quinta-feira, 17 de junho de 2010

ÂNUOS POÉTICOS – O SONETO

 


Orifício recluso em bandas,

Feito de pregas sem costura.

Protegido pela bunda branca,

Eis a malquista criatura.

 

O caminho do reto finda.

De nádegas entende de fato.

Vive de boca pra baixo ainda

Elevado só em decúbito raro.

 

És Triste, redonda rosca!

De muitas saídas gloriosas,

E algumas entradas toscas.

 

E em todos os anais terão registro,

Sem que jamais se dessem conta,

O coitado cu, famigerado e sinistro!

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