Já fiz de virgem. Há tempos nem de santa.
Levei botes, quebrei bancas.
E, muitos potes, bebi com sede...
Mas confessar nem as paredes.
Fingi orgasmos e virei para o lado.
Mas já trepei com enxaqueca...
Confessar? Esqueça.
Fiz sexo com quem disse que amava.
Amei muito, quando deveria ser sexo.
A ninguém, nem as paredes, confesso.
Retrato de vida,
Meio a pecados e (in)sucessos;
Nos lençóis e esquinas fedidas,
Entre quatro paredes, a mim... reflexo.
Morro loucas vezes,
Vivo em suaves castigos...
Porém, nem as paredes eu confesso.
É finito.
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