In Orgasm, by Anna Kozyreva
Às vezes, sinto um quê de não sei o que: uma minha inebriada vontade.
Que se revela lasciva... E se rebela pura e instintiva -
como um cio. Num grande ócio vazio - E vadio!
Que vai entrando, por minhas entranhas, - um calor, um
ardor, um olor!
E eu me enrolo, e me enrosco, e me toco...
Traí-me em desejos, de lancinantes mãos,
Em mil quimeras de deusas:
– Ah, não!
Sei lá o que faço. Sei lá o que penso!
Sei que me toco. Sei que enlouqueço!
Sei que te imploro. Sei que não esqueço!
Sei que é um quê de não sei o que...
Que me faz, assim, muitas vezes, pensar em você!
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