisa evitar a urbe. Ela também é solitária.

Cada dia mais as pessoas amontoam-se de solidões distintas. E se reservam no direito de se refugiarem nelas, a fim de se sentirem mais seguras. Ledo engano meu caro amigo. Isto causa aquela tensão corrosiva, que amedronta, aprisiona, cala  a alma e o desejo do homem.

Acredito que o homem é feito de palavras, atitudes. Mas também de silêncio. Hoje me orgulho de estar assim, por vezes, reservado, absorto e sereno, de maneira contemplativa.

O silêncio, que se faz companheiro, conforta e regozija. Ele me tenta com sua repleta sabedoria, quando as palavras querem me estrangular, exasperar, fadigar a mim ou ao outro.

Busco a plenitude meditativa que me pertence. Sem arroubos ou imponderações. Agora e sempre. Rezo e prezo para que, se não todos, a boa maioria também consiga. Pois, meu nobre amigo, Enquanto na palavra o homem se faz grande, é no silêncio que ele se  eterniza. Passa bem!



Um "paralelo paradoxal" ao livro: 




Sêneca. 
Porto Alegre: 
L&PM Pocket, 
2012 


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Livro Aprendendo a Viver (1)

Sobre compartilhar o tempo 

Vivendo e Aprendendo I

Caro Lucílio,

Gostaria muito de te falar: como reivindicar-me do tempo, que não foi nem roubado ou furtado, e sim, quando este é dado de bom grado? Eu explico. Falo de um sentimento compartilhado, que me parece maior – doce ilusão – e melhor - isto com certeza o é.

Este tempo que não falha, e que não para, entretanto não me parece cruel. E quero dividi-lo com alguém, que se dispõe igualmente neste sentido, comigo. Morte é o tempo passado sem redobrá-lo sem recobrá-lo a este outro.

Penso em ser cuidadoso, e valoroso nas pequenas coisas. Lado a lado. Com enlaces de ponte. Não deverei ser soberbo, para que a corda não pende e parta  do outro; ou negligente, pra que não, o meu.

E agora? Pelo pouco e incerto tempo que me resta desejo viver feliz. “ Um copo pela metade, pode ser visto como meio cheio ou meio vazio, porém dois meios copos dar-se-ão um cheio”. Então é isso: este sentimento compartilhado, o amor, Lucílio, é um brinde! Passa bem!

Um "paralelo paradoxal" ao livro: 




Sêneca. 
Aprendendo a Viver. 
Porto Alegre: 
L&PM Pocket, 
2012 

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Livro: O Rato e o Capitão

Carta de um Capitão


Caro Dostoievski,

Sempre quando acordo ao toque da alvorada, ouço risos ensaiados vindo do seu buraco. Ops, última forma! Do seu quarto.

Então marcho em direção a minha porta e o vejo com caras e bocas a falar com o seu outro, parecendo estar em ordem unida.

De forma clara e positiva confirmo você rosnar e gritar parecendo que irá para um duro combate. Vibro daqui de minha trincheira. Chego a roer-me os dentes com sua bravura.

Mas eis que em seu último gesto: “Plaft!” Murcharam você e o seu outro.

Ratifico – sem trocadilhos com a minha pessoa- que se faz de pulha. Um covarde. E como diz o ditado, “aos covardes, nem em pesadelo, à vitória”.

Devo partir agora. Subestimarei alguns gatunos, subjugarei alguns vermes. Mas não hesitarei em nenhum momento as minhas ações.

Sem mais nem longas,

O Rato Capitão.

[carta ao personagem "Dostoievski", de Flamarion Silva, no livro "O Rato do Capitão", no conto homônimo; pag 49 -52]

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