segunda-feira, 19 de julho de 2010

A PUTA NO ESPELHO



Já fiz de virgem. Há tempos nem de santa.

Levei botes, quebrei bancas.

E, muitos potes, bebi com sede...

Mas confessar nem as paredes.

 

Fingi orgasmos e virei para o lado.

Mas já trepei com enxaqueca...

Confessar? Esqueça.

 

Fiz sexo com quem disse que amava.

Amei muito, quando deveria ser sexo.

A ninguém, nem as paredes, confesso.

 

Retrato de vida,

Meio a pecados e (in)sucessos;

Nos lençóis e esquinas fedidas,

Entre quatro paredes, a mim... reflexo.

 

Morro loucas vezes,

Vivo em suaves castigos...

Porém, nem as paredes eu confesso.

É finito.

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