"Romeo and Juliet",by Ford Madox Brown
Desejo primeiro que você chupe, e que chupando, na hora
certa, também será chupada.
E se não for, não fique bravo e siga em frente. E seguindo
em frente, não de trégua, morda.
Desejo, pois, que sendo assim, faça-a desesperar.
Desejo também suas mãos bobas, traquinas e de más
(in)consequências,
Que lhe apertem, e esfreguem. Corajosas, fiéis, rítmicas.
E que pelo menos uma delas o masturbe e a outra massageie o
saco.
Desejo depois que você tenha um rabo útil, “para o que der
e vier”.
Porque que nos maus momentos, se não lhe restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para mantê-lo de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante, com boquinhas
sapecas, línguas molecas, molhadas...
Não com as que mamam pouco, porque isso é fácil; mas com as
que muito fazem e irremediavelmente.
Provoque. Incite. Excite. Faça bom uso dessa tolerância.
Sirva-se, nesta hora, dos louros.
Desejo que você seja recíproco, não depressa demais, mas
também a chupe.
E chupando, não insista pelo óbvio. Não se dedique ao desespero, e sim, ao
prazer.
Sinta seu prazer e a sua dor, e deixe que eles escorram por
entre vós.
Desejo, por fim, que o máximo resista seu jorro.
Caso contrário, como consolo, que apontes uma boquinha
faminta, gulosa, e sedenta por muito gozo.
Depois disso, se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a desejar!
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