quinta-feira, 24 de maio de 2012

IN-FINITUM

 

In Orgasm, by Anna Kozyreva


Às vezes, sinto um quê de não sei o que: uma minha inebriada vontade.

Que se revela lasciva... E se rebela pura e instintiva - como um cio. Num grande ócio vazio - E vadio!

Que vai entrando, por minhas entranhas, - um calor, um ardor, um olor!

E eu me enrolo, e me enrosco, e me toco...

Traí-me em desejos, de lancinantes mãos,

Em mil quimeras de deusas:

– Ah, não!

Sei lá o que faço. Sei lá o que penso!

Sei que me toco. Sei que enlouqueço!

Sei que te imploro. Sei que não esqueço!

Sei que é um quê de não sei o que...

Que me faz, assim, muitas vezes, pensar em você!


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