Antes de comer, eu tenho que chupar. É a minha lei.
É o convite, efeito abre-alas para o intercurso.
Chupar exprime a total entrega.
Sempre quando lhe vejo, sinto essa gostosura ao meu lado, eu
imagino você entregue a mim, e lhe chupando.
Virilhas, coxas, o roçar dos pentelhos e barba. Quero sentir
o gosto de tudo. O cu, o esfíncter, os lábios, o clitóris. Sem pressa. Com
muito desejo e tesão.
Cheiro, o gosto, o brilho molhado, tudo ao meu alcance e bel
prazer.
A boca saliva, a respiração acelera, meu corpo vibra de pura
felicidade.
Beijos os lábios. Em beijos ternos e tensos, minha língua
curiosa procura a outra língua imaginaria bem fundo... minha fome é insaciável.
Eu quero comer, quero sorver. Desço vou até o cu e chupo. Subo coloco o
clitóris entre minha língua e os dentes.
Vejo a feliz a suspirar, e de olhos semi-serrados. Você
merece mais. Dou-lhe mais!
Você geme. Afaga meus cabelos e prende minha cabeça entre
suas pernas.
Você mexe. Pequenos rebolados em minha cara. Gosta do que
faço. E sabe que adoro também.
Saliva, suor e sexo. Mistura que inebria. Contagia.
Gruda-nos um ao outro.
Seu corpo começa a tesar. Minha cabeça é forçada pra entre
as pernas. Você ofega. Você geme mais. Muito mais.
Sou voraz. Quero mais tempo a chupar. Recuo. Olho seu rosto.
Mordisco a coxa, beijo a virilha. Você sorri, implorando agora que eu vá até o
fim.
Seu desejo é uma ordem. Mordisco, lambo e chupo a sua buceta
minha, busco o meu gozo seu. Acelero língua, dentes, lábios. Você quer gozar. E
eu quero seu sabor em mim.
Seu corpo treme e me avisa: é hora de sorver, beber, sentir
seu gosto em minha boca.
Você geme, grita. Em espasmos intensos, disritmia.
Você ri, você chora.
Você goza.
E eu brindo, e bebo – literalmente – a minha recompensa.
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