quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Livro: O Rato e o Capitão

Carta de um Capitão


Caro Dostoievski,

Sempre quando acordo ao toque da alvorada, ouço risos ensaiados vindo do seu buraco. Ops, última forma! Do seu quarto.

Então marcho em direção a minha porta e o vejo com caras e bocas a falar com o seu outro, parecendo estar em ordem unida.

De forma clara e positiva confirmo você rosnar e gritar parecendo que irá para um duro combate. Vibro daqui de minha trincheira. Chego a roer-me os dentes com sua bravura.

Mas eis que em seu último gesto: “Plaft!” Murcharam você e o seu outro.

Ratifico – sem trocadilhos com a minha pessoa- que se faz de pulha. Um covarde. E como diz o ditado, “aos covardes, nem em pesadelo, à vitória”.

Devo partir agora. Subestimarei alguns gatunos, subjugarei alguns vermes. Mas não hesitarei em nenhum momento as minhas ações.

Sem mais nem longas,

O Rato Capitão.

[carta ao personagem "Dostoievski", de Flamarion Silva, no livro "O Rato do Capitão", no conto homônimo; pag 49 -52]

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O que é racismo?



Racismo é ignorância,
Que gera intolerância.
E não foi isso que aprendemos na infância.

Cafuso não nos deixa confuso,
Mameluco não é "coisa de maluco,"
Nem caboclo é" negócio de louco!"

Somos uma raça só
Sem pena , com graça , sem dó.
Amarelo, branco ou preto
Vivemos num imenso gueto.

E antes que você esqueça
e a pra aqueles que ainda insistem.
Pensem no que o poeta disse:
"Racismo é burrice".


[Em parceria com Matheus Castro de Oliveira 8ª série Vitória Régia]

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Shakespeare


Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...
Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...

Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...

Alguém que ria de nossas piadas sem graça...
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade
inquestionável...

Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...
Alguém que nos possa dizer:

Acho que você está errado, mas estou do seu lado...

Ou alguém que apenas diga:

Sou seu amor! E estou Aqui!

De alguém...

...Anonimamente...

Eu queria
Ter tua velocidade,
Imitar tua coragem,
Ter saído da concha
Vomitar meus sentimentos,
Ver a saída no abismo,

Plantar flores em teu caminho,
Ouvir tua voz,
Calar a minha,
Ser tua serenidade,
E o suspiro mais profundo,
Que te faz HOMEM...

[...dedicado a mim]

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Sobre café e sexo ...



"O café excessivamente quente, em copo plástico, reduz em dois terços a potência sexual do homem: Primeiro queima os dedos; depois a língua."
(Sei lá quem disse isso!)

domingo, 9 de novembro de 2008

Sobre a escola da vida...


The city is the teacher of the man.”
Simonides

SAUDADES SIMPLES





Oh, brisa te imploro!
Se não tenho seus beijos,
Seu cheiro eu te rogo...

O que fazer quando quero o que não tenho?
Oh, desejo te desdenho!

E essa brisa que não traz seu cheiro
um só momento...
É por isso que não me sai do pensamento?

Ah, menina, eu desisto!
Por saudades corro riscos.
E modestamente eu confesso,
E sem medo, meus desejos revelo
E gritarei aos quatro ventos:
EU TE QUERO!


[Apaixonado fica besta, né?]

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Propaganda do Grupo Machiline - Sharp - década de 80



“O meu sonho na vida era ter o poder de ser um videocassete de mim mesmo. Ter o controle remoto que me permitisse renascer experiências vividas. Eu poderia voltar no tempo, acelerar, pular cenas dos próximos capítulos. Parar a imagem num momento que me tivesse sido glorioso, vivê-lo outra vez. Talvez, eternizar um orgasmo.
Eu poderia correr a fita de modo a entrar na percepção do futuro ou recuar para consertar, corrigir, para confirmar. Ah, com esse aparelhinho eu poderia criar o ideal.
Ah, o ideal.
O ideal seria que o homem nascesse com 80 anos, fosse ficando mais moço, mais moço, até morrer de infância. Nascendo com 80 anos, aos 60 ele casaria com uma mulher de 59. Mas com uma vantagem: a cada dia, a cada semana, a cada mês, a cada ano, ela ia ficando mais nova, mais nova, até se transformar numa gata de 20.
Depois ficariam noivos, namorados.
A Bicicleta.
O velocípede.
Desaprendiam a andar, esqueciam como engatinhar.
O voador, o cercadinho.
Do cercadinho para o berço.
As fraldas molhadas.
O peito da mãe.
Até que, num dia qualquer, pararia de respirar.
Seria o tempo correndo para trás até aparecer o último homem: Adão.
O último primeiro, a quem Deus colocaria sobre a mão e, em vez de soprar sobre ele, inspiraria o homem outra vez para dentro de si mesmo.”

Assim seja.

Hai Kai da vida moderna...

Saudades transbordantes

em meio a

saldos insuficientes.



[Seu torpedo SMS não foi enviado por falta de saldo. Por favor,faça uma recarga e tente novamente.]
Remetente: (sem nome)

Recebida:
00:12:06 - 07/11/08

Putz!
=/

domingo, 2 de novembro de 2008

Reflita-me... [A música do blog!]

Aqui
Ana Carolina
Composição: Ana Carolina / Antônio Villeroy

Aqui
Eu nunca disse que iria ser
A pessoa certa pra você
Mas sou eu quem te adora

Se fico um tempo sem te procurar
É pra saudade nos aproximar
E eu já não vejo a hora

Eu não consigo esconder
Certo ou errado, eu quero ter você
Ei, você sabe que eu não sei jogar
Não é meu dom representar

Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mas não dá
É como uma represa pronta pra jorrar
Querendo iluminar
A estrada, a casa, o quarto onde você está

Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim

Aqui
Agora que você parece não ligar
Que já não pensa e já não quer pensar
Dizendo que não sente nada

Estou lembrando menos de você
Falta pouco pra me convencer
Que sou a pessoa errada

Eu não consigo esconder
Certo ou errado, eu quero ter você
Ei, você sabe que eu não sei jogar
Não é meu dom representar

Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mas não dá
É como uma represa pronta pra jorrar
Querendo iluminar
A estrada, a casa, o quarto onde você está

Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim
Em mim... Aqui

sábado, 1 de novembro de 2008


Convention is the ruler of all.
Pindar




[A convenção rege o mundo.]

Devaneios




Não há dias que eu conte de saudades um monte!
E a ansiedade implore, e o desejo aflore...
Por causa de você.

Não há cama que me deite, e sonho que não me deleite.
E que o corpo não sinta, e o orgulho minta...
Que é por você.

Não há pecado glorioso, e bem mais valoroso.
E que meu peito grita, e a coragem insista...
Por você.

Não há mal que perdure, e que o tempo não cure.
E que o vento leve. E que tudo se revele, se releve...
Em você.

Não há amor que exista, nessa alma de artista
E que não se declare, na pura alma e carne...
A você.

[para Gil e Kleitman]

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