terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

NO FALO E NA FENDA

 



Em minha boca, o falo eu

Te boto louca, e gozas bem

O prazer de cada gota.

 

E, no calor de cada veia, do rijo corpo

E todo torto passeia demente

Os meus dentes

E minha língua

Para sorver tua força

E te deixar a míngua.

 

Com os lábios da loucura

Abre-te a fenda

Que se perdem

Nos meus.

 

Desejos e doçuras

- A procura e a fundo -

Minha língua, em tal oferenda,

Imerge

No breu.

 

Atrevida, insolente,

Traquina, indecente.

Assim.

 

E ao infinito o prazer

Se revela puro instinto.

Enfim.

Nenhum comentário:

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails