Colagem em papel, Ferreira Gullar
Todos os desejos de amor são taciturnos
Ainda
mais aqueles não
realizados, e não revelados,
um dia!
Imaginar-te
em todo o percurso
Do
cheiro ao tato, na ânsia do
ato:
De
um incerto coito,
De
improvável
intercurso!
Devaneio
com teu grelo
Que
magrelo aponta entre os lábios.
E,
com meu falo e as mãos,
Curto
e grosso
Desejo-te
o corte,
Desejo-te
o fosso!
E
o instinto há de
divagar
Em
furioso ato,
E
findará
Solitário
e demente,
Em
homem,
Suor e semente.
Desejando - sem pressa – homenagear O COITO de Ferreira Gullar
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