"Reflita-me e te direi quem és."

O MEU BLOG DE VERSÕES E INS-PIRAÇÕES...

sábado, 28 de novembro de 2009

Sabe do amor


Sabe do amor quando... Aflora?

Por acaso, num flerte
,
O luar, as estrelas, nós
.
Sob o sinal do ”querer-te”,

Fomos ficando a sós... Agora.


Sabe do amor quando... vive?
Brindamos a sorte,
Sabores à vista.
Desejamos consorte
A magia bem quista... É livre.

Sabe do amor quando... Se vai?
Leva-nos calor sem resposta,
lágrimas ao vento.
Deixa saudade imposta
que retrai contentamento... E Jaz.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009




Keep alive.

Keep out. Keep cool.

Keep with your fears inside, but never give up a fight.
Keep your strength intact. Don’t be afraid to impact.
Keep the wolves from the door. Put down the gates on the floor.
Keep in touch. Keep in mind. Don’t keep out of sight.
Keep doing, take back, and keep going. On your way.

Keep smiling. Keep shining. Keep quiet.

Keep walking, buddy.

Keep alive.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009


Trabalho: fazer uma análise do poema galego - “Longa noite de pedra” Celso Emílio Ferreiro:

Longa noite de pedra

No meio do caminho tinha uma pedra

Tinha uma pedra no meio do caminho

Tinha uma pedra

No meio do caminho tinha uma pedra


Carlos Drummond de Andrade

O teito é de pedra.
De pedra son os muros
e as tebras.
De pedra o chan
E as reixas.
As portas,
as cadeas,
o aire,
as fenestras,
as olladas
son de pedras.
Os corazóns dos homes
Que ao longe espreitan,
Feitos están
tamén de pedra.
E eu, morrendo
nesta longa noite
de pedra.

Comentários.

Quanto aos aspectos físicos (estruturais) o poema começa com uma estrofe introdutória, falando sobre o mesmo tema, de um poema do brasileiro Carlos Drummond de Andrade (CDA).

“Longa noite de pedra” não possui uma métrica rígida – praticamente todos os versos são uma enumeração de objetos descritos. A rima se dá apenas com a repetição da palavra: pedra.

Aliás, a palavra recorrente nas duas partes do poema, em CDA e em Ferreiro, representa a mesma coisa. Ou seja, “pedra” possui uma simbologia universal.

Quanto aos fenômenos lingüísticos que são observados no poema de Emílio Ferreiro, podemos citar a metáfora, a simbologia universal de “pedra” que significa a ditadura, o poder que oprime e sufoca. (o mesmo significado para o poema de CDA!).

Podemos também notar no poema a aliteração (‘Pedra’ aparece seis vezes no poema de Ferreiro, e quatro no de CDA).

E por que não dizer uma gradação: tudo que é descrito em seqüência serve para oprimir, sufocar, calar, matar o eu poético.

[Teitos... muros... tebras... chan]
[portas... cadeas... aire]

E esta seqüência descrita no poema causa um efeito sinestésico no poema, tornando o denso, pesado, cansado, refletindo muito bem sua mensagem, sua temática.

No título a temática sócio-política é evidente no poema. O autor retrata os tempos (“longos”) de terror (“noite”) que seriam os anos de ditadura (“pedra”) Franquista, quando a produção artística esteve em declínio, ou por que muitos se fizeram calar, ou foram calados dos porões da ditadura.



Trabalho Final



Tema: Sobre Wright’s, Dumont’s e Batistinhas; perguntas e pensamentos; ciência e arte... E “Os setes Saberes para Educação”.

Toda busca pelo conhecimento tem como ponto de partida um processo laboratorial, como base na prática e na realidade que vivemos que caracterizam a nossa aptidão natural. Este processo vai gerar nossas perguntas, e nossos pensamentos (reflexões) que surgem do enfrentamento de nossas incertezas (do imperfeito).

A criatividade, originária do imperfeito, é cada vez mais necessária a nova ciência, e a nova arte. É preciso, então, valorizá-la, empregá-la com objetividade – o conhecimento pertinente. Percebendo também que as várias sociedades irão usufruí-lo de forma diferente, e por muito tempo.

Se este conhecimento possui objetivo prático, é por que foi adequado pra um bem comum. Não podemos esquecer que todo e qualquer conhecimento justo e adequado – pertinente - deve favorecer a compreensão, reflexão e visão em longo prazo.

A despeito da sociedade em que vivemos, devemos estar atento aos erros essenciais – as cegueiras paradigmáticas, àqueles que levam o conhecimento às hiper-especializações, fragmentações, que descontextualizam, reduzem, e unidimensionalizam.

Durante essas experiências ao longo da vida, as certezas nos remetem a busca inspiradora da mais perfeita simetria das coisas e dos fatos ao nosso redor. Mas justamente da exaltação ou da percepção das incertezas é que as coisas podem progredir.

O indivíduo, base dessa sociedade, sofre influências - internas e externas, pergunta, pensa, avança, evolui, pois ele não é só as idéias que possui, mas sobre tudo das idéias que o possuem. Fruto da complexidade – do ser que é feito de amor, raiva êxtase e fúria – que cada um constrói através de suas vivências, e de sua hereditariedade.

Devemos combater o inesperado que nos leva a racionalização. Quando ele se manifesta devemos estar abertos a novas idéias, e para fazermos brotar Drummond, Wright’s e Batistinhas.

O processo de conhecer o conhecimento é um principio e uma necessidade para educação. Ela deve ser o mote para ajudar o individuo a seguir as trilhas para a vital lucidez humana.

A educação é um caminho pra revolucionarmos o conhecimento e, em meio a avanços e esperanças, associando criatividade à prática; excelência e eficiência, transformar este indivíduo em sujeito, cidadão responsável pelo ambiente a sua volta, vivendo e enfrentando as incertezas dentro de uma visão que transpõe, muitas vezes, a didática em sala de aula.

Texto resultado da reflexão sobre os textos e o livro:


• “Os Wright’s, Dummont, e Batistinha.” Cláudio de Moura Castro, na seção Ponto de Vista, da revista Veja, de 12/07/2000;
• “As mãos perguntam, a cabeça pensa.” Rubem Alves, Tendências e Debates, Folha de São Paulo 21/07/2002;
• “A importância do imperfeito na arte e na ciência.”, Marcelo Gleiser, especial para a Folha de São Paulo, 08/11/1998.
• Os sete saberes necessários à educação do futuro / Edgar Morin ; tradução de Catarina Eleonora F. da Silva e Jeanne Sawaya ; revisão técnica de Edgard de Assis Carvalho. – 2. ed. – São Paulo : Cortez ; Brasília, DF : UNESCO, 2000.

sábado, 21 de novembro de 2009

Um conto de amor por música



E TUDO COMEÇA ASSIM...

"Quando um coração que está cansado de sofrer Encontra um coração também cansado de sofrer É tempo de se pensar Que o amor pode de repente chegar"
[CAMINHOS CRUZADOS, Chico Buarque]

... ELE CHEGOU E...

"Agora não vou mais mudar, Minha procura por si só,
Já era o que eu queria achar Quando você chama meu nome"
[ENCOSTA NA TUA, Ana Carolina]

...O SENTIMENTO É PLENO...

"Por ser exato, o amor não cabe em si, Por ser encantado,
o amor revela-se, Por ser amor, invade e fim."
[PÉTALA, Djavan]

...A FELICIDADE ESTAMPADA SE DECLARA...

"Une o meu viver com o seu viver
Ela só precisa existir para me completar"
[ELA UNE TODAS AS COISAS, Jorge Vercilo]

...MAS NEM TUDO SÃO FLORES, E UM DIA...

"Você sorriu e me propôs Que eu te deixasse em paz
Me disse vai, e eu não fui"
[NADA POR MIM, Kid Abelha]
...LOGO A GENTE REALIZA QUE...

"E na vida a gente Tem que entender
Que um nasce prá sofrer Enquanto o outro ri."
[AZUL DA COR DO MAR, Tim Maia]

...E VEM AS LEMBRANÇAS DE...

"Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei, eu te estranhei"
[ATRAS DA PORTA, Elis Regina]

...TENTA-SE CONVERSAR...

"Drão não pense na separação
Não despedace o coração
O verdadeiro amor é vão"
[DRÃO, Gilberto Gil]

...PORÉM O FIM É IMINENTE...

"Caso você for, não me diga adeus
Deixe pra amanhã, tenha dó de mim
Não olhe pra trás, que eu não quero ver
Quando o seu olhar me fitar e estremecer"
[DÓ DE MIM, Vânia Abreu]

...A ANGÚSTIA BATE, E APELAMOS...

"Pelo amor de Deus
Não vê que isso é pecado, desprezar quem lhe quer bem
Não vê que Deus até fica zangado vendo alguém
Abandonado pelo amor de Deus"
[SOBRE TODAS AS COISAS, Zizi Possi]

MAS, DE FATO, É O QUE ACONTECE...

É só isso, Não tem mais jeito Acabou, boa sorte
Não tenho o que dizer São só palavras E o que eu sintoNão mudará
[Boa sorte, Vnessa da Mata]

DEIXA ESTAR! O MUNDO DA VOLTAS, E DEPOIS...

"Ah ! Eu vim aqui amor só pra me despedir
E as últimas palavras desse nosso amor, você vai ter que ouvir"
[DE TANTO AMOR, Roberto Carlos]

... LEMBRE-SE, É SÓ UM CONSELHO...

"Não vou voltar atrás, Raspe dos teus dedos minhas digitais
Apague da cabeça o meu nome, telefone e endereço
Arranque do teu peito o meu amor cheio de defeitos
"
[DIGITAIS, Taviani]

SÓ MAIS UM PEDIDO...

Mesmo que exista outro amor que te faça feliz
Se resta, em sua lembrança, um pouco do muito que eu te quis
Onde você estiver, não se esqueça de mim
[Não se esqueça de mim, Nãna e Erasmo]

FIM

Quero Fazer Amor Com Você!



Não consigo me controlar mais,
Meu corpo já não encontra paz,
Está difícil esquecer...
Quero fazer amor com você!

Ah, pra que eu fui lhe conhecer?
Quando me lembro dos seus gracejos,
Fico sonhando com o gosto do seu beijo.
E Quero fazer amor com você!



Tem coisas que faço inconsciente,

E Me sinto, assim, bem diferente.
E mesmo sem sabe o porquê,
Desejo fazer amor com você!

Quando ficamos frente a frente,
Sai faíscas do meu corpo ardente.
Desculpe-me ser clichê:
Mas quero fazer amor com você!

E se isso tudo não for em vão,
E este ato se consumar pra valer,
É com toda emoção,
Que você realmente irá saber:
Eu quero fazer amor com você!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Sobre origens...


Não abro mão das origens...
Da linhagem de João das Botas;
Do meu sangue da península d’além;
Dos pastéis de Belém!

Não abro mão das origens...
Do meu pé na senzala;
Das revoltas e das labutas;
Das vitórias e das lutas!

Não abro mão das origens...
Da vida nas florestas,
Dos guerreiros e caçadores;
Das lendas e das cores.

Criolo, caboclo, cafuzo,
Tupi, Kalapalo, Tiriyó.
Sarará, ‘sangue azul’, mameluco,
Guarani, Matipu, Kaiapó.

De uma coisa não abro mão. Sou 100% miscigenação.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O começo do fim...


Enfim, o tão chegado Fim. O descostume de ter. O peito bater. Por alguém.

O sentimento legal se desmoronou. Do sentir-se sozinho a não sentir-se.

O receio das perguntas. Depois das respostas.
Depois já não tem receio. São perguntas que te faltam.

Tem aquela
ainda... Aquela... Aquela... Já nem se lembra mais.

Acabou.

Secou.

Sumiu.

Fundiu.

No vazio que nem as palavras descrevem.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

...


Sentado no pátio observo as reações e relações. o encontro e reencontro, a conquista, as confissões e tristezas, a solidão. O vai-e-vem dos diferentes em tempos diversos.

Presencio encontros, a celebração em conquista, o beijo que sela o começo de uma relação. As confissões impagáveis que resultam em algumas caras e bocas.

Vejo o conforto, o ombro amigo, o choro pelo amor que findou. A desilusão que se confirmou. A solidão absorta em meio aos estudos, no cochilo ainda cansado já no inicio da manhã.

Fixo meu olhar no vai-e-vem de diferentes em momentos diversos: um dia mais produzidos, outros sem tempo. A atenção e tensão dos fatos.

Certo que meus olhos me trazem mensagens, sentimentos que se misturam, emanam e pedem ser decifrados. Capítulos de vidas diante de mim.

Eu também já encontrei, conquistei, perdi, chorei. Sou e estou (à) parte do pátio. Perco-me no que vejo passar e repassar ali e vivo em meio a devaneios, reflexões, rabiscos e conclusões.

É... Mas, às vezes, os olhos me traem.

sábado, 14 de novembro de 2009


Tradução/versão de:

How do I love thee? Let me count the ways.
I love thee to the depth and breadth and height
My soul can reach, when feeling out of sight
For the ends of Being and ideal Grace.
I love thee to the level of everyday's
Most quiet need, by sun and candle-light.
I love thee freely, as men strive for Right;
I love thee purely, as they turn from Praise.
I love thee with a passion put to use
In my old griefs, and with my childhood's faith.
I love thee with a love I seemed to lose
With my lost saints, --- I love thee with the breath,
Smiles, tears, of all my life! --- and, if God choose,
I shall but love thee better after death.

Elizabeth Barrett Browning (1806-1861)


Análise do trecho do livro ”Cousas” - “O pai de Migueliño”- de A. Daniel Castelao:

O pai de Migueliño chegaba das Américas e o rapaz non cabia de gozo no seu traxe festeiro. Migueliño non sabia cos os ollos pechados como era seu pai;pero antes de sair da casa botoulle unha ollada ao retrato.

Os “americanos” xa estaban desembarcando. Migueliño e súa nai agardaban no peirao do porto. O corazón do rapaz batíalle na táboa do peito e os seus ollos esculcaban nas greas, a procurando pai ensoñado.

De súpeto avistou de lonxe. Era o mesmo do retrato, ou ainda mellor portado, e Migueliño sentiu por el un grande amor e cando mais se achegaba o “americano” máis cobiza sentia o rapaz por enchelo os bicos. Aí, o “americano” pasou de largo sen mirar para ninguén, e máis cobiza deixou de querelo.

Agora sí, agora sí que o era. Migueliño avistou outro home moi ben traxeado e o corazón daballe que auel era o seu pai. O rapaz devecía por bicalo a fartar. Tiña un porte de tanto señorio! Aí, o “americano” pasou de largo e nin tan sequera reperou en quen o seguian os ollos angurentos dun neno.

Migueliño escolleu así moitos pais qeu non eran e a todos quixo tolamente.

E cando esculcaba com mais angúria fixose cargo de que um home estabo abrazando a súa nai. Era un home que non se parecia ao retrato; un home mui fraco, metido nun traxe moi frouxo,un home de cera, coas orellas fóra do cacho, cos ollos encoveirados, tusindo...

Aquel si era o pai de Migueliño.

Comentários:

O narrador-onisciente conta a história em 3ª pessoa. Ele conhece tudo sobre Migueliño, sabe o que passa no seu íntimo, passeia por suas emoções e pensamentos, e também mostra seu domínio sobre o enredo.

Quando o narrador se faz assim presente, o enredo se torna plenamente conhecido, os antecedentes das ações, suas entrelinhas, seus pressupostos, seu futuro e suas conseqüências.

O uso do diminutivo –
Migueliño – remete ao cuidado, a uma intimidade, que aproxima ainda mais a tríade narrador-personagem-leitor.

Com um estilo bem trabalhado, ele descreve de maneira simples, e com uma riqueza de detalhes a emoção vai da expectativa à chegada do pai de Migueliño.

Essa riqueza de detalhes na produção literária de Daniel Castelao se assemelha muito a sua produção gráfica. Ele era tão bom escritor quanto desenhista.

A contemplação do retrato do pai emigrado forma no pequeno uma imagem idealizada que está muito longe da realidade.

As repetições de expressões, como,

“Aí, o “americano” pasou de largo...”
(l. 9 e 13)

Representa o vértice de oscilação do sentimento de frustração de Migueliño.

A adjetivação e expressões adjetivas reforçam a antítese da idealização e a realidade. Para os “americanos”:


“portado, traxeado, porte de tanto señorio”...

E para o verdadeiro pai:

“fraco, frouxo, de cera, orellas fóra do cacho, ollos encoveirados, tusindo”....

Neste ultimo caso também temos uma repetição e gradação;

“Un home que non se parecia ao retrato; un home mui fraco, metido nun traxe moi frouxo, un home de cera, coas orellas fóra do cacho, cos ollos encoveirados, tusindo...”
(l. 18-19)

Um texto de frases e de parágrafos curtos compõe a prosa popular emotiva de Castelao que facilita a aceitação pelo publico. Nesse pequeno trecho já há um desenlace com direito a clímax tenso e frustrante no final.

No texto, utiliza-se da fotografia familiar como recurso de interiorização. Aqui também se evidencia um comportamento social: o retorno do imigrante. Registrado no mais puro galego. Com isso Castelao valoriza o sentimento a terra, recupera os sinais de identidade, fortalece e dignifica a cultura e língua galega.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009



STAY

When she feels sad
Be ready to stay
When she feels mad
Please, go away!
But when she startin’ groovin’
Stop: “That’s okay!”

When she feels sad
Be ready to stay
When she feels mad
Please, go away!
But when she’s in a bad mood
Just give her a smile

And when she’s not good
Oh, keep holding her tight!
Yeah, yeah!

No matter what you’re thinkin’ about
You won’t let her livin’ without

When she feels sad
Be ready to stay
When she feels mad
Please, go away!
When she’s in a bad mood
Just give her a smile

And when she’s not good
Oh, keep holding her tight!
Yeah, yeah!

No matter what you’re thinkin’ about
You won’t let her livin’ without

segunda-feira, 2 de novembro de 2009


Resumo crítico do capitulo II do livro: “Os sete saberes para educação”, de Edgar Morin.

Vou começar esse texto contanto uma breve história: “Um adolescente , no seu processo educacional, conhece e reconhece, confronta e reflete, analisa e sintetiza seu conhecimento e favorece sua aptidão natural em meios as matérias escolares, relações entre colegas e professores, amigos do bairro, sua família; enfim, com os costumes e hábitos da sociedade em que vive.”

“Ele decide então seguir a área biológica. Apaixona-se por botânica, aos estudos das borboletas. Decide averiguar a queda vertiginosa de uma dessas espécies nas florestas tropicais. Vai trabalhar num laboratório de referência, isolado no meio da Amazônia. Torna-se um renomado especialista depois de vinte anos de estudos...”


Interrompo aqui meu exemplo caricato. Ele servirá para o que vem a seguir.

Acredito que propor uma reforma de pensamento passa por uma transformação de um conhecimento aleatório em algo pertinente, situado num contexto nesse nosso complexo planetário.

O conhecimento justo e adequado deve estar sempre contextualizado – a coisa causada e causadora – ser uma unidade e também parte de um todo. Ser global. Qual a finalidade do estudo aprofundado dessas borboletas? Se não for para um bem comum não fará sentido, não haverá adequação.

Este mesmo conhecimento deve estar aberto às varias unidades complexas que nos cercam, e que ao mesmo tempo nos formam. Não somos só trabalho. Somos feitos de razão, do psíquico, do social, de emoção. Entenda-se por complexo esses diferentes constituintes entrelaçados e mantendo uma interdependência constante para a formação do homem.

E nesse paradoxo de grandes avanços tecnológicos deste século que nos levam a grandes cegueiras paradigmáticas, devemos combater alguns problemas essenciais.

Nada contras as especializações. Mas, caso esse processo se torne hiper, uma disjunção, de eterna fragmentação, isso tende a uma descontextualização do conhecimento.

Biologia, Botânica, borboletas, de florestas tropicais...
Estas subdivisões sistemáticas, sem propósito, tendem também ao conhecimento reduzido, restrito, unidimensional.

Um estudo de vinte anos de uma espécie de borboleta é um grande feito, um valoroso conhecimento. Mas também pode ser considerada uma forma de racionalização abstrata e unidimensional.

Este estudo biológico, associado à Estatística, à Meteorologia, e à Física se faz adequado, contextualizado, globalizado quando ele nos mostra, por exemplo, que a queda vertiginosa do número dessa espécie se deu pelo aumento de temperatura, indicador este que afeta diretamente o povo amazônico, e que mais tarde afetará o resto do mundo se continuar assim, e não corrigimos erros em tempo.

Todo e qualquer conhecimento justo e adequado – pertinente - deve favorecer a compreensão, reflexão e visão em longo prazo.
***
A educação dever transformar o indivíduo em sujeito, estimulando de forma positiva aqueles conhecimentos prévios - a aptidão geral, do início do texto, e organizá-los. Já dizia Paulo Freire: “O conhecimento das partes depende do conhecimento do todo e o conhecimento do todo depende do conhecimento das partes”. Todo que somos nós, e de um todo que também nós fazemos parte.

A verdadeira educação vai auxiliar na emancipação do aluno enquanto indivíduo da sociedade, levando o a viver, a se tornar cidadão responsável pelo ambiente a sua volta, seja ele social, político, ou cultural. Motivar a união entre o pensamento científico, e o humanista, vivendo e enfrentando as incertezas dentro de uma visão que transpõe, muitas vezes, a didática em sala de aula.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Sobre um amor....


Ame.

Ainda que as atitudes estejam adversas. A espera agonizante. A assistência distante. As conversas duras. As conclusões finitas.


Isso incomoda? Ame.


Ame até acomodar-se. Aquele tremor, aquele frio gostoso da presença do outro é o incômodo da acomodação.


Acomodação que entende com o tempo o que o outro necessita e lembra: “Eu estou aqui”, “Eu cheguei”, “Eu te apoio”. Aquela que reserva um cantinho do peito, uma parte de você, e que foi preenchida por este ser que se apossou sem pedir licença.


Ainda que você tenha jurado esquecer, ainda que apareçam umas sem-razões pra não amar, ame.


Ame com toda intransitividade do verbo. Com todo peso da atitude . Com a leveza do olhar.


Se, ainda assim, duvidarem disso. Insista. E apenas ame. Pois nem o tempo pode resistir a um amor sem explicação.


E assim seja.

sábado, 24 de outubro de 2009

Sina


Por medo de perder,
Fica com medo de encarar.

Por não falar,
Não pode mais abraçar.

Sem abraço:
sem calma,
sem colo.
Logo, choro.


Se amor machuca,
Por que então juras de amor?

À noite, domir
a insônia custa.
De dia, a ilusão cega,
é justa.



Saudades ...
dos beijos aqui, assim.


É dor que alucina
.
Veneno que fascina.

Amar é uma sina.




TO THE LORD

Whenever YOU have taken me
was fine.
Wherever YOU have tested me
all right.
However I have doubted
YOU always smile.
YOU’ve been teaching me very kindly.

YOU have changed my mood...
It’s got t be good!

When I feel a trash
I make a wish,
in me , YOU trust.

Changes I have made all my life,
YOU have given me chances days and nights.

I am not begging YOU by a sword.
Simply I write this odd
Just for YOU, my Lord!


1. Trabalho fazer uma análise do poema galego - “Camiño longo”- de Ramon Cabanillas:

Camiño longo

Caminõ, camiño longo
camiño da miña vida
escuro e triste de noite
triste e escuro de día...
¡camiño longo
Da minha vida!

Verea, verea torta
Em duras laxes abertas
Arrodeadas de toxos
Crebada polas lameiras...

Caminõ, camiño longo
A chovia , a neve e as silvas
enchéronme de friaxe
cubríronme de feridas...
¡camiño longo
Da minha vida!

Verea, verea fonda
De fonte triste, sen auga;
sen carballos que dean sombra
nin chozas quen dean pousadas
¡verea fonda
ti cando acabas!

Comentários:

Logo de inicio, vemos uma padronização na estrutura do poema. Com versos octassilábicos, as quatro estrofes dão um esqueleto rígido ao poema.

As repetições de palavras e expressões nos versos configuram um paralelismo na poesia de Ramon Cabanillas.
“Caminõ, camiño longo” (estrofes 1 e 3)
“Verea, verea fonda” (estrofes 2 e 4)

O poeta não se faz uso de rimas ordenadas e sim de um jogo de palavras, que expressam movimento, a saga, o épico:
Caminõ, camiño longo/ camiño da miña vida” (versos 1 e 2)

Dor e agonia:
escuro e triste de noite / triste e escuro de día...” (versos 3 e 4)
“enchéronme de friaxe / cubríronme de feridas...” (versos 13 e 14)

E praticamente todas as estrofes terminam com uma exclamação retórica que tem uma estrutura que evidencia o castelanismo:
¡camiño longo / Da minha vida!
(nas estrofes 3 e 4)
¡verea fonda / ti cando acabas!

O poema é uma metáfora melancólica de uma viagem tendo o mar como um caminho épico, e interminável.

Evidencia-se o recurso da inversão (hipérbato) e antítese:
escuro e triste de noite / triste e escuro de día...” (versos 3 e 4)

Observamos no poema a aliteração e a anáfora:
Verea, verea fonda
De fonte triste, sen auga;
sen carballos que dean sombra
nin chozas quen dean pousadas.

Em todo o poema o peso da adjetivação (“triste”, “escuro” , “fondo”, “tortas”, “abertas”) é muito forte.

Estilo literário:
Ramon Cabanillas faz uso de uma poesia narrativa onde se faz presente o lirismo, sentimentalismo, costumismo, neste poema. E acrescentando; porque não dizer também o modernismo, saudosismo e civismo são temas presentes conjunto de suas obras.

O poeta colaborador da “Irmandade da fala” tem em sua atitude temático-estilístico a manifestação sempre na direção de representar liricamente os interesses e necessidades do nacionalismo como também na procura de uma estética nacional. E em “Camiño longo” pode se ter uma bela amostra disso.

domingo, 18 de outubro de 2009

Alae jacta est!


"Mulheres: Ou são caras, ou são coroas."

[Printado numa camisa.]

Eis a questão

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Doa amor e dou sexo


O amor é chique; sexo dá chilique.
Amor o bem se faz; sexo o mal se atrai.
Amor é brejeiro.
Sexo até no bagageiro!

O amor é passeio sexo é recreio.
Amor transcende; sexo transpira.
Amor é saúde.
Sexo é fast-food.

O amor flutua; sexo afunda. É bunda.
Amor é viral, sexo viril.
O amor das partes emana.
Sexo é arte sacana!

O amor envolve, sexo é ‘69’.
Amor eleva aos céus; sexo é bordel.
Amor finda o vazio.
Sexo se basta no cio
Doa amor a cura; dou ao sexo a dura!
O amor vem da alma, sexo da mão na palma.
Amor convém.
Sexo é vai-e-vem.

O amor louva a Galícia, sexo é delícia.
Amor reflete, sexo é ‘gilete’.
Amor o peito afaga.
Sexo o fogo apaga.



O amor e côncavo; sexo, convexo.
Amor é subjetivo; sexo objeto.
Amor, pode vir anexo...
Mas, por favor: eu quero é sexo!

sábado, 3 de outubro de 2009


Análise do poema galego - “O maio”- de Manuel Curros Enríquez:

O Maio

Aí vén o maio
de flores cuberto...
Puxéronse á porta
cantándome os nenos;
e os puchos furados
pra min estendendo,
pedíronme crocas
dos meus castiñeiros.

Pasai, rapaciños,
calados e quedos;
que o que é polo de hoxe
que darvos non teño.
Eu sonvos o pobre
do pobo galego:
pra min non hai maio,
¡pra min sempre é inverno! ...

Cando eu me atopare
de donos liberto
e o pan non me quiten
trabucos e préstamos,
e como os do abade
florezan os meus eidos,
chegado habrá entonces
o maio que eu quero.

¿Queredes castañas
dos meus castiñeiros? ...
Cantádeme un maio
sen bruxas nin demos;
un maio sen segas,
usuras nin preitos,
sen quintas, nin portas,
nin foros, nin cregos.
Comentários:
Começando pela parte estrutural, podemos notar que Manuel Curros Enríquez introduz uma glosa logo na estrofe inicial. E, com oito versos hexassilábicos cada uma, as quatro estrofes dá um esqueleto rígido ao poema.
Fenômenos lingüísticos são observados no poema de Curros Enríquez. Primeiro, um fenômeno da própria língua galega que, por um recurso estilístico, se utiliza da adição final de uma vogal (-e) no verbo atopar (encontrar) :
“Cando eu me atopare” [Est. 3; V. 2]
O castelanismo também ocorre:
“chegado habrá entonces” [Est. 3; V. 7]
Já passando pelas figuras de linguagem, a nível semântico, o próprio título - O maio - já é uma grande metáfora. Ela simboliza o produzir da terra, o nascer das flores, a Primavera. “Pedindome crocas” [Est. 1; V. 7] simboliza as migalhas, esmolas, a pobreza que o povo de Galicia vem se submentendo.
E assim se vale para outras palavras:

”sen segas, Sem cortes, retaliação
[...]nin
portas, ” Nem prisões, falta de trabalho
[Est. 4; V. 5 e 7]


Este mesmo “maio”, como simbolo de Primavera, faz antítese [Est. 2; Vs. 7-8]
pra min non hai maio,
¡pra min sempre é inverno! ...

A Igreja esta simbolizada pela metonímia em:
“e como os do abade” [Est. 3; V. 5]
“nin foros, nin
cregos.” [Est. 4; V. 8]

E no mesmo verso da 3ª estrofe, existe uma comparação, com um toque de ironia:

“e como os do abade / florezan os meus eidos,” [Est. 3; Vs. 5-6]

Neste exemplo acima, também podemos evidenciar o recurso da inversão (hipérbato).

Quanto ao nível morfossintático e fônico, podemos observar no poema a anáfora e a aliteração:

sen
bruxas nin demos;
un maio
sen segas,
usuras
nin preitos,
sen quintas,
nin portas,
nin foros, nin cregos.
[Est. 4; Vs. 4-8]

As rimas podem ser tanto a nível vocálico (silábica) como fônico (sibilar):

1ª estrofe
mai
o/cuberto # nenos/estendendo #furados/crocas/castiñeiros

2ª estrofe
rapaciñ
os/ calados e quedos # hoxe/pobre #teño/galego #maio/inverno

***
O poeta denuncia a emigração da Galícia, a pobreza dos que ficaram, tem compaixão por estes e os defende das injustiças, que vive entre os riscos econômicos - seca, fome, miséria - e os riscos advindo do poder – riqueza senhoril, impostos e taxas.

E ao mesmo tempo Enríquez ataca um de seus desafetos que a Igreja – a instituição – que, meio ao caos, ainda usurpava o povo galego pobre e infeliz que vivia então em meio a uma crise econômica sem precedentes.

Este poema “O maio” possui uma temática sócio-política – e que podemos chamar também temática de compromisso ou realista. Com um mote mais existencialista e filosófico, tendo sempre a Galícia como pano de fundo.





terça-feira, 29 de setembro de 2009

Senhoras e senhores, façam-me um favor,




Quero que deixem as marcas do tempo em mim em paz.

Não generalizem minhas rugas: elas são catálogos em mim. Nas minhas linhas de expressão, estão percalços das trilhas que escolhi.

Não me falem em calvície ou entradas sem saída. Já foram plumas ao vento! Do velo gris – com muito charme sim! – vêm as experiências e serenidade.

Olheiras? Elas ainda enxergam longe.

Não simplifiquem nada com cirurgias. Esticar o que o tempo já dobrou nunca é sábio.

'Elixir da juventude' é repetência pra mal-vividos.

Comportem-se. Respeitem-me. Conformem-se.

Envelhecer, para todos: um fato. Amadurecer, pra poucos, opcional.


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Carta ao "João da Sintaxe":



Caro João,

Venho, através desta, avisá-lo que não quero mais servir de tema, de paciente pra você e nem pra seu amigo professor de Sintaxe.

Meu querido, seu signo lingüístico, e nem do zodíaco, já não batem mais com o meu. Faz anos - aqui o sujeito tempo bota indeterminado nisso!

É agente pra cá, a gente pra lá, eu viro objeto de um sujeito que nem mais sei quem é. Só sei que – pelo andar da carruagem – não será mais você. A minha meta é não ser mais paciente com você. Estão dizendo por aí que sou pra gramática, previsível, é isso aí. Ninguém merece.

Você no máximo quebra um copo ou uma perna. Eu já me suicidei, fiquei doente, já fui e já estive inteligente... O que você já me fez comer de bolo... Estou sofrendo alterações no meu léxico! Falando e vomitando, falando e vomitando. É dislexia! O médico me disse. Minha relação forma e conteúdo já foi pro espaço. Ninguém entende mais minha língua.

Você está quase sempre oculto e, às vezes, se sente não-realizado. Ainda vem o tal de Dr. Lucchesi fica dizendo que você é que paga a conta.

O que quero dizer, na verdade, é que você não possui predicados que me satisfaçam. Praticamente não existe! Você é um sujeito expletivo em minha vida.

Agora eu quero alguém cheio de argumentos, internos e externos. Que me coloque entre colchetes e me mostre toda a sua estrutura. Entende? Não terei mais voz passiva em relação a este assunto.

A partir de hoje serei apenas seu ponto final.

Sua eterna beneficiária, porém não mais destinatária,
Maria

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Ao pesar do tempo

Sinto-me o tempo pesar.
Pesa-me os ombros,
Quase me tombo.

Sinto-me só.
Sem reflexo, o tempo em mim
sem dó.



A fresta que mina
é o que
resta me.
Da dor que não some
e consome
sem alento,
em mim,
o pesar do tempo.







quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Palavras que brincam de sentimento



Pela manhã me assanhas;
A tarde te traz;
e, à tarde, me trais.
A noite domina
a mim e a ti.
Mentes brilhante
– mentes.





Regre com passos.

Corte os im-pulsos.
Releve a dor, mas não se revele, amor!

E ao por fim,
assim,
Aprenda, minha prenda...
E depois de tudo: prenda-me!

sábado, 12 de setembro de 2009



Análise do poema galego - “Negra Sombra”- de Rosalía de Castro:


Negra Sombra

Cando penso que te fuches,
negra sombra que me asombras,
ó pé dos meus cabezales
tornas facéndome mofa.

Cando maxino que es ida,
no mesmo sol te me amostras,
i eres a estrela que brila,
i eres o vento que zoa.

Si cantan, es ti que cantas,
si choran, es ti que choras,
i es o marmurio do río
i es a noite i es a aurora.

En todo estás e ti es todo,
pra min i en min mesma moras,
nin me abandonarás nunca,
sombra que sempre me asombras.

Comentários:
Pode-se começar destacando alguns aspectos físicos (estruturais) do poema. Este possui uma métrica rígida – praticamente todos os versos possuem sete sílabas métricas.
Entre as estrofes, os paralelismos vêm sob a forma de uma palavra:
[ Cando penso que te fuches,] (1ª estrofe)
...
[ Cando imaxino que es ida] (3ª estrofe)


Ou de uma expressão:
[negra sombra que me asombras,] (1ª estrofe)
[sombra que sempre me asombras.] (4ª estrofe)
Internamente também se confirma isto, na 3ª estrofe:
[Si cantan, es ti que cantas, /si choran, es ti que choras, /i es o marmurio do rio /i es a noite i es a aurora.]
Suas rimas surgem de forma silábica,
ida/brila;
choras / aurora,
Como também de ordem fonética
assombras /o/ / mofa /O/;
moras /O//assombras /o/.
O uso da inversão valora ainda esta mesma a estrutura, o que chamamos de epanadiplose:
[En todo estás e ti es todo,]
Já em relação aos aspectos lingüísticos, a metáfora da sombra está mais que evidente, dirá que além de metáfora existe uma personificação da mesma, pois o eu-lírico dialoga com ela.
O paralelismo mencionado no aspecto anterior baseasse na repetição de palavras e/ou expressões. É quando ocorre também o polissídeto:
[i es o marmurio do rio / i es a noite i es a aurora.]
...
[En todo estás e ti es todo, / pra min i en min mesma moras,]
Verifica-se também o jogo de oposição de palavras, dando a idéia de antíteses, como,

fuches/ assombras;
ida/amostras;
brila/zoa;
sol/ estrela;
noite/aurora

Sob o aspecto histórico-cultural se pode confirmar um passeio por c várias temáticas: a temática costumista, quando a poesia revela a devoção do povo galego que vive, canta, chora e morre como “sombras” nas terras de Galícia.
A temática intimista surge quando o eu-lírico dialoga com essa mesma sombra e se dá um caráter biográfico ao poema. A autora reflete um problema que ela sente, mas que também é sentido por toda Galícia.
E porque não falar da temática amorosa? Um amor pátrio (regionalista) que resiste mesmo depois de morto, pois
En todo estás e ti es todo,
pra min i en min mesma moras,
nin me abandonarás nunca,
sombra que sempre me asombras.

Rosalía de Castro coloca essas sombras além de sua dúvida subjetiva. Ela consegue refletir um povo que se nega a abandonar a terra quando morre; um povo que quer regatar e transformar em mito essa cultura, que também tem sol, festa e alegria. Esta é idéia central deste poema.


SOBRE O VIDEO: Luz Casal en El Loco de la Colina

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Sobre amar...



Paz


Orvalho da manhã.
Amanhã eu resolvo!
Café do bule.
Cheiro de mato verde.
Colher pitangas.
Rede na varanda.
Sombras e um Regato.
Colo e aconchego.
Por do sol de soleira.
Sem eira nem beira.
Nada a mais.
Nada de mais.
Paz.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009


The meeting of two personalities is like the contact of two chemical substances: if there is any reaction, both are transformed.
Carl Jung (1875 - 1961)

[O encontro de duas personalidades é como um contato de duas substâncias químicas: Se houver qualquer reação, ambos estarão transformados.]


Por acaso numa chuva triste
em meios aos cacos,
me descobriste.

Num encontro avulso,
teu vulto numa penumbra.
Te afogo,
me afundas!

E o ocaso nos brinda
com a mais pura sorte.
E no falo e no corte,
A arte se finda.

Sobre Wright’s, Dumont’s e Batistinhas, perguntas, pesamentos, ciência e arte...


Toda busca por um ideal de perfeição - teórico - tem como ponto de partida um processo laboratorial, como base na prática e na realidade que vivemos. Este processo científico vai gerar nossas perguntas, e nossos pensamentos (reflexões). Ele surge da imperfeição.

Se algo possui objetivo prático, não podemos esquecer/raciocinar para as várias possibilidades para tal. A despeito da sociedade em que vivemos, devemos estar atento, por exemplo, aos extremismos pragmáticos ou racionalistas. Extremos – salvos em situações especiais – muitas vezes não se fazem eficazes.

Se pendermos para o lado dos pragmáticos de carteirinha dos Wright’s, isso pode nos levar a um oportunismo mercenário. Já o racionalismo sonhador de Dumont nos faria viver num narcisismo, muitas vezes, infundado.

O que existe em comum nesses dois lados é a criatividade, originária do imperfeito, cada vez mais necessária a nova ciência, e a nova arte. É preciso, então, valorizá-la, empregá-la com objetividade. Sem deixarmos de entender também que as várias sociedades irão usufruir desta de forma diferente.

O indivíduo, base dessa sociedade imperfeita, sofre influências - internas e externas, pergunta, pensa, avança, evolui. Fruto da cosmo-visão que cada um constrói através de suas vivências, e de sua hereditariedade.

Durante essas experiências ao longo da vida, o ideário de perfeição nos remete a busca inspiradora da mais perfeita simetria das coisas e dos fatos ao nosso redor. Mas justamente da exaltação ou da percepção da importância do imperfeito é que as coisas andam.

Revolucionemos nossa produção artística e científica. E em meio a avanços e esperanças, apreciemos melhor os hedonismos de nossos Batistinhas, e associemos criatividade à prática; excelência e eficiência.


Texto resultado da reflexão sobre os textos:
• “Os Wright’s, Dummont, e Batistinha.” Cláudio de Moura Castro, na seção Ponto de Vista, da revista Veja, de 12/07/2000;
• “As mãos perguntam, a cabeça pensa.” Rubem Alves, Tendências e Debates, Folha de São Paulo 21/07/2002;
• “A importância do imperfeito na arte e na ciência.”, Marcelo Gleiser, especial para a Folha de São Paulo, 08/11/1998.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Bagunça no bar da Saúva

Lá chegou o Pato, o Ganso e o Marreco.
Tomar umas duas, “na viúva”, no boteco.

“Dois conhaques, uma pinga!”
Prontamente atendido pela Jacutinga.

Papo vai, papo vem;
Olha quem apareceu mais além?

Bem no meio do salão,
A Tanajura, a Abelha, e a Vespa.
Rebolando no maior sambão!
“Vambora maestro, hoje é sexta!”

Ânimos exaltados mudam depressa a situação:
“Passaram a mão no abdômen das meninas, no salão!”

“No abdômen? Sem problemas. Ainda que fosse na B****”
Aí que se deu a querela. Foi uma ofensa, Profunda...

A Centopéia trocando as pernas veio tentar apaziguar...
Hum, isso não é bom, já sei no que a vai dar!

No que o Marreco deu pitaco na muvuca do boteco
O Zangão no desaforo já deu logo um peteleco.




Cadê, cadê, cadê? Foi aquele fuzuê!
É Curió cantando de galo; e Galo sem sabe o que fazer!




Foi um pega-pá-capá; era Aranha jogando capoeira!
Pata aqui, pata acolá; e Bicho-pau caindo na madeira!

Um Papagaio irado gritou:
Afoga o ganso, afoga o ganso!
Era rixa antiga desse velho corno manso.

O paparazzo Vaga-lume trouxe a luz, veio dar o bote.
E o Tatu e a Cotia, que curtia pacas, evitaram os holofotes.


A Viúva negra assistia de sua teia. E rezava, e gritava:
“Jesus, Jesus me chicoteia!”

O caldeirão ferveu, a poeira subia.
A Lagarta nem se mexia:
Era só... Alergia!

E a Barata e a Pulga que curtiam o ‘maior barato’?
Tiveram de sumir com a naftalina E fugiram logo pelo ralo...

Eis que a vida imita a arte.
De repente surge em cena uma Joaninha. Faz parte!

Mas agora mesmo que fedeu...
Chegou o delegado Percevejo. F*#*#!

E a turma do deixa-disso chegou, foi logo dizendo:
“Abre a roda, aquieta o facho. Ordem no estabelecimento!”

Botando ordem no pedaço, um baixinho marrento.
Só poderia ser ele: O Escaravelho sargento.

O Ganso que não era manso, não dava ponto sem nó.
O Percevejo se irritou, mandou logo pro xilindró!

O Louva-deus embriagado jura,
diz que foi a Tanajura.

A formiga replicou:
“Doutor, Esse aí, não tem mais ‘cura’!
Sabe o que ele tá precisando?
É de uma outra ‘dura’!”

A boca miúda, o Cupim dizia:
“Esse verdão afoga as mágoas – do Ganso –todo dia...”



A Minhoca se enrolou, e nada disse.
“É X-9, patife!”




A Traça, que é traíra, delatou logo o culpado
Olha só quem diria... E não é que foi o Pato?




“Peremptória ocasião, para este inquietante colóquio...”
Discursava a Mutuca o seu velho bolodório!



O ‘Louva’ bêbado no faniquito parou tudo, deu um grito:
“Viva a ditadura, e a picadura... do Mosquito!”




A história se repete mais uma vez,:
O que começa no bufete vai terminar é no xadrez!

É sempre a maior sensação, esse Bar da Saúva...
“Tá procura de emoção? Vem pra cá, Não se iluda!”


terça-feira, 21 de julho de 2009

FOTO&POEMA

















































EU NÃO SOU VOCÊ, VOCÊ NÃO Ê EU.
Eu não sou você,
Você não é eu,
Mas sei muito de mim,
Vivendo com você.
E você,
Sabe muito de você vivendo comigo?
Eu não sou você,
Você não é eu; mas encontrei comigo e me vi enquanto olhava pra você na sua, minha, insegurança...
Na sua, minha, desconfiança...
Na sua, minha, competição...
Na sua, minha, birra infantil...
Na sua, minha, omissão...
Na sua, minha, firmeza...
Na sua, minha, impaciência...
Na sua, minha, prepotência...
Na sua, minha, fragilidade doce...
Na sua, minha nudez aterrorizada;
E você se encontrou e se viu enquanto olhava pra mim?
Eu não sou você,
Você não é eu;
Mas foi vivendo minha solidão
Que conversei com você
E você conversou comigo na sua solidão ou fugiu dela, de mim, de você?
Eu não sou você,
Você não é eu;
Mas sou mais eu,
Quando consigo lhe ver porque você me reflete...
No que eu ainda sou, no que já sou e... No que quero vir a ser...
Eu não sou você,
Você não é eu;
Mas somos um ...,
Enquanto somos capazes de, diferencialmente, eu ser eu, vivendo com você; e você ser você, vivendo comigo.





YO NO SOY TU, TU NO ERES YO
Yo no soy tu,
Tú no eres yo;
Pero Yo sé mucho sobre mí
Viviendo contigo
¿Y tú sabes de ti viviendo conmigo?
Yo no soy tu,
Tu no eres yo; pero encontré conmigo y me reconocí en cuanto miraba te en la mi inseguridad tuya,
En la tu duda mía,
En la mi competición, tuya,
En las tus tonterías infantiles mías,
En la mi omisión tuya,
En la tu firmeza mía
En la mi impaciencia tuya,
En la tu prepotencia mía,
En la mi fragilidad dulce tuya,
En la tu desnudez aterrorizada mía.
¿Y tu encontraste y reconociste a ti mismo en cuanto miraba me?
Yo no soy tu,
Tu no eres yo;
pues fue viviendo en mi soledad
que hablé contigo
¿Y tu hablaste conmigo en tu soledad o te fugó de ella, de mí, de tu mismo?
Yo no soy tu,
Tu no eres yo;
Pues yo soy más seguro
cuando consigo verte porque tu reflejes me
en todo que, todavía fue, soy... y seré...
Yo no soy tu,
Tu no eres yo;
Mas somos un ...
En cuanto somos capaces de, diferencialmente, yo ser yo, viviendo contigo; y tú ser tú, viviendo conmigo.


I AM NOT YOU, YOU ARE NOT ME
I am not you,
You are not me;
But I know myself well again
Living with you
And you; do you know such thing about yourself, living with me?
I am not you.
You are not me; but I found myself when I looked at you in my own, your insecure,
In my own, your treachery,
In my own, your antagonism,
In my own, your laughing and joking,
In my own, your omission,
In my own, your dogmatism,
In my own, your impatience,
In my own, your authority
In my own, your cute tenderness,
In my own, your shaken exposure
And you, did you find yourself when you looked at me?
I am not you.
You are not me;
In my solitude though,
I got you
And you; did you get me in your solitude or escape from it; from me; from yourself?
I am not you.
You are not me;
But I am all that man
When I put you together as my reflection…
Strength me, in my absent, present and future
I am not you.
You are not me,
But, we are as one,
And, in degrees of difference, up to be myself living within you; or be yourself living within me.

domingo, 19 de julho de 2009

Do medo...


Finda o nada. Pesa o instante.
Foge ao risco. Imutável inconstante.

Constrói muralhas de dor e tormento.
Une-se ao Frio e esquecimento.

Angustia.
Desiste.
Sofre e insiste.

Faz do ser o não-ser.


Is that a crime?
To make you mine,
To dream so high.

Don’t you see?
You do whatever you do
And I’ll let you free.

Is that wrong?
To wait for so long
For you I belong.

I love you so
If you want to: go!

Spread your wings
through the sky.
Feel what freedom brings
and fly.

Don’t push yourself hard.
Loves does not expect
one merely regard.

Love makes people strong
And indefensible sometimes.
And it’ll be not a crime
To make these such innocent rhymes.

sobre mudanças....


They always say time changes things, but you actually have to change them yourself.
Andy Warhol (1928 - 1987)




[ As pessoas sempre dizem que tempo muda as coisas. Mas você na verdade tem que mudá-las por você mesmo.]

Tua libido


Sinto tua libido.
Que começa no cheiro,
Instinto, insano.

Desejo tua libido.
Que me deixa afoito, no coito.
À noite.
De açoite.

Quero tua libido.
Que me arranhe,
me assanhe,
me excite.

Tua libido, teu sexo.
Sem regras, sem nexo.
Aqui descrevo
pelo avesso dos meus versos
controversos...

sábado, 18 de julho de 2009

Poema do Menino Jesus - Fernando Pessoa


video

Num meio-dia de fim de primavera eu tive um sonho como
uma fotografia: eu vi Jesus Cristo descer à Terra.
Ele veio pela encosta de um monte, mas era outra vez
menino, a correr e a rolar-se pela erva
A arrancar flores para deitar fora, e a rir de modo a
ouvir-se de longe.
Ele tinha fugido do céu. Era nosso demais pra
fingir-se de Segunda pessoa da Trindade.
Um dia que DEUS estava dormindo e o Espírito Santo
andava a voar, Ele foi até a caixa dos milagres e
roubou três.
Com o primeiro Ele fez com que ninguém soubesse que
Ele tinha fugido; com o segundo Ele se criou
eternamente humano e menino; e com o terceiro Ele
criou um Cristo eternamente na cruz e deixou-o pregado
na cruz que há no céu e serve de modelo às outras.
Depois Ele fugiu para o Sol e desceu pelo primeiro
raio que apanhou.
Hoje Ele vive na minha aldeia, comigo. É uma criança
bonita, de riso natural.
Limpa o nariz com o braço direito, chapinha nas poças
d'água, colhe as flores, gosta delas, esquece.
Atira pedras aos burros, colhe as frutas nos pomares,
e foge a chorar e a gritar dos cães.
Só porque sabe que elas não gostam, e toda gente acha
graça, Ele corre atrás das raparigas que levam as
bilhas na cabeça e levanta-lhes a saia.
A mim, Ele me ensinou tudo. Ele me ensinou a olhar
para as coisas. Ele me aponta todas as cores que há
nas flores e me mostra como as pedras são engraçadas
quando a gente as tem na mão e olha devagar para
elas.
Damo-nos tão bem um com o outro na companhia de tudo
que nunca pensamos um no outro. Vivemos juntos os dois
com um acordo íntimo, como a mão direita e a esquerda.
Ao anoitecer nós brincamos as cinco pedrinhas no
degrau da porta de casa. Graves, como convém a um DEUS
e a um poeta. Como se cada pedra fosse todo o Universo
e fosse por isso um perigo muito grande deixá-la cair
no chão.
Depois eu lhe conto histórias das coisas só dos
homens. E Ele sorri, porque tudo é incrível. Ele ri
dos reis e dos que não são reis. E tem pena de ouvir
falar das guerras e dos comércios.
Depois Ele adormece e eu o levo no colo para dentro da
minha casa, deito-o na minha cama, despindo-o
lentamente, como seguindo um ritual todo humano e todo
materno até Ele estar nu.
Ele dorme dentro da minha alma. Às vezes Ele acorda de
noite, brinca com meus sonhos. Vira uns de pena pro ar,
põe uns por cima dos outros, e bate palmas, sozinho,
sorrindo para os meus sonhos.
Quando eu morrer, Filhinho, seja eu a criança, o mais
pequeno, pega-me Tu ao colo, leva-me para dentro a Tua
casa. Deita-me na tua cama. Despe o meu ser, cansado e
humano. Conta-me histórias caso eu acorde para eu
tornar a adormecer, e dá-me sonhos Teus para eu
brincar.

terça-feira, 9 de junho de 2009

O avesso de mim



Eu juro que vou (te) esquecer
Hoje eu acordei outra uma vez prometendo te esquecer.Não quero mais pronunciar seu nome, meu amor!
Vou esquecer o dia que nos conhecemos, naquela tarde do começo de novembro...ainda me lembro. Mas vou esquecer.
Vou esquecer também o teu jeito despojado que me cativou de primeira e me fez voltar acreditar no amor. Eu juro, vou esquecer!

As risadas, os choros, os sermões. Isso era engraçado por que... Tenho que esquecer. Isso. É isso que eu vou fazer!

Aquelas noites de sono que perdi zelando o teu, ali acolhidas em meus braços... Esqueça rapaz! Esqueça.

Não quero mais saber dos sussurros ao pé do ouvido, suspiros de alivio, teu cheiro, teu toque... Eu juro.

E quando passar por ti, não te irei encarar, ainda que quando seguiste, eu der uma olhada – só pra conferir – se não me ignoras também.

Esquecerei todos os retalhos-detalhes: espelho, serenidade, conchas, ansiedade e desejo, convicta indecisão, velocidade, devaneios, verdades e mentiras, flores no caminho,”Estou aqui”, alma e carne, caráter.Abismo.

Eu juro ,meu amor. E, quando eu fizer isso, não saberei quem sou , pois não estarei mais te refletindo.

***

E isso será o (meu) fim.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

A quem interessar,poss(t)a....


RIFA-SE UM CORAÇÃO (quase novo...)
Rifa-se um coração quase novo. Um coração idealista. Um coração como poucos. Um coração à moda antiga. Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.

Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos, e cultivar ilusões. Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas. Um leviano e precipitado, coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu... "Não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero...". Um idealista... Um verdadeiro sonhador...

Rifa-se um coração que nunca aprende. Que não endurece, e mantém sempre vivo a esperança de ser feliz, sendo simples e natural. Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar. Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros. Este coração que erra, briga, se expõe. Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões. Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos. Este coração tantas vezes incompreendido. Tantas vezes provocado. Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que, abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto. Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes. Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente e, contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário. Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas: “O Senhor poder conferir, eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer”.
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo. Um órgão mais fiel ao seu usuário. Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga. Um coração que não seja tão inconseqüente.

Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado. Um verdadeiro caçador de aventuras que, ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree. Um simples coração humano. Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado. Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina. Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e, a ter a petulância de se aventurar como poeta.


RIFFLE A YOUNG HEART (not quiet new…)
Riffle a young Heart – not quite new –
an idealist one, and unlike any thing else. Although he is an old fashioned, this newborn Heart insists to fool around his owner.
Riffle a young Heart, who is a little bit used and a little tired, wondering for dreams and illusions. The passionate one, who never gives up having trust in all people, an adventure and trivial one who believes that “the money loses ever, when the love last forever…”Romantic. Truly dreamer.
Riffle a young Heart, who never does as you are told. On the other hand, he is so sweet and keeps the faith in order to be happy, simply and naturally; a crazy Heart who gives orders, all the time, to his owner to be in love; an anxious heart seeking for earnest and intense relationships.

Riffle a young Heart, who commits the same mistakes constantly. This heart does the wrongs, fight, was exposure. He used to loose his temper because of passion and enthusiasm, and, sometimes, regret about his attitudes. He is misunderstood, hot and bothered, and impulsive, most of the time.
Riffle a young, insecure Heart who loves to make laugh, but doesn’t forget to cry over. The one who wants to be delivered by someone finds irresistible strong feelings and intensive life. It is not acceptable to someone who wastes his or her time with nothing and avoids any kind of emotion.
Riffle a young, innocent Heart; who drives his owner crazy. When He brings to an end, He will listen to his holder talking to San Peter into heaven: “It is all clear, Sir. You may check this out. My only mistake was to fulfill with feeling. I was a foolish man who was all ears to this young Heart who doesn’t become settled and refuses to grow older”.

Riffle a young Heart, or even exchange to another with little more reason. A faithful one who doesn’t hurt the man held softly with carefulness: A Heart alive with sense of duty.

Riffle a young Heart, who never see, hear, or speak any speech; but bothers a lot. A real challenger, who was not adopted so far, because He is not inclined to wild or rational attitudes, in order to loose his manner.

Offer a young, vain, doomed to failure Heart; an ordinary human heart, an involuntary muscle, in old fashion without an updated. A not-so-young Heart who makes his owner let everybody knows each and every one of his secrets, and make him believe like such poet.



RIFASE UN CORAZÓN (casi nuevo...)
Rifase un corazón casi nuevo. Un corazón idealista. Un corazón como pocos. Un corazón a la moda antigua. Un corazón infantil que insiste bromear su usuario.

Rifase un corazón que en realidad está poco usado, medio padecido, medio molestado y que insiste alimentar ensueños y cultivar ilusiones. Un poco inconsecuente que nunca desiste de creer en las personas. Un liviano y deseoso, un corazón acreedor que “dinero no es importante; y sí, un amor en cada instante…”. Un romántico… un verdadero soñador.

Rifase un corazón que nunca aprende, que no endurece y mantiene siempre viva la esperanza de ser feliz, siendo sencillo y natural. Un corazón insensato que comanda la razón y siendo loco bastante para apasionarse. Un furioso suicida que vive intentando relaciones y emociones verdaderas.

Rifase un corazón que insiste cometer los mismos equívocos. Este corazón que confunde, pelea, se muestra. Pierde los estribos totalmente por las causas y las pasiones. Aburrase y, a veces, rever arrepentido sus posturas de palabras y gestos. Este corazón, tantas veces, incomprendido; tantas veces, provocado; tantas veces, impulsivo.

Rifase este desequilibrado emocional que, rasga sonrisas tan largos que case engulle las orillas, pero que también arranca lagrimas y hace mochar un rostro. Un corazón para ser arrendado, o hasta mismo utilizado por quien le gusta emociones fuertes. Un órgano distraído indicado solo para quien gusta vivir intensamente y, contra-indicado para los que intentan pasar por la vida sin ahogos, defendiéndose de las emociones.

Rifase un corazón tan inocente que se muestra sin armaduras y enloquece su usuario. Un corazón que cuando parar de pulsar, escuchará su usuario decir para San Pedro en el portón del cielo: “el Señor puede conferir. Yo hice todo cierto, erré solamente cuando puse sentimiento. Sólo hice tonterías, y no dé una cuando empecé oír este loco corazón infantil que insiste en no endurecer, recusase embellecer”.

Rifase un corazón, o mismo cambia por otro que tenga poco más de razón. Un órgano más fiel al su usuario. Un gran amigo que no moleste quien le alberga. Un corazón que no sea tan inconsecuente.

Rifase un corazón ciego, sordo y mudo, pero que incomoda bastante. Un verdadero cazador de aventuras que, todavía no fue adoptado, probablemente, por recusarse cultivar aires salvajes o racionales, por no querer perder el estilo.

Ofreciese un corazón, vago, sin raza, sin linaje. Un simples corazón humano, un impulsivo miembro de comportamiento medio ultrapasado. Un modelo lleno de defectos que mismo fuera de mercado, insiste en no modernizarse, pero algunas veces, constriñe el cuerpo que domina. Un viejo corazón que convence su usuario revelar sus secretos y tener petulancia de aventurarse como poeta.

LA VIAJE


Juan anduvo por la calle cuando encontró un amigo que no charlaba a mucho tiempo. ¡Paco! ¡Cuánto tiempo! “¿Qué ha hecho?”
Se abrazaran. La felicidad fue mutua y explícita. Y Juan luego preguntó por los otros.
- “Veo todo los días”. Afirmó el amigo.
- “¿Dónde?”
- “En el bar. ¿Vamos?”
Allá, fueran ellos. La lámpara Púrpura. Hasta hoy no he descubierto porque el nombre. No han tenido un indicio del color o de una lámpara en el bar. Estaban todos en el mismo sitio. Dos mesas juntas y las siete sillas. “¿Cómo supieran que yo vendría?” Poco a poco fueron apareciendo las figuras: Alfonso; Pepe; Manulo - con la ‘u’ mismo – tu padre dijo que era moda, mas siempre ha deducido que el hombre de la notaría estuvo borracho en hora de escribir; Carmen, y Lupe.
Era ella misma. Maria de Guadalupe.
- “¿Cómo estas?” Preguntó.
Tensión en el aire.
- “¿Bien, y tu?” Quiso derribar la resistencia del dialogo
- “¿Ha casada? ¿Dónde ha trabajado? ¿Qué ha hecho?”
- “Soy casada ahora. No necesito trabajar”. Contestó fulminante.
- “Si señora”. Engulló rojo.
- “Permiso”. Habló y salió.
Juan ha mirado mientras la guapa se iba. Ella ha cambiado un poco: el pelo está corto, unas arruguitas por la edad, no es tan todavía delgada, mas estuvo admirable como siempre.
Le desvió la mirada de ella e vio un corazón dibujado en la mesa, todavía escrito: Lupe y Juan. “Fuimos casi novios. ¿Por qué no dio cierto? Jóvenes desbravadores”. Pensó.
Bien, todo era una fiesta. Ellos han recordado, llorado, y bebido muchísimo… y han marcado la próxima.
En casa, abrió los ojos, acostado en la cama, Juan todavía no acreditó en aquel encuentro. Los viejos amigos. No consiguió dormir: Alfonso; Pepe, El chistoso; Paco, su gran amigo.
“¿Paco?“
Paco ha muerto. Recordó Juan. Si. Hace 15 años. Ello mismo fue en su velorio.
Una película del pasado volvió en su cabeza. Ahora, El tiempo ha trabajado cruelmente. Tanto mas ello recordaba, más ello no tenía duda.
Fuera un sueño.
En aquella noche misma, ello volvió a encontrar los amigos. Estaban tan felices. Pepe ha contado la misma chista por quince veces. Carmen rió en todas. Alfonso empezó a cantar y todos los otros lo seguían, incluso el esposo de Lupe. Entonces, Juan ha dado cuenta que muerto estas aquel que no tuve gran amigos.

sábado, 30 de maio de 2009

ART pop?


GRAFITTI
Jogo rápido, língua ligeira, olhos arregalados
Passam o meu e o seu nomes ligados
Por uma seta de Cupido, filho de Afrodite
O nosso amor é um coração colossal de grafitti
Nos flancos de um trem de metrô
A nossa carne é toda feita de flama e de fama
O rumor do nosso caso de amor
Não se confina a boatos, bares e boates
Conquista as estações, incendeia a praça escarlate
Inflama o aconchego dos lares
Todos os satélites se viram pelo mundo afora
Para transmitir o nosso som, a nossa luz, nossa hora
E nosso beijo que sempre começa na boca e só acaba na poça
Video Clip Futurista
Porque o mundo, ele é assim, ele é nossa conquista
Andy Warhol mil vezes na TV disse:
- "No gossips, Miss"
Darling, querida
Vê se te toca
Leva tua vida sem fuxico nem fofoca…

video
Toda Arte traz o corte.
De qualquer parte,
Sem rumo. À sorte.
Toda arte é plural:
Iggy Pop, VOCÊ. Pop-up, PC.
Popcorn, MATINÊ.

Toda Arte tem seu ‘Close’.
De perto. À noite.
Suave. Ou açoite.

A Arte des-vela, des-venda, de-s-en-volve.
Nua e crua. Sem re-toque.
Toda Arte é Pop.



[Eternamente em construção]

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A CHAMA DA "PRESSÃO DE VAPOR"


Amigas e amigos... Todo mundo, quando criança, tem um sonho, um desejo do que vai ser quando crescer: bombeiro, jogador de futebol, piloto, e, os mais lúdicos, super-heróis.
Então, vejamos,o bombeiro. Meninos! Inconscientemente, eles já eram fogo, e pensavam em apagar si próprio. Ou será que já pensavam como pais? Vai saber. Bem, jogador de futebol é bem mais fácil, pois aqui é o país dessa caixinha de surpresas tantas vezes campeão. O Piloto – e pode ser qualquer um – para crianças super ativas de hoje que fazem babás e professoras virarem atletas, nada mais óbvio. Sobrou o super-herói. Mas, esse não sobra, e sim, nunca sai de dentro delas. É o que mantém a chama dos desejos sempre viva, no entanto, se consome e, muitas vezes, se destrói com o tempo.
Por que aquele bombeiro virou advogado; o escriturário nunca virou jogador; e aquele caixa de banco, que sonhou em ser piloto, nunca dirigiu uma vez na vida se quer? Respostas generalizadas são clichês certos: percalços da vida, condição econômica, nível social, traumas, dentre outros.
O que realmente sempre desejei saber foi por que o bombeiro é bombeiro, o jogador virou craque, e o piloto passa a vida entre derrapadas e pódios. Dizer que vinham sonhando desde infância não vale. Eu quero a ‘chama’, o momento da centelha que fez explodir dentro de nós o desejo de nossas vidas. O segundo que incrustou aquela vontade e o fez não mais sair de dentro da gente.
Eu descobria a minha . Não senti na hora; pelo menos não conscientemente. Ele foi decifrado, descoberto depois de muito tempo, sonhos, flashes de memórias, mas, sem sombra de dúvidas, garanto que foi ali.
Estava eu, em uma dessas aulas de química, conversando com meus colegas, quando, em uma de suas explanações, professor Fleming falava da pressão de vapor. “É um índice que varia com a temperatura” [...] “vai de zero a um”... Enquanto falava, algo dentro de mim começou a brilhar – a centelha – parei de conversar, respirei, como oxigenando a chama, e entendi. Era isso. Internalizei.
Quando a minha chama se deu, daquele dia em diante, decidi: “Quero ser cientista”.
Para enterder isso melhor, perguntei também certa vez a um professor por que ele é o que é. Ele não soube explicar. E nas tantas tentativas que eu o via contar, ele não se desesperava, ao contrário, seus olhos brilhavam, e isso não tinha palavras para descrever.
É isso! A chama não se descreve em palavras. Ela é sentida numa velocidade imensurável, numa profundidade desmedida. Pleonasmos e redundâncias não satisfarão, nunca. Mas isso também não importa. Mantê-la viva é o que há.
Curta essa “chama-pressão” de modo levar a vida numa Nice! Ela pode estar em qualquer lugar: numa grande paixão - mal resolvida ou não; numa atitude ou numa simples observação. Nas amizades e traições frívolas. Pode estar escondida num medo a ser vencido, ou numa semente plantada desde pequeno.
Ninguém sabe, mas pode supor que se vive com essa pressão-chama ao redor a todo instante.
A pressão dos desejos que viram cobranças. Os filhos aparecem e crescem; filhos que são criados, e trabalhos ficam dobrados. Mais pressão. E com o tempo se vai descobrindo que algumas dessas pressões servirão de combustível pra vida.
Hoje Estudo, trabalho com uma paixão desmesurada. E só agora, depois de muito tempo, num de meus devaneios , veio resposta deste instante transparente. Foi ali, naquela aula. Tenho certeza.
Confie nesta chama, essa pressão que tarda mas não falha. Todos têm uma. E acredite que viver sob pressão é bom. Muito bom.
Faça como eu, e encontre a sua.
;~]

domingo, 24 de maio de 2009

NOSSAS METADES (Silvana Duboc)



Tem uma metade de mim que enxerga tudo, tem outra que vive no escuro.
Tenho uma metade que aceita essa nossa distância e outra que; sofre com essa inconstância;
Tem uma metade de mim que quando se afasta de você acredita que vai sobreviver, e outra que dispara a sofrer;
Tenho uma metade que suplica por seus beijos; e outra que sucumbe esses desejos.
Tem uma metade de mim que já aceitou o indiscutível, tem outra que; sonha com o indescritível.
Tenho uma metade que lhe idealiza e outra que lhe eterniza;
Tem uma metade de mim que lhe abandona, tem outra que lhe chama.
Tenho uma metade que; sempre lhe acompanha e; outra; que foge e; com isso se engana;
Tem uma metade de mim que lhe distancia, outra que de longe lhe aprecia.
Tenho uma metade que resolveu ir embora, outra que acha que ainda não chegou à hora.
Tem uma metade; de mim que; você encanta, outra que; você remete a desesperança.
Tenho uma metade que é sua amiga, outra que é sua alegria.
Tem uma metade de mim que quer seu amor, outra que foge com pavor;
Tenho uma metade que quando lhe encontra acontece e outra que se entristece;
Tem uma metade de mim que perto de você é só mel e outra que quando está longe é só fel;
Tenho uma metade de você que é meu amor, outra que me conduz à dor.
Tem uma metade de mim que lhe precisa, outra que lhe quer.
Tenho uma metade que lhe invade; outra que lhe oferece privacidade;
Tem uma metade de mim que parte sem vontade, outra que foge cheia de saudade;
Tenho uma metade que lhe conta tudo; outra que; lhe joga no obscuro.
Tem uma metade de mim que me dá medo, outra que paga qualquer preço por seu aconchego.
Tenho uma metade que lhe ilumina outra que lhe fascina.
Tem uma metade de mim que quando você se aproxima; fica adocicada, outra que fica amarga.
Tenho uma metade que perto de você é infantil e outra que é juvenil;
Tem uma metade de mim que lhe tem ciúmes, outra que lhe faz queixumes;
Tenho uma metade que é o seu segredo, e você têm outra que é o meu medo.


NUESTRAS MITADES
Tiene una mitad de mí que ver todo, tiene otra que vive no oscuro;
Tiene una mitad de mí que acepta nuestra distancia, tiene otra que sufre con esa inconstancia;
Tiene una mitad de mí cuando aislase de ti cree que hay sobrevivir, tiene otra que dispara a sufrir;
Tiene una mitad que suplica por sus besos, y tiene otra que sucumbe esos deseos;
Tiene una mitad de mí que ya aceptó el indiscutible, tiene otra que sueña con el indescriptible;
Tiene una mitad de mí que te abandona tiene otra que te llama;
Tiene una mitad que siempre te acompaña y, tiene otra que fugue, y con eso, engañase;
Tiene una mitad de mí que te distancia, otra que, lejos, te aprecia;
Tiene una mitad que resolvió partir, otra que piensa que no llegó la hora;
Tiene una mitad de mí que tú encantas, otra que tú remetes a desesperanza;
Tiene una mitad que es tu amiga, otra que es tu alegría;
Tiene una mitad de mí que quiere tu amor, otra que fugue con pavor;
Tiene una mitad de mí cuando te encuentra acontece y otra que entristeciese;
Tiene una mitad de mí que junto a ti es puro miel, y otra cuando esta lejos es aceda y cruel;
Tiene una mitad de ti que e mi amor, y otra mi conduce a dolor;
Tiene una mitad de mí que te necesita, otra que te quiere;
Tiene una mitad de mí que te invade, otra que te ofrece privacidad;
Tiene una mitad de mí que parte sin gana, otra que fugue llena de añoranza;
Tiene una mitad de mí que dice todo, otra que juega en lo oscuro;
Tiene una mitad de mí que dame miedo, otra que paga por tu regazo cualquier dinero;
Tiene una mitad que te lumina otra que te fascina;
Tiene una mitad de mí cuando tú te aproximas, hecha dulce, otra que hecha amarga;
Tiene una mitad que junto de ti es infantil, y otra que es juvenil;
Tiene una mitad de mí que te enaltece, y otra que te envilece;
Tiene una mitad que es tu secreto, y tú tienes otra que es mi miedo.





PARTS OF US
Part of me watches everything so high, but the other cannot see a light.
Part of me accepts our distance, but the other regrets our instant.
Part of me, when apart of you, believes that will come through; but the other feels so deep’n blue.

Part of me begs for your kisses, but the other cuts short those wishes.

Part of me agrees to ‘what is not to talk’, but the other dream about ‘what is not to shock’.
Part of me recognizes you and the other makes you realized.

Part of me leaves you behind and the other wants you hold tight.

Part of me keeps you inside and the other confuses with things all right.

Part of me just goes far from you and the other looks you up to.

Part of me decides to leave and the other stays in crisis.
Part of me you shows up and the other from you put me down

Part of me is your ally and the other is your happy.

Part of me wonders you all the time, and the other wants from you a flight.

Part of me can make things happen to you and the other feels the untruth.

Part of me, when closer to you, shines bright and the other, when is apart, gets a fight.

Part of you is my ardor, and the other is my labor.
Part of me needs you and the other is just willing.
Part of me gets you through and the other KEEPs OUT of you

Part of me move without conviction, and the other flees full of contradiction.

Part of me tells you everything, and the other the darkness brings.

Part of me gives myself fear and the other pleads for you near.
Part of me hangs you on illuminating and the other keeps you fascinating.

Part of me, when you are here, rings a bell; and the other goes to hell.

Part of me is a baby bloom and the other is a mature youth.

Part of me is jealous of you and the other bothers you.

There is a part of me is your clandestine thoughts and there is a part of you that’s my intimate
efforts.

sábado, 23 de maio de 2009

POR UM PAR DE SEIOS



Enrijecê-los. Intumescê-los.
Mordiscá-los . Lambe-los.
Sonho de consumo ou desvelo?

Existem pra todos os gostos:
Pequenos, fartos e medianos.
Intensos ou tenros, comportados ou insanos.
Verdadeiros profanos!

Por eles escondem–se
desejos secretos.
Discretos. Eretos.

Abrigam-se em
detalhes, decotes.
Em “meias –taças” se disfarçam,
com sorte.

Mostram-se sob carícias,
de mãos macias e malícias;
Róseos botões de delícia!

Poucos se declaram...
Ou apenas poetas – loucos?
que se ardem em devaneios,
e grava sua paixão ‘em carne’
por um lindo par de seios.

[dedicado a uma "amiga de...ops!...do peito"/ rs]

No avesso do avesso do outro...



O AVESSO DO OUTRO

"REflita-me ...
...RE-veja...
(RE)vista-se...
Se REvolte.

Mas siga em fREnte. SempRE.

E então saberás quem sou."

quinta-feira, 21 de maio de 2009



Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.

Já abracei para proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também fui rejeitado, fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e quebrei a cara muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só para ouvir a voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade, tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)! Mas vivi!

Não passo pela vida... você também não deveria passar! Viva!

Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito pra ser insignificante.
(Charles Chaplin)

Resposta a Paula Toller & Leoni...

AS OUTRAS
Você conhece tanta gente,
E eu vivo rodeado de garotas;
Mas quando eu estou você,
As outras são as outras.

Não insista nesse negócio
“De cada um pro seu lado”.
Temos nossas brigas, mas continuo
Sendo o seu namorado.

Não prometi um compromisso,
Mas eu gosto de você e você sabe disso...
Nem pense em me esquecer.
Se a nossa vida continua,
Acredite que vai ser cada um na sua...
Quem vai (se) entender?

Quando estou com você,
As outras são as outras. Só.

São tantas noites ao seu lado,
Murmúrios e Segredos;
Eu sei que ainda é cedo pra te dizer
Que muito mais que desejos.

Quando formamos um casal
Sinto-me até acanhado.
Você pode não acreditar,
Mas eu tenho muito orgulho
De ser o seu namorado.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Eu amei você...

[ versão para a música I guess I love you - Lara Fabian]

Agora
Só o amanhã me resta
Não quero poder olhar pra trás
E ver que já não está mais
Eu tive minha chance
Estava ao meu alcance
Nem pude reconhecer
Seu esforço e zelo
O seu querer
Até perder você

Ah!
Como eu amei você
Muito, muito menos que podia.
Só o que resta: a solidão e eu
E tudo que consigo ver neste breu
São restos de um destino seu e meu

Agora
O amanhã é um mistério em mim.
O que posso fazer é sonhar aqui
Varrer-me da realidade enfim
Ah isso, não!
Por favor volte pra mim???
Sei que tarde demais
Mesmo que queira
Eu desistir?jamais!
Te quero

Ah! Eu amei você
Oh, Muito, muito menos que queria.
Só o que resta: a solidão e eu
E tudo que consigo ver neste breu
São restos de um destino seu e meu
Oh, oh, oh, Ah! Eu amei você
Oh, muito, muito menos que deveria
Mais uma vez
Eu tentarei
Reparar o mal que tanto fiz
E pedi uma nova chance a nós dois
Ah!
Como eu amei, amei você
E ainda amo . video

domingo, 17 de maio de 2009

Um Poema de Aniversário


Ainda que pesem os dias e as horas, seja nobre, destemido.
Envelhecer é fardo,
Amadurecer tem seu estilo.

Que você tenha sorte.
E seus olhos brilhem de desejo,
E seus lábios sorriam pelo beijo.
Siga sempre em frente. E forte.

Renovem-se de coragem e entusiasmos os anos;
Que as desventuras tornem-se ledos enganos.
E que você se envaideça...
E que você cresça.

Com o tempo, maturam-se melhores conceitos,
Conhecem mais atalhos.
Ponderam-se defeitos,
Corrigem os atos falhos.

E nesse dia extraordinário,
Busquei palavras no universo
Para transformá-las em rimas e versos
Este seu aniversário.


[ Para meus amigos - internéticos ou não - quando no apagar das velinhas...versão II]

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Agora...


ESPELHO MEU

LUGAR EM QUE ME MIRO
É VOCÊ.

TEU SORRISO É O
REFLEXO DE MEUS SENTIMENTOS,
TUA PELE O RESULTADO DE MINHAS CARÍCIAS.

TUAS LÁGRIMAS,
SINÔNIMO DE MEU CARÁTER.

TUAS PALAVRAS, MINHAS VERDADES...

LUGAR EM QUE ME MIRO
É VOCE,
A QUEM AMO.


[...um poema dedicado. E só. ]

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Pode cantar que eu deixo...

video
YOU

All I ever want
All I ever wish
All I ever wonder
Is to love
You


My baby
Close you tight
(Please, would you give me a chance?)
Make me high
(Please, could you give me a chance?)
Be by your side
(Please, do you give me a chance?)
It would be my pride


I saw you in everywhere, baby
Wherever you are...
I call you every time, baby
Whenever you’re apart...

terça-feira, 31 de março de 2009


S
audade que não tarda...
Distância que não cessa...
Vento que traz. Pensamento que distrai.

Devoro-te.
No dito pelo não dito.

Suspiro seu. Eu Suo.
Cheiro inebria no breu de corpos.

Amor que transcende,
Transgride.
Eu e você.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Poema de uma vida encantada

Nasci na Rua 13, no Garcia,
E Do índio era o dia,
Eu sou o segundo
De quatro brotos fecundos.

Esse bairro não me tem na memória
Não tive lá os meus momentos de glória
Pois aí não vivi muito tempo
Lá se vão de muda meus pais e os rebentos
Amaralina era o novo endereço
Local este que tenho até hoje muito apreço.

Na ocasião rebentos eram dois
Outro casal viria depois
Já disse: o segundo de quatro
Mas por enquanto isso não vem ao caso.

“Cadinha” foi a primeira
Eu, segundo, novo mimado
Infância sem ‘eira nem beira’
Brigávamos e brincávamos como cão e gato.

Pequeno era eu e curioso
Nada podia estar à toa
Tudo era fora do meu alcance
Que diga o laxante e a Q-boa!



De pequeno via tudo por um buraco.
E não era de fechadura, não!
É quando ficava sentado
Num imenso varandão.

Via passar carros aos montes,
E eu já sabia todos os nomes:
Fusca, Fusquinha, Fuscão,
Dodge, Kombi,Variant e Opalão!

Era um menino de muitas coleções:
Bolas, carrinhos, Falcons, aviões.
E imaginações em efervescência:
De goleiro a soldado, da pintura a ciência.

À medida que fui crescendo,
Vivia de estripulias e diversão.
No playground subia e descia:
Picula, babás, esconde-esconde e garrafão.

Estudei em colégio de freira,
No exército,Curso profissionalizante.
Ambientes pra lá de eletrizantes!

No primeiro passei por vários tormentos:
Dancei quadrilha, fiz catequese e até juramento!
Tudo isso sob vigilância na porta
Das Irmãs Cecília, Maria Helena
E da Madre Irmã Rocha.






Um “break” Aqui eu faço
Pra voltar à família minha:
‘Kleitão’ chegou no pedaço,
É o mais novo caçulinha.





Aprendi muito no colégio “milico”
Não foi só rigidez, hierarquias e marchar.
Mas tive organização, disciplina e afinco
Isso hoje me vem muito a calhar.









E com a juventude aflorando,
Vinha também o desejo.
Mas com as meninas circulando.
Ainda era só sorriso e gracejo.
Quando se dará o primeiro beijo?

Mas como tudo tem sua primeira vez
Comigo não foi diferente.
A não ser pelo fato
De não ter sido o pretendente.

Calma, eu vou explicar!
Foi uma grande amiga minha
Cativado pela minha alegria
Veio a mim se declarar!

Mas nem beijar eu sabia...
Como é que agora eu faço?
“Fique tranqüilo” - mui amiga!
Ela deu o primeiro passo.





Família completa enfim,
Eis que aparece lampeira,
Raspando o tacho até o fim,
"Mila", a caçula “faceira”.






Voltando a falar de escola
Agora vem “parada dura”...
É Projeto de álcool, é Semana da Cultura.
É Estágio, é Formatura.

Com a química eu tive
Meu primeiro trabalho.
O sonho rebento de cientista
Foi realizado no ato.

No Pólo onde fui parar
Muitas ‘carretas’ e ‘tancagem’.
Fim de semanas perdidos,
Mas, nas folgas, muita vadiagem.

Trabalho de turno
Não é mole, não!
Zero hora mata sapo,
Estagiário e peão!

Foram 10 anos nessa atividade
E depois disso tudo
Comecei a pensar em faculdade...

Nesse meio tempo,
Que beleza!
Um de meus maiores passatempos
Era estudar a língua inglesa!

A química já tinha me dado
‘Régua e compasso’
Agora é tempo
De galgar outros passos.

Vou fazer outro break, um tantinho
Pra falar de amor, bem rapidinho...

Não tive muitos, eu sei
Mas, no tempo deles, vivi como Rei.
Cada um de um jeito diferente,
Preencheu e marcou o coração da gente.

Saudades eu tenho; e não são poucas,
São daquelas do tipo que dão água na boca!

Já chega de amor.
Então, peão,
Voltemos ao labor!

O pólo era tempos idos,
Na UFBA era o presente ato.
Foram em 4 anos de estudo
Que fiz meu bacharelado.

Em meio a muita labuta,
Eis que a sorte bate na porta:
Surgiu uma oportunidade
De viajar pra Europa.

Lá nem muito tempo fiquei.
Mas toda experiência é bom fardo,
E um bom filho, que sei
Sempre a casa é retornado.

Agora sou professor
Toco outra “partitura”
Não é que voltei à faculdade
Pra fazer licenciatura?

Vou parando por aqui
Por que já escrevi demais
Quer saber quem eu sou
Não se avexe, chegue mais!

Nada que fiz eu me arrependo.
Pois vivi com alegria,
Esses doces momentos.
Que contarei - quem sabe, um dia -
Aos meus futuros rebentos!



PS: [Como a vida que continua, / este poema não acaba assim./ Vindo ao mundo novos fatos,/ eu conto tim-tim por tim-tim...]

À Kleitman Castro


Sou suspeita,
Sou a réplica
E a tréplica
Em sua defesa.
Do seu formato,
Intacto
Em ver o que o rodeia.
Sou fã,
Estou sã
E lúcida
Da leitura translúcida
Que de ti encandeia.

A você meu doce e amado irmão e a sua [É] terna e ímpar forma de traduzir emoções.

em http://caucastro21.blogspot.com/

[É para Sentir-me honrado.Envaidecido.Gratificado.Enaltecido. Exultado.Obrigado!!]

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O Amor é terno


Desejo. Deleite. Trama...
Elevações em fendas.

Sexo. Sexo.
Quiçá seja amor.


Caminho dentro de ti,

Vou e volto.

Suado. Languido. Lascivo.


Fundem-se os corpos.

E palavras.

Falo sem volta. Finda-lhe o ato.


Mas não vivo só, de fato.

Eu te sinto.

Dentro e fora de mim.


Hoje e sempre.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Como eu gosto


Como eu gosto
De Seu jeito despojado,
De suas palavras doces duras,
De sua desatenção cansada.
Ah, Como eu gosto!

Como eu gosto
De sua mão serena,
De seu beijo terno,
Da sua sensualidade selvagem.
Ah, Como eu gosto!

Como eu gosto
De sua convicta indecisão,
De sua conversa,
De seu silêncio,
De seu caráter.
Disso sim eu gosto.

Ah, Como eu gosto!
De você.

Mensagem de Natal


Neste ano que vem
Eu quero... Agradar gregos e troianos, fulanos e baianos, amigos e... Quem mais tiver a fim. Pode vir que sou de paz!
Eu quero... Agregar valores a tatos, contatos, cheiros e carinhos. E a tudo que estiver no meu caminho...
Eu quero... O agridoce do beijo, o refúgio de um abraço, o conforto do afago. Silêncio sereno e contemplativo.
Eu quero... Agradecer 2008. Render, produzir mais e mais nesse ano que está por vir. Eu quero o amor. E neste me refletir.
E se isso não for o bastante, me contentarei se já for um bom começo...
Boas festas , feliz 2009

domingo, 14 de dezembro de 2008

O JARDIM DE FLORES MORTAS

Imenso jardim sem verde, sem folhas,
longa planície de esculturas mortas,
que a esmo recebe os beijos e afagos
do frio vento vindo de outros campos.

Imagem apocalíptica de deserto errante,
a grande cena borrada de tantos erros,
vergonha explícita dessa condição civilizada,
antropofágica, imbecil.

Inverno sem causas, frio plangente,
natureza corrompida, arrependimentos tardios.
A face petrificada do jardim plástico
quase eterno, indecente.

Morte que toca, agonia irônica
das flores que não têm perfume.
Jardim inodoro, feio, extenso,
lembrança do mal concebido.

Resplandecente sol,
que torna claro sua evidente existência
eis o jardim morto que rodeia os quintais.
Jardim que consegue sem vida vingar.

Eis afora o jardim,
imensa planície
de flores mortas
que vinga não na vida, mas vinga-se da própria vida.

Por Paulo Sousa

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

(Um novo) PARABÉNS



Pássaros um dia cantaram alegremente
Na natureza florida e reluzente.
Acho que por ciúme,
Borboletas salientes
Também vieram lá do cume.
As árvores teimando em participar
Pediram ao vento para se curvar
Em homenagem e reverência
Ao teu chegar.
A cachoeira, o sol e o lago
Fizeram um acordo singular:
Espumas e ondas gigantes
Para ti um arco-íris dourar.
E Quando a noite chegou,
Nem a lua sossegou.
Às estrelas cintilantes pediu,
Para fulgirem juntas esse céu de anil.
Bailaram e brilharam com tal,
Em uma data tão especial.
Neste dia mais que glorioso
Marcado no meu calendário
É o teu aniversario
Aqui meu carinho agora triplicado
Claro que não poderia ficar calado
Faz de novo nascer dentro do peito
Com todo amor e respeito
Neste dia tão diferente
Versos que eu teimo em cantar,
Novamente,
Para a ti congratular.




[ Para meus amigos - internéticos ou não - quando no apagar das velinhas...]

E AGORA, CATIGURIA?

Já se foram as fraldas e as chupetas,
Na há mais carrinhos, corridas e caretas...
E agora, catiguria?

Bem já não marchas mais;
Correr já não podes.
VC’s e VF’s não mais,
Cabelo de “15 em 15” jamais.
Hum... Catiguria, catiguria!

“Projeto de álcool”... “Jamé!”;
Agora só mesmo o ‘mé’.
“Pão de passa” nem de graça.
Adeus PC do B. Adeus OSPB.
Adeus Tapioca!!!
E agora, catiguria?

Já veio a mulher, o filho já veio.
Tá todo mundo cobrando, olhando, vigiando...
Nem você, nem ‘migué’!
Agora cuidado... Viu, Zé?

É a PVC chegando,
A barriga crescendo,
“Aquilo” diminuindo...
Catiguria, e agora?????

Quem diria...
ESTAMOS ficando velho, catiguria!!!


[ Homenagem ao meu amigo "catiguria" Zé no seu aniversário]

Para a Turma ...

tái aiía
Um começo, dilapidado, bruto.
Petrus. Ursos..

Depois aqui.
Paródias,
Paulo.
Pendências,
Paula.

Cadê cuscuz?...
Taí ou Thayla?...Thiago ou não trago?
“We have just a juice”,
Juci.
Devora
Débora!
Nham,
Jan, nham, Jan, nham, Jan, nham, Jan….
RAAAFFFFFa, Maria!

Tudo no seu tempo nasce.
Nas cabeças,
Idéias en
Carolcoladas
em
anam. Germanam.

E assim...
Sob uma
Iris, Uma Lucidez diferente,
Entre pólvoras e poetas
Ratos, capitães e
Silvas
Que tudo se revele. Se re
Belle.

Nem mais,
Neemias.
Deus salve
América.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Carta de um Capitão

Caro Dostoievski,

Sempre quando acordo ao toque da alvorada, ouço risos ensaiados vindo do seu buraco. Ops, última forma! Do seu quarto.

Então marcho em direção a minha porta e o vejo com caras e bocas a falar com o seu outro, parecendo estar em ordem unida.

De forma clara e positiva confirmo você rosnar e gritar parecendo que irá para um duro combate. Vibro daqui de minha trincheira. Chego a roer-me os dentes com sua bravura.

Mas eis que em seu último gesto: “Plaft!” Murcharam você e o seu outro.

Ratifico – sem trocadilhos com a minha pessoa- que se faz de pulha. Um covarde. E como diz o ditado, “aos covardes, nem em pesadelo, à vitória”.

Devo partir agora. Subestimarei alguns gatunos, subjugarei alguns vermes. Mas não hesitarei em nenhum momento as minhas ações.

Sem mais nem longas,
O Rato Capitão.

[carta ao personagem "Dostoievski", de Flamarion Silva, no livro "O Rato do Capitão", no conto homônimo; pag 49 -52]

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O que é racismo?



Racismo é ignorância,
Que gera intolerância.
E não foi isso que aprendemos na infância.

Cafuso não nos deixa confuso,
Mameluco não é "coisa de maluco,"
Nem caboclo é" negócio de louco!"

Somos uma raça só
Sem pena , com graça , sem dó.
Amarelo, branco ou preto
Vivemos num imenso gueto.

E antes que você esqueça
e a pra aqueles que ainda insistem.
Pensem no que o poeta disse:
"Racismo é burrice".


[Em parceria com Matheus Castro de Oliveira 8ª série Vitória Régia]

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Shakespeare


Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...
Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...

Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...

Alguém que ria de nossas piadas sem graça...
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade
inquestionável...

Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...
Alguém que nos possa dizer:

Acho que você está errado, mas estou do seu lado...

Ou alguém que apenas diga:

Sou seu amor! E estou Aqui!

De alguém...

...Anonimamente...

Eu queria
Ter tua velocidade,
Imitar tua coragem,
Ter saído da concha
Vomitar meus sentimentos,
Ver a saída no abismo,

Plantar flores em teu caminho,
Ouvir tua voz,
Calar a minha,
Ser tua serenidade,
E o suspiro mais profundo,
Que te faz HOMEM...

[...dedicado a mim]

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Sobre café e sexo ...



"O café excessivamente quente, em copo plástico, reduz em dois terços a potência sexual do homem: Primeiro queima os dedos; depois a língua."
(Sei lá quem disse isso!)

domingo, 9 de novembro de 2008

Sobre a escola da vida...


The city is the teacher of the man.”
Simonides

SAUDADES SIMPLES




Oh, brisa te imploro!
Se não tenho seus beijos,
Seu cheiro eu te rogo...

O que fazer quando quero o que não tenho?
Oh, desejo te desdenho!

E essa brisa que não traz seu cheiro
um só momento...
É por isso que não me sai do pensamento?

Ah, menina, eu desisto!
Por saudades corro riscos.
E modestamente eu confesso,
E sem medo, meus desejos revelo
E gritarei aos quatro ventos:
EU TE QUERO!


[Apaixonado fica besta, né?]

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Propaganda do Grupo Machiline - Sharp - década de 80



“O meu sonho na vida era ter o poder de ser um videocassete de mim mesmo. Ter o controle remoto que me permitisse renascer experiências vividas. Eu poderia voltar no tempo, acelerar, pular cenas dos próximos capítulos. Parar a imagem num momento que me tivesse sido glorioso, vivê-lo outra vez. Talvez, eternizar um orgasmo.
Eu poderia correr a fita de modo a entrar na percepção do futuro ou recuar para consertar, corrigir, para confirmar. Ah, com esse aparelhinho eu poderia criar o ideal.
Ah, o ideal.
O ideal seria que o homem nascesse com 80 anos, fosse ficando mais moço, mais moço, até morrer de infância. Nascendo com 80 anos, aos 60 ele casaria com uma mulher de 59. Mas com uma vantagem: a cada dia, a cada semana, a cada mês, a cada ano, ela ia ficando mais nova, mais nova, até se transformar numa gata de 20.
Depois ficariam noivos, namorados.
A Bicicleta.
O velocípede.
Desaprendiam a andar, esqueciam como engatinhar.
O voador, o cercadinho.
Do cercadinho para o berço.
As fraldas molhadas.
O peito da mãe.
Até que, num dia qualquer, pararia de respirar.
Seria o tempo correndo para trás até aparecer o último homem: Adão.
O último primeiro, a quem Deus colocaria sobre a mão e, em vez de soprar sobre ele, inspiraria o homem outra vez para dentro de si mesmo.”

Assim seja.

Hai Kai da vida moderna...

Saudades transbordantes

em meio a

saldos insuficientes.



[Seu torpedo SMS não foi enviado por falta de saldo. Por favor,faça uma recarga e tente novamente.]
Remetente: (sem nome)

Recebida:
00:12:06 - 07/11/08

Putz!
=/

domingo, 2 de novembro de 2008

Reflita-me... [A música do blog!]

videoAqui
Ana Carolina
Composição: Ana Carolina / Antônio Villeroy

Aqui
Eu nunca disse que iria ser
A pessoa certa pra você
Mas sou eu quem te adora

Se fico um tempo sem te procurar
É pra saudade nos aproximar
E eu já não vejo a hora

Eu não consigo esconder
Certo ou errado, eu quero ter você
Ei, você sabe que eu não sei jogar
Não é meu dom representar

Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mas não dá
É como uma represa pronta pra jorrar
Querendo iluminar
A estrada, a casa, o quarto onde você está

Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim

Aqui
Agora que você parece não ligar
Que já não pensa e já não quer pensar
Dizendo que não sente nada

Estou lembrando menos de você
Falta pouco pra me convencer
Que sou a pessoa errada

Eu não consigo esconder
Certo ou errado, eu quero ter você
Ei, você sabe que eu não sei jogar
Não é meu dom representar

Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mas não dá
É como uma represa pronta pra jorrar
Querendo iluminar
A estrada, a casa, o quarto onde você está

Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim
Em mim... Aqui

sábado, 1 de novembro de 2008


Convention is the ruler of all.
Pindar




[A convenção rege o mundo.]

Devaneios




Não há dias que eu conte de saudades um monte!
E a ansiedade implore, e o desejo aflore...
Por causa de você.

Não há cama que me deite, e sonho que não me deleite.
E que o corpo não sinta, e o orgulho minta...
Que é por você.

Não há pecado glorioso, e bem mais valoroso.
E que meu peito grita, e a coragem insista...
Por você.

Não há mal que perdure, e que o tempo não cure.
E que o vento leve. E que tudo se revele, se releve...
Em você.

Não há amor que exista, nessa alma de artista
E que não se declare, na pura alma e carne...
A você.

[para Gil e Kleitman]

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Nota de Coragem


Quando, a ponto de pronunciar qualquer frase irrefletida ou empreender a mínima ação contra os outros, ora e silencia, por que o céu te ouve e Deus te sutentará.
MEI MEI
(Psicografia: Chico Xavier/ Livro: Amizade)

Haikai’s II



Stop
a vida parou.
ou foi o automóvel?
C.D.A.




O poema
O poema
essa estranha máscara
mais verdadeira que a própria face.

Hai Kai da última despedida
E os dois trocaram um beijo
- frio
Como um beijo de esqueletos...


S.O.S.
o poema é uma garrafa de náufragos
jogada do mar
quem a encontra
salva a si mesmo.


Mario Quintana


Era uma vez
o sol nascente
me fecha os olhos
até eu virar japones.

Paulo Leminski


Dia D
Conter impulsos
cortar os pulsos
esconder sustos.
Alice Ruiz

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A carta

SSA, 28 de outubro de 2008
Caro amigo não construtivista,

Venho aqui lhe falar sobre algo que vem me intrigando há tempos. A nossa função educacional.
Vejo que você continuar a dar muita
autoridade à transmissão do conhecimento. E por isso torna a linguagem o mais importante meio para tal.
Não estou querendo aqui negar o papel desta, mas você da muita importância a ela!
É bem verdade que, às vezes, ela se torna o único meio de poder transmitir informações (Como esta carta, por exemplo!).
Mas, você já se
interessou pelas ações do sujeito? Eu penso nisso sempre. Quero tematizar, reconstruir, transformar. Não quero viver de exemplos e modelos (paradigmas).
Eu sou
dinâmico, funcional, sou formalizante. Saia dessa vida “estática”, formalizada, sem sentido. Você vive agarrado a essas padronizações.
Vamos produzir sobre
interpretações da realidade e não sobre os fatos.
Vejo que falta a você
espontaneidade, deixar fluir, desencadear do sujeito. Chega de induzir as pessoas. Quer teorizar? Sim. Então que seja para ação e não para representação.
Desculpe se estou sendo duro com você. Sei que somos dois lados
irredutíveis. Proponho então nos complementarmos. Sei que estamos distanciados um pouco.
O problema de nossas diferenças e uma possível interação implica em saber quando e como usarmos nossas técnicas em beneficio da educação da criança.
Não sei se você se lembra – claro que sim, que havia um tempo onde tudo que se fazia era compreendido. Os mais velhos e suas lições eram tão freqüentes quanto a participação dos jovens nos trabalhos que eles mesmos realizavam.
Tudo era próximo: família grande, igreja, e vizinhança. As brincadeiras, jogos, festas favoreciam ao nosso ambiente
construtivista e não-construtivista ao mesmo tempo..
Hoje não está mais assim. Tudo se tornou rápido e prático. Famílias pequenas, parentes distantes, vizinhos desconhecidos. Paralelo a isso, tudo se especializou. Tempo é dinheiro. Instruções agora têm que ser precisas, breves, eficientes. Preferências formais e objetivas. Tecnologia e praticidade trabalhando lado a lado.
O mundo ficou menos
construtivista.
É verdade que antes não tínhamos essa parafernália de recursos que nos beneficia no acesso a informações. Mas este é o preço pagamos por essa modernidade, que rompeu as funções de
análise e síntese que antes eram mais sólidas e complementares advindo até dos poucos recursos do passado.
Mas te digo que eu quero lutar por uma escola mais construtivista, e o quero ao meu lado.
Quero um
professor com uma postura não só interessada na resposta ou mensagem e sim na pergunta e situação-problema que desencadeia nas crianças.
Materiais de ensino (entenda-se por livro didático) que não sejam o e centro das atenções com seus paradigmas e exemplos e sim possuam textos que sejam pontos de partidas para viagens e invenções.
Quanto à disciplina, não quero silêncio e contemplação de ouvintes. Quero manipulações, perguntas, debates a fim de uma melhor resposta.
Sobre
avaliação escolar tem muita coisa a ser repensada.
É, meu caro amigo, esta carta não é um reclame, e sim um desabafo de um amigo preocupado e trabalhando com e pelas mudanças...

Sem mais nem longas,
Seu ‘amigo’ construtivista

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Outra das antigas ....


"Eu estou aqui pra satisfazer todos os seus desejos...
Diga, peça o sol se você quiser!
"

Do bêbado Carlão para sua Cigana Vida (Pedra Sobre Pedra, 1992)

Do fundo do baú... Momento Deprex

Meu último (único) desejo

Quando eu morrer,
quero que fique bem claro:
que todos os conflitos internos
e as experiências (más) externas
serão absolvidos comigo.

Quando eu morrer,
quero que fique bem claro:
os momentos infantis de imortalidade
e a mortal maturidade caminharão juntos enfim

Quando eu morrer,
quero que fique bem claro:
que todas as pessoas que conheci
amigos e inimigos, se lembrem de mim
e sorriam; por que qualquer sorriso
vai me trazer de volta.
Sempre.

Quando eu morrer,
quero que fique bem claro:
que se por ventura algum pingo
de tristeza cair de minha garrafa
se dilua em um copo de muita alegria.


E que quando eu morrer
quero que fique bem claro:
eu amo vocês , como ou até mais
do que a mim mesmo; por que
meu amor, minha alegria, minha vida
estão em cada um de vocês.

[Kleitman Castro 31.07.92 - 22:48:24]
[Zero Hora* ainda mata sapo!!]

[Zero Hora: turno de 00:00 às 08:00 h]

Sobre sofrimento...


"The greatest grieves are those we cause ourselves."
Sophocles

[Os maiores sofrimentos são aqueles que causamos a nós mesmos.]

Parece não, é...II



Você parece mais velha quando...

- ... aquela bonequinha que você tanto gostava, torna-se mais uma em sua coleção na decoração do quarto;

- ... se toca que há muito tempo você não serve para dama de honra;

- ... aquele garotinho chato que tanto te pertuba, começa a ser visto com outros olhos;

- ... aquele estojo de maquiagem se torna um companheiro inseparável;

- ... o assunto preferido entre as amigas são os amigos;

- ... começam a parecer convites para chá de cozinha e de bebê;

- ... o começo de realizações (poderia) ser um casamento.

Poesia etérea




Eternamente,
É ter na mente
Éter na mente.
Ò eterna mente!

Sobre verdades e mentiras...


Não bebo.
Não fumo.
Não cheiro.
Mas às vezes minto um pouco.


[Slogan de uma camisa na rua. Achei massa!]

domingo, 26 de outubro de 2008

Do sábio...


“To go beyond is as wrong as to fall short.” Confucius

[ Ir além é tão errado quanto desistir antes do fim.]

sábado, 25 de outubro de 2008

Sobre Liberdade e Professores


Assisti ao filme “Escritores da Liberdade” 2 vezes este semestre. Que bom! Duas leituras diferentes. Dois ambientes, dois objetivos.
A primeira vez foi com a turma de Didática e Práxis II na amostra de filmes na FACED, para avaliarmos os desafios “práticos” de um professor, as dificuldades e as soluções encontradas para um melhor caminho.
Num segundo momento, foi com a turma de Produção Textual. Com o intuito de avaliar as possíveis leituras/linguagens utilizadas no contexto.
Aproveitei para fazer minha leitura das turmas. Digo comportamental: a primeira (de Didática) era composta por futuros formandos, alguns já professores – como eu. Uma turma que vive a angústia da sala de aula prestes a serem desbravadas em breve por eles (nós) mesmos. A segunda (de Prod. Textual), era predominantemente iniciantes, ainda em dúvida do tipo “ser ou não ser” na Faculdade.
Para o primeiro grupo, o filme foi mais impactante de imediato. O “click” foi logo com a cena da caricatura e associação com o holocausto. A partir daí foram emoções e desafios. Cada passo dado, obstáculo transposto por Sra. Erin Gruwell, nos sentíamos aliviados, solidários a ela. As cenas impactantes, que não foram poucas, emocionaram a todos os presentes.
No segundo grupo, risos soltos pareciam demonstrar que o filme seria engraçado. Entre uma cena e outra, eu não conseguia identificar a “solidariedade” vivida no primeiro grupo. Mas, aos poucos, os risos iam se dissipando, ‘amarelando’. Para isso foram necessários vários “click’s” durante o filme: a “caricatura”, “o jogo da linha”, “a entrevista com Sra. Miep Gies” e “o brinde da mudança”. A emoção, enfim, tomou conta do grupo.
Foi engraçado - a observação da turma; pois o filme, pra mim, ainda me emociona. Vai ser um daqueles filmes que você assiste mil vezes e se emociona mil e uma.

A leitura da didática e da linguagem

A crise da educação foi exemplificada no filme mostrando duas deficiências que se relacionam: a incapacidade de a escola levar os alunos para pensar e a perda da autoridade dos pais e professores.
A visão da Profª Gruwell vai além dos muros da escola. Eis o professor reflexivo que promove a verdadeira educação que auxilia na emancipação do aluno enquanto indivíduo da sociedade, levando o a viver, a se tornar cidadão responsável pelo ambiente a sua volta, seja ele social, político, ou cultural.
“Srª G” busca motivar a união entre o pensamento científico, e o humanista, vivendo e enfrentando as incertezas dentro de uma visão que transpõe, muitas vezes, a didática em sala de aula.
Quanto à linguagem, esta busca aproximar os lados, valora o reconhecimento, promove a mudança. Sem momento algum menosprezar nenhuma das partes.
No filme foi utilizada a linguagem oral, visual e escrita. Elas se entrelaçam, tem o objetivo de transformar, provocar. E todas com um apelo emocional de fundo.
O museu do holocausto, a entrevista com Srª Gies, e obviamente o Diário são ferramentas de linguagem. Os alunos, antes seres indomáveis, são provocados, e ao mesmo tempo transformados, quando se reconhecem diante da leitura das realidades do mundo a sua volta.
Vejo o papel do educador como um motivador de transformações individuais e comunitárias. E com um papel indispensável no planejamento de novas realidades sociais, a partir da conscientização de cada ser humano como autor de possíveis avanços em sua própria vida e, principalmente, em sua comunidade.

“Srª G” e Eu

Vi a professora Gruwell diante de alunos gângsteres marginalizados. Eu sou professor de futuros policiais. Os desafios? Os mesmos. Enquanto minha colega (ousadia minha!) se ver num desafio de ensinar aos seus a “ler e a escrever”, me vejo procurando o motivo para ensinar aos meus a matéria Língua Inglesa.
Estamos diante de ambientes diferentes – quase diametralmente opostos- de uma mesma realidade. Enquanto seus alunos vivem à margem, e usam da violência entre si para se protegerem, os meus irão um dia trabalhar tentando controlar esta, de forma ordeira e justa.
Muitos policiais virão, e tanto quanto ou mais à margem também. Novos desafios surgirão. Soluções pra todos? Não teremos. Nós não sabemos. Ninguém sabe.
Hoje seus alunos lêem e escrevem o mundo a sua volta, de forma que se reconheçam e se valorizem. Eu tento transformar motivo em motivação - mútua. Quero ir além da língua estrangeira, além da empregabilidade. Quero responsabilidade, tolerância e cidadania.
Quero fazê-los pensar.
Pensar fundamentalmente é provocar, criar, modificar definições produzidas pelo (re)conhecimento e pela compreensão, e que vão sendo perpetuados na história.
É dá a liberdade àquilo que ficou preso nos limites de sua própria definição.
Srª G soltou algumas amarras, ampliou algumas fronteiras. Ela está um pouco à frente em sua caminhada. Mas eu ainda chego lá.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Quem sabe sabe...


Those who know do not talk. Those who talk do not know.

From the Tao

[Aqueles que conhecem não falam, aqueles que
falam não conhecem.]

...A Revanche...


VAZA BUNDÃO
“Conheci esse carinha no MSN... ele me disse que era moreno alto, sensual... me deixou doida... marquei um encontro... aí deu no que deu... não sei, não!!”

E eu conheci um carinha na Internet
Ele me disse que é um verdadeiro tesão
Eu marquei um encontro com ele na Avenida Sete
Quando eu vi a “peça”... Vixe, que situação!

Ele tem espinha cara
Nariz de meleca
Catroca das pernas
Bunda chulada
Orelha de abano
Chapinha no Cabelo

Ele é zarolho
Rói a unha do pé
Barriga de chopp
Fede a chulé
E a calça furada via até o pentelho

Ele era gago,
Desconjuntado
Cabelo nas ‘ventas’
Com barba falhada
E tinha um bafo que ninguém “güenta”

Havaiana gasta
Chifre na testa
‘Volume’ na calça de amendoim
Minha resposta na hora
Foi cantar assim
É o refrão!

Vaza bundão
Vaza bundão
Vaza bundão
Vaza bundão

E ele tinha joanete
Era banguelo
Não sei onde eu estava
Parecia o inferno
A hemorróida coçava
Ele coçava bem fundo
Eu gritava e chorava...
Era o fim do mundo!

Vaza bundão...
[ o video é da versão originalmente masculina... mas a feminina vai no mesmo ritmo!]
video

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Antes só...





“Retira-te para dentro de ti mesmo, sobretudo quando precisares de companhia!”



Epicuro

As Três Manias...



MANIA DE EXPLICAÇÃO (por Adriana Falcão)
Era uma menina que gostava de inventar uma explicação para cada coisa.
Explicação é uma frase que se acha mais importante do que a palavra. As pessoas até se irritavam. Irritação é um alarme de carro que dispara bem no meio de seu peito.
Com aquela menina explicando o tempo todo o que a população inteira já sabia. Quando ela se dava conta, todo mundo tinha ido embora. Então ela ficava lá, explicando, sozinha.
Solidão é uma ilha com saudade de barco. Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo e não consegue.
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo. Autorização é quando a coisa é tão importante que só dizer "eu deixo" é pouco.
Pouco é menos da metade. Muito é quando os dedos da mão não são suficientes.
Desespero são dez milhões de fogareiros acesos dentro de sua cabeça. Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.
Agonia é quando o maestro de você se perde completamente. Preocupação é uma cola que não deixa o que não aconteceu ainda sair de seu pensamento.
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que devia querer outra coisa. Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido. Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.
Renúncia é um não que não queria ser ele. Sucesso é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe.
Vaidade é um espelho onisciente, onipotente e onipresente. Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.
Orgulho é uma guarita entre você e o da frente. Ansiedade é quando faltam cinco minutos sempre para o que quer que seja.
Indiferença é quando os minutos não se interessam por nada especialmente. Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento. Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes. Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração. Alegria é um bloco de Carnaval que não liga se não é fevereiro.
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma. Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.
Decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho. Desilusão é quando anoitece em você contra a vontade do dia. Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, não podia.
Perdão é quando o Natal acontece em maio, por exemplo. Desculpa é uma frase que pretende ser um beijo.
Excitação é quando os beijos estão desatinados pra sair de sua boca depressa. Desatino é um desataque de prudência. Prudência é um buraco de fechadura na porta do tempo.
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário. Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato. Emoção é um tango que ainda não foi feito. Ainda é quando a vontade está no meio do caminho.
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele. Desejo é uma boca com sede. Paixão é quando apesar da placa "perigo" o desejo vai e entra.
Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?
Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina.




MANÍA DE EXPLICACIÓN (Kleitman Castro)

Había una niña que gustaba mucho inventar una explicación para todas las cosas.
Explicación es una frase que se hace más importante que la palabra. Los transeúntes que pasaban ya la conocían y se irritaban. Irritación es una alarma que trina dentro de ti.
De repente, todos ya se iban. Entonces, la niña quedaba, allá, a explicarse sola.
Soledad es un hombro que añora el amigo. Añoranza es cuando el recuerdo intenta concretizarse en instante, otra vez, y no consigue.
Recuerdo es cuando, mismo sin autorización, su pensamiento describe un capítulo. Autorización es cuando la cosa es tan importante, aunque se diga “yo consiento” es poco.
Poco es menos de la media. Mucho es cuando los dedos de las manos no son suficientes.
Desespero son millones de lámparas inflamadas dentro de su cabeza. Angustia es un nudo apretado en tu sosiego.
Agonía es cuando tú perdis los estribos de tu mismo. Inquietud es una engrude que no deja salir lo que no ocurrió de tu pensamiento.
Indecisión es cuando tú sabes lo que quieres realmente, más piensa que deberías querer otra cosa. Certeza es cuando la idea cansó de procurar y para.
Intuición es cuando tu corazón da saltitos en el futuro y retorna rápido. Presentimiento es cuando tú asistes a una película dentro de tu mismo que podrá nunca existir.
Renuncia es un ‘no’ que quería no lo ser. Suceso es cuando tú haces lo que siempre hiciste, mas ahora todos perciben.
Vanidad es un espejo que refléjate superior a todo momento, en cualquier sitio. Vergüenza es una tela negra que tú quieres para cubrirse a aquélla hora.
Orgullo es un freno entre tú y el anterior. Ansiedad es cuando faltan cinco minutos siempre para cualquier cosa que quieras.
Indiferencia es cuando los minutos no te interesan por nada especialmente. Interés es un signo de exclamación o de interrogación en el final del sentimiento. Sentimiento es la lengua que tu corazón habla cuando quieres llevarte un mensaje.
Rabia es cuando tu propio perro enséñate los colmillos. Tristeza es una mano gigante que apretó tu corazón. Alegría es la Navidad, bienvenida, en el medio de abril.
Felicidad es un ‘ahora’ sin ningún apuro. Amistad es cuando tú presta tu mismo para los otros sin hacer hincapié.
Decepción es cuando tú borras en rojo o negro algo o alguna persona. Desilusión es cuando es noche dentro de ti cuando todos quieren que sea día. Culpa es cuando tú cismas que podría tener hecho diferente, mas, en verdad, no podría.
Perdón es un día de acción de gracias en mayo, por ejemplo. Disculpa es una frase que aspira ser un beso.
Excitación es cuando los besos están desatinados para salir de tu boca. Desatino es un titubeo de la prudencia. Prudencia es un orificio de cerradura en la puerta del tiempo.
Lucidez es la locura al revés. Razón es cuando el ‘cuidado’ saca provecho de la siesta de la ‘emoción’ y toma posesión. Emoción es un tango que, todavía, no fue hecho. Todavía es cuando la gana está en el medio del camino.
Gana es un deseo que cisma que tú eres la calle suya. Deseo es una boca sedienta. Pasión es cuando, a pesar de la tarjeta – PELIGRO –, el deseo va y entra.
Amor es cuando la pasión no tiene otro compromiso marcado. No. Amor es un exceso… también no. Es un Desvarío… ¿una desorden, revoltijo? No, no. Un delirio, un diluvio, una sinrazón, necesidad, es el que más y el que menos… ¿Quien sabe tal vez, un desahogo, un despropósito?
Quizás porque no tuviese sentido o explicación, la niña no quedaba a intentarlo a explicar, el Amor.


MANIA OF EXPLANATION

There was a girl who enjoys giving an explanation to everything. Explanation is a sentence, which feels more important than a word.
The people had already known that noise. She can make them annoyed. Annoyance is the buzzer turning off in your heart.
The crowd has left her by now, but the girl continued what she had started to, by herself.
Solitude is a shelter that misses a body or a bed. Missing someone or somebody looks as if you are trying to run out of your memories, over and over again, on the contrary you cannot.
Memories happen when you do not give permission to your mind; even so, it reviews an episode about your life. Permission exists when something very significant is allowed to do, and you think about twice, though.
A few count less than a half. A bunch is more than your hands can count.
Despair is millions of bips and leds forever and ever in your mind. Anguish is a lump in your throat.
Agony makes you lose yourself from yourself. Preoccupation puts a fixation on your mind; even tough it is unmade yet
Indecision exists while you know what you want, but you think it is not what you mean. Sure is the idea tired of seeking and it stops.
Intuition is a high-speed tour in the future. Apprehension forces you watching a bad clip from yourself, which, maybe, will not exist.
Renunciation is a ‘No’, which mean not to be. Success happens when you are doing the same as you have been doing, but now, everybody congratulates you.
Vanity has a mirror reflecting you superior anytime, anywhere, in any place. Shyness is a Big Bang you make use of hiding yourself.
Proud builds a block between you and the next one. Anxiety turns when you always have five minutes left for every thing you yearn for.
Indifference is the time does not interest you, any longer. Interesting is a highlighting indication on the expression of your feelings. Feeling is the language spoken by your heart, when he wants to talk to you.
Angry makes you foam at mouth, in a flash. Sadness is a hold tightens in your heart. Joy is an out-of-the-blue-party all the time.
Happiness is a ‘right now’ without any urgency. Friendship is your surrender to someone without fighting.
Deception makes you add a zero to someone or something. Disillusion brings you down even if it is a sunny, shiny day. Guilt makes you believe you could change the way of a thing, but, in fact, you could not.
Forgiveness is a Thanksgiving Day in May, for instance. Sorry is a word that is inclined to be a kiss.
Excitement overflows wishes and kisses from all your body. Lucidity is the madness’ upside down. Madness is a lapse of the prudence. Prudence is a firm step, which makes a difference in the future.
Reason is the ‘caution’ handles in while the emotion is taking a break. Emotion is an Elvis’ song still unwritten. Still is the will, which is coming on the way. Will is the desire that makes you as its territory. Desire is horny lips expecting for a French kiss. Passion is the desire crossing over a KEEP OUT warning.
Love is a passion without another date. No. Love is exaggeration. It is certainly not. Love is gorgeous… a mass? …An outburst, a rainstorm, a magnitude, insanity, a folly, negligence, impulsiveness, a need or self-sacrifice?
Maybe because it had no sense or reason, the girl had not made out what this thing called LOVE means.




terça-feira, 21 de outubro de 2008

Charles Chaplin

A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente.
Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo.
Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara pra faculdade. Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando....
E termina tudo com um ótimo orgasmo!!! Não seria perfeito?"

Crônica de um amor não-reconhecido.

Sabe, ontem ocorreu uma coisa engraçada comigo. Eu conversava com uma amiga, quando, de repente, me dei conta que estava acontecendo alguma coisa dentro de mim. Notei que tinha uma satisfação indescritível de estar com ela. “Normal, éramos amigos” pensei. Nós combinávamos nos mais incríveis assuntos e divergíamos em tantos outros. Isto era o máximo.
Despedimo-nos naturalmente como grandes amigos – beijo. Mas, foi quando estava voltando para casa, senti. É como estivesse faltando algo. Estava oco dentro de mim; cadê Clara? Foi como o sol, você não precisa olhar para ele para saber que está presente, mas quando ele se vai, se percebe... e eu percebi; cadê Clara?
Sabe, fui para casa incompleto. Faltava alguma coisa em mim como se eu não soubesse o que fosse; cadê Clara?
Outra coisa, se uma pessoa de que você gosta lhe desse um beijo e na hora de ir para casa ela não estivesse? Aí você se pergunta: será que não foi um beijo de despedida? Neste momento você a procura, e não a encontra. Puxa! Como se fosse o sol, não é preciso olhar para ele para saber que ele está presente, mas quando se vai senti sua falta.
Você, ontem, amanheceu comigo, passou o dia comigo – como o sol – à tarde. À noite, chamou minha atenção; me deu um espetáculo – beijo – de despedida e depois sumiu, sem que eu pudesse impedir. Muito senti sua falta.
Agora, esperarei mais uma noite; para você e o sol nascerem e amanhecerem juntos, comigo de novo. Mas desta vez você não sumirá; ficará também igual ao sol mesmo sem está presente. Deixará sua Luz- Clara – Brilhante refletido na Lua...
FIM
PS: Esta é ainda uma obra de ficção. Uma possível semelhança com as personagens poderá ser muito mais do que uma simples coincidência.




"Não duvide. O mar é tão grande que sempre será capaz de preencher o vazio de tua alma."
Aleixo Belov

SAUDAÇÕES TRICOLORES...


SE FOR RUBRO NEGRO (a), CURTA... SE FOR BAHIA, REFLITA

E AGORA JÁ É.
Dizem por aí que um pobre torcedor tricolor morreu de infarto, psicografou esta mensagem depois de confundir o mineiro Carlos Drummond de Andrade como um sofredor igual a ele.
Ao ser indagado pelo ‘celestial’ torcedor, então o imortal poeta respondeu:

E AGORA JÁ É

E agora já é.
A festa acabou,
A realidade chegou,
A porta se fechou,
Os “home” sumiu,
E a torcida ficou.
E agora já é.
E agora o que?
Que vivia de gloria,
Que zombava dos outros,
E esqueceu-se dos seus.
Se ainda ama, proteste.
Por que agora já é.

Não acredite se quiser,
Pois já não existe discurso,
Pra os muitos carrinhos,
Que gols não puderam conter,
Que nada não pôde frear.
E, agora, subir já não pode.
A noite esfriou, e no dia até choveu.
A esperança não veio,
Só muito receio,
Que não era utopia.
E tudo acabou, e na segunda [de novo] ficou.
O bicho pegou.
Por que agora já é.

Agora já é.
E não vale mais
Aquelas doces promessas,
Seus passados de glórias,
Suas vitórias, tabus,
Suas taças de ouro.
Seu telhado é de vidro,
Que incoerência!
Que ódio! Pois agora já é.

Com a chave mestra nas mãos
Que abrir a porta, já não existe porta;
Quer nadar no dique, mas o dique secou;
O ‘seu’ estádio ruiu, quebrou
Foi demais!
Já é, e agora?

Se você, em casa ganhasse,
E fora, perdesse;
Ao menos demonstrasse
Aquela garra convincente
Se você jogasse
Ah! Se você jogasse...
Mas você não joga.
Aí é duro, né?

Sozinho no esparro
Jogando pro lado
E com aquela defesa
Que só sabe se bater
O ataque que não sabe fazer,
E meio de campo,
Cheia de burros, e guiados por “filhos da égua”;
Que só gritam e explodem!
Você ainda acha?
Agora já é.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Bote "das antigas" nisso II...


"Much learning does not teach understanding."
[Muito aprendizado não implica em entendimento.]

Heraclitus



"All is flux nothing stays still."
[Tudo flui, nada permanece imutável.]



Para Sir Elton John...

SUA CANÇÃO
É engraçado o sentimento brincar assim comigo
Logo Eu que sou do tipo que não escondo o que sinto.
Queria te dar tudo na vida, mas baby, só fiz agradecer;
Por viver ao teu lado, por te merecer.

Pensei num presente enorme, definitivamente não!
Quem sabe uma essência menor, uma maga porção.
Eu sei, pode não ser do teu agrado, quiçá tenha sorte;
Eu te fiz uma canção, espero que goste.

E pode dizer para quem quiser, esta é a sua canção;
Pode parecer um tanto simples, mas, vem do coração.
Eu espero não mais...
Eu espero não mais traduzir em meros versos;
Quão maravilhosa é a vida quando te tenho por perto.

Em cada momento sozinho, Em cada rabiscos vagos;
Tentei compor os versos, ah, quantos fracassos!
Mas, enfim terminei este árduo labor,
E nessas entrelinhas, dedico meu amor.

Ainda assim me desculpe, por coisas que faço,
No entanto, me arrependo, se assim for o caso.
Ou se quiser, eu repito sem mudar um segundo;
Pois tudo que quero, é viver no teu mundo.

[pode cantar esta versão também...]
video

Sobre a fome e a vontade de comer...



“Uns tem comida e não tem fome. Outros têm fome e não tem comida. Eu tenho as duas. Louvado seja Deus!”


Oliver Cromwell

...Did you copy?... Over...



“I know you think that you understood what you thought I said, but what you heard was not what I meant.”

Conversando por aí...



"Eu aprendi que você pode enrolar sua mãe por 15 minutos, depois é melhor que você saiba alguma coisa." (46anos)
"Eu aprendi que quando a pessoa afirma que alguma coisa não pode ser feita, freqüentemente é interrompida por alguém que a está fazendo." (43anos)
"Eu aprendi que a maioria das coisas com que me preocupo nunca acontece." (64anos)
"Eu aprendi que se você esta levando uma vida sem fracassos, você não esta correndo riscos suficientes." (42anos)
"Eu aprendi que é lega curtir o sucesso, mas não se deve acreditar muito nele." (63anos)
"Eu aprendi que o homem tem 4 idades: (1) quando acredita em Papai Noel, (2) quando não acredita em Papai Noel, (3) quando é Papai Noel, e (4) quando se parece com papai Noel." (51anos)
"Eu aprendi que se pode fazer num instante algo que vai te dar dor de cabeça a vida toda." (27anos)
"Eu aprendi que é mais fácil fazer um amigo do que se livrar dele!" (30anos)
"Eu aprendi que a despeito do relacionamento que você tem com seus pais, você sente imensamente a falta deles quando eles se vão." (53anos)
"Eu aprendi que tenho mito que aprender..." (92anos)