Senhorio, quando um desejo pede,
Jaz em mim a calma breve;
E carnalmente a alma pede,
Os olhos brilham, e o corpo ferve!
Este cio braseiro consome,
Desvirtua-me num pudor infame.
E, se por um fio, acende a chama;
Pouco importa o que em si difama.
Se certo perigo me bate à porta,
Vivo sempre o que a tentação apronta:
Senhorio, eu não procuro a calma,
Eu gosto que me venham à cama
Em resposta a "Aula de Amor", de Bertolt Brecht
Out of Bounds, Imperial War Museums -1940
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