sábado, 28 de novembro de 2009

Sabe do amor


Sabe do amor quando... Aflora?

Por acaso, num flerte
,
O luar, as estrelas, nós
.
Sob o sinal do ”querer-te”,

Fomos ficando a sós... Agora.


Sabe do amor quando... vive?
Brindamos a sorte,
Sabores à vista.
Desejamos consorte
A magia bem quista... É livre.

Sabe do amor quando... Se vai?
Leva-nos calor sem resposta,
lágrimas ao vento.
Deixa saudade imposta
que retrai contentamento... E Jaz.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

KEEP ALIVE




Keep alive.
Keep out. Keep cool.
Keep with your fears inside, but never give up a fight.
Keep your strength intact. Don’t be afraid to impact.
Keep the wolves from the door. Put down the gates on the floor.
Keep in touch. Keep in mind. Don’t keep out of sight.
Keep doing, take back, and keep going. On your way.
Keep smiling. Keep shining. Keep quiet.
Keep walking, buddy.
Keep alive.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009


Trabalho: fazer uma análise do poema galego - “Longa noite de pedra” Celso Emílio Ferreiro:

Longa noite de pedra

No meio do caminho tinha uma pedra

Tinha uma pedra no meio do caminho

Tinha uma pedra

No meio do caminho tinha uma pedra


Carlos Drummond de Andrade

O teito é de pedra.
De pedra son os muros
e as tebras.
De pedra o chan
E as reixas.
As portas,
as cadeas,
o aire,
as fenestras,
as olladas
son de pedras.
Os corazóns dos homes
Que ao longe espreitan,
Feitos están
tamén de pedra.
E eu, morrendo
nesta longa noite
de pedra.

Comentários.

Quanto aos aspectos físicos (estruturais) o poema começa com uma estrofe introdutória, falando sobre o mesmo tema, de um poema do brasileiro Carlos Drummond de Andrade (CDA).

“Longa noite de pedra” não possui uma métrica rígida – praticamente todos os versos são uma enumeração de objetos descritos. A rima se dá apenas com a repetição da palavra: pedra.

Aliás, a palavra recorrente nas duas partes do poema, em CDA e em Ferreiro, representa a mesma coisa. Ou seja, “pedra” possui uma simbologia universal.

Quanto aos fenômenos lingüísticos que são observados no poema de Emílio Ferreiro, podemos citar a metáfora, a simbologia universal de “pedra” que significa a ditadura, o poder que oprime e sufoca. (o mesmo significado para o poema de CDA!).

Podemos também notar no poema a aliteração (‘Pedra’ aparece seis vezes no poema de Ferreiro, e quatro no de CDA).

E por que não dizer uma gradação: tudo que é descrito em seqüência serve para oprimir, sufocar, calar, matar o eu poético.

[Teitos... muros... tebras... chan]
[portas... cadeas... aire]

E esta seqüência descrita no poema causa um efeito sinestésico no poema, tornando o denso, pesado, cansado, refletindo muito bem sua mensagem, sua temática.

No título a temática sócio-política é evidente no poema. O autor retrata os tempos (“longos”) de terror (“noite”) que seriam os anos de ditadura (“pedra”) Franquista, quando a produção artística esteve em declínio, ou por que muitos se fizeram calar, ou foram calados dos porões da ditadura.



Trabalho Final



Tema: Sobre Wright’s, Dumont’s e Batistinhas; perguntas e pensamentos; ciência e arte... E “Os setes Saberes para Educação”.

Toda busca pelo conhecimento tem como ponto de partida um processo laboratorial, como base na prática e na realidade que vivemos que caracterizam a nossa aptidão natural. Este processo vai gerar nossas perguntas, e nossos pensamentos (reflexões) que surgem do enfrentamento de nossas incertezas (do imperfeito).

A criatividade, originária do imperfeito, é cada vez mais necessária a nova ciência, e a nova arte. É preciso, então, valorizá-la, empregá-la com objetividade – o conhecimento pertinente. Percebendo também que as várias sociedades irão usufruí-lo de forma diferente, e por muito tempo.

Se este conhecimento possui objetivo prático, é por que foi adequado pra um bem comum. Não podemos esquecer que todo e qualquer conhecimento justo e adequado – pertinente - deve favorecer a compreensão, reflexão e visão em longo prazo.

A despeito da sociedade em que vivemos, devemos estar atento aos erros essenciais – as cegueiras paradigmáticas, àqueles que levam o conhecimento às hiper-especializações, fragmentações, que descontextualizam, reduzem, e unidimensionalizam.

Durante essas experiências ao longo da vida, as certezas nos remetem a busca inspiradora da mais perfeita simetria das coisas e dos fatos ao nosso redor. Mas justamente da exaltação ou da percepção das incertezas é que as coisas podem progredir.

O indivíduo, base dessa sociedade, sofre influências - internas e externas, pergunta, pensa, avança, evolui, pois ele não é só as idéias que possui, mas sobre tudo das idéias que o possuem. Fruto da complexidade – do ser que é feito de amor, raiva êxtase e fúria – que cada um constrói através de suas vivências, e de sua hereditariedade.

Devemos combater o inesperado que nos leva a racionalização. Quando ele se manifesta devemos estar abertos a novas idéias, e para fazermos brotar Drummond, Wright’s e Batistinhas.

O processo de conhecer o conhecimento é um principio e uma necessidade para educação. Ela deve ser o mote para ajudar o individuo a seguir as trilhas para a vital lucidez humana.

A educação é um caminho pra revolucionarmos o conhecimento e, em meio a avanços e esperanças, associando criatividade à prática; excelência e eficiência, transformar este indivíduo em sujeito, cidadão responsável pelo ambiente a sua volta, vivendo e enfrentando as incertezas dentro de uma visão que transpõe, muitas vezes, a didática em sala de aula.

Texto resultado da reflexão sobre os textos e o livro:


• “Os Wright’s, Dummont, e Batistinha.” Cláudio de Moura Castro, na seção Ponto de Vista, da revista Veja, de 12/07/2000;
• “As mãos perguntam, a cabeça pensa.” Rubem Alves, Tendências e Debates, Folha de São Paulo 21/07/2002;
• “A importância do imperfeito na arte e na ciência.”, Marcelo Gleiser, especial para a Folha de São Paulo, 08/11/1998.
• Os sete saberes necessários à educação do futuro / Edgar Morin ; tradução de Catarina Eleonora F. da Silva e Jeanne Sawaya ; revisão técnica de Edgard de Assis Carvalho. – 2. ed. – São Paulo : Cortez ; Brasília, DF : UNESCO, 2000.

sábado, 21 de novembro de 2009

Um conto de amor por música



E TUDO COMEÇA ASSIM...


"Quando um coração que está cansado de sofrer Encontra um coração também cansado de sofrer É tempo de se pensar Que o amor pode de repente chegar"
[CAMINHOS CRUZADOS, Chico Buarque]


... ELE CHEGOU E...


"Agora não vou mais mudar, Minha procura por si só,
Já era o que eu queria achar Quando você chama meu nome"
[ENCOSTA NA TUA, Ana Carolina]


...O SENTIMENTO É PLENO...


"Por ser exato, o amor não cabe em si, Por ser encantado,
o amor revela-se, Por ser amor, invade e fim."
[PÉTALA, Djavan]


...A FELICIDADE ESTAMPADA SE DECLARA...


"Une o meu viver com o seu viver
Ela só precisa existir para me completar"
[ELA UNE TODAS AS COISAS, Jorge Vercilo]


...MAS NEM TUDO SÃO FLORES, E UM DIA...


"Você sorriu e me propôs Que eu te deixasse em paz
Me disse vai, e eu não fui"
[NADA POR MIM, Kid Abelha]

...LOGO A GENTE REALIZA QUE...


"E na vida a gente Tem que entender
Que um nasce prá sofrer Enquanto o outro ri."
[AZUL DA COR DO MAR, Tim Maia]


...E VEM AS LEMBRANÇAS DE...


"Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei, eu te estranhei"
[ATRAS DA PORTA, Elis Regina]


...TENTA-SE CONVERSAR...


"Drão não pense na separação
Não despedace o coração
O verdadeiro amor é vão"
[DRÃO, Gilberto Gil]


...PORÉM O FIM É IMINENTE...


"Caso você for, não me diga adeus
Deixe pra amanhã, tenha dó de mim
Não olhe pra trás, que eu não quero ver
Quando o seu olhar me fitar e estremecer"
[DÓ DE MIM, Vânia Abreu]


...A ANGÚSTIA BATE, E APELAMOS...

"Pelo amor de Deus
Não vê que isso é pecado, desprezar quem lhe quer bem
Não vê que Deus até fica zangado vendo alguém
Abandonado pelo amor de Deus"
[SOBRE TODAS AS COISAS, Zizi Possi]


MAS, DE FATO, É O QUE ACONTECE...

É só isso, Não tem mais jeito Acabou, boa sorte
Não tenho o que dizer São só palavras E o que eu sinto Não mudará
[Boa sorte, Vnessa da Mata]


DEIXA ESTAR! O MUNDO DA VOLTAS, E DEPOIS...


"Ah ! Eu vim aqui amor só pra me despedir
E as últimas palavras desse nosso amor, você vai ter que ouvir"
[DE TANTO AMOR, Roberto Carlos]


... LEMBRE-SE, É SÓ UM CONSELHO...


"Não vou voltar atrás, Raspe dos teus dedos minhas digitais
Apague da cabeça o meu nome, telefone e endereço
Arranque do teu peito o meu amor cheio de defeitos
"
[DIGITAIS, Taviani]


SÓ MAIS UM PEDIDO...


Mesmo que exista outro amor que te faça feliz
Se resta, em sua lembrança, um pouco do muito que eu te quis
Onde você estiver, não se esqueça de mim
[Não se esqueça de mim, Nãna e Erasmo]

FIM

Quero Fazer Amor Com Você!



Não consigo me controlar mais,
Meu corpo já não encontra paz,
Está difícil esquecer...
Quero fazer amor com você!

Ah, pra que eu fui lhe conhecer?
Quando me lembro dos seus gracejos,
Fico sonhando com o gosto do seu beijo.
E Quero fazer amor com você!



Tem coisas que faço inconsciente,

E Me sinto, assim, bem diferente.
E mesmo sem sabe o porquê,
Desejo fazer amor com você!

Quando ficamos frente a frente,
Sai faíscas do meu corpo ardente.
Desculpe-me ser clichê:
Mas quero fazer amor com você!

E se isso tudo não for em vão,
E este ato se consumar pra valer,
É com toda emoção,
Que você realmente irá saber:
Eu quero fazer amor com você!

QUERO FAZER AMOR COM VOCÊ!

 

Não consigo me controlar mais,

Meu corpo já não encontra paz,

Está difícil esquecer...

Quero fazer amor com você!

Ah, para que eu fui lhe conhecer?

Quando me lembro dos seus gracejos,

Fico sonhando com o gosto do seu beijo.

E quero fazer amor com você!

Tem coisas que faço inconsciente,

E me sinto, assim, bem diferente.

E mesmo sem sabe o porquê,

Desejo fazer amor com você!

Quando ficamos frente a frente,

Sai faíscas do meu corpo ardente.

Desculpe-me ser clichê:

Mas quero fazer amor com você!

E se isso tudo não for em vão,

E este ato se consumar para valer,

É com toda emoção,

Que você realmente irá saber:

Eu quero fazer amor com você!


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Sobre origens...


Não abro mão das origens...
Da linhagem de João das Botas;
Do meu sangue da península d’além;
Dos pastéis de Belém!

Não abro mão das origens...
Do meu pé na senzala;
Das revoltas e das labutas;
Das vitórias e das lutas!

Não abro mão das origens...
Da vida nas florestas,
Dos guerreiros e caçadores;
Das lendas e das cores.

Criolo, caboclo, cafuzo,
Tupi, Kalapalo, Tiriyó.
Sarará, ‘sangue azul’, mameluco,
Guarani, Matipu, Kaiapó.

De uma coisa não abro mão. Sou 100% miscigenação.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O começo do fim...


Enfim, o tão chegado Fim. O descostume de ter. O peito bater. Por alguém.

O sentimento legal se desmoronou. Do sentir-se sozinho a não sentir-se.

O receio das perguntas. Depois das respostas.
Depois já não tem receio. São perguntas que te faltam.

Tem aquela
ainda... Aquela... Aquela... Já nem se lembra mais.

Acabou.

Secou.

Sumiu.

Fundiu.

No vazio que nem as palavras descrevem.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O QUE OS OLHOS TRA(Z)EM


Sentado no pátio observo as reações e relações. o encontro e reencontro, a conquista, as confissões e tristezas, a solidão. O vai-e-vem dos diferentes em tempos diversos.

Presencio encontros, a celebração em conquista, o beijo que sela o começo de uma relação. As confissões impagáveis que resultam em algumas caras e bocas.

Vejo o conforto, o ombro amigo, o choro pelo amor que findou. A desilusão que se confirmou. A solidão absorta em meio aos estudos, no cochilo ainda cansado já no inicio da manhã.

Fixo meu olhar no vai-e-vem de diferentes em momentos diversos: um dia mais produzidos, outros sem tempo. A atenção e tensão dos fatos.

Certo que meus olhos me trazem mensagens, sentimentos que se misturam, emanam e pedem ser decifrados. Capítulos de vidas diante de mim.

Eu também já encontrei, conquistei, perdi, chorei. Sou e estou (à) parte do pátio. Perco-me no que vejo passar e repassar ali e vivo em meio a devaneios, reflexões, rabiscos e conclusões.

É... Mas, às vezes, os olhos me traem.

sábado, 14 de novembro de 2009


Tradução/versão de:

How do I love thee? Let me count the ways.
I love thee to the depth and breadth and height
My soul can reach, when feeling out of sight
For the ends of Being and ideal Grace.
I love thee to the level of everyday's
Most quiet need, by sun and candle-light.
I love thee freely, as men strive for Right;
I love thee purely, as they turn from Praise.
I love thee with a passion put to use
In my old griefs, and with my childhood's faith.
I love thee with a love I seemed to lose
With my lost saints, --- I love thee with the breath,
Smiles, tears, of all my life! --- and, if God choose,
I shall but love thee better after death.

Elizabeth Barrett Browning (1806-1861)


Análise do trecho do livro ”Cousas” - “O pai de Migueliño”- de A. Daniel Castelao:

O pai de Migueliño chegaba das Américas e o rapaz non cabia de gozo no seu traxe festeiro. Migueliño non sabia cos os ollos pechados como era seu pai;pero antes de sair da casa botoulle unha ollada ao retrato.

Os “americanos” xa estaban desembarcando. Migueliño e súa nai agardaban no peirao do porto. O corazón do rapaz batíalle na táboa do peito e os seus ollos esculcaban nas greas, a procurando pai ensoñado.

De súpeto avistou de lonxe. Era o mesmo do retrato, ou ainda mellor portado, e Migueliño sentiu por el un grande amor e cando mais se achegaba o “americano” máis cobiza sentia o rapaz por enchelo os bicos. Aí, o “americano” pasou de largo sen mirar para ninguén, e máis cobiza deixou de querelo.

Agora sí, agora sí que o era. Migueliño avistou outro home moi ben traxeado e o corazón daballe que auel era o seu pai. O rapaz devecía por bicalo a fartar. Tiña un porte de tanto señorio! Aí, o “americano” pasou de largo e nin tan sequera reperou en quen o seguian os ollos angurentos dun neno.

Migueliño escolleu así moitos pais qeu non eran e a todos quixo tolamente.

E cando esculcaba com mais angúria fixose cargo de que um home estabo abrazando a súa nai. Era un home que non se parecia ao retrato; un home mui fraco, metido nun traxe moi frouxo,un home de cera, coas orellas fóra do cacho, cos ollos encoveirados, tusindo...

Aquel si era o pai de Migueliño.

Comentários:

O narrador-onisciente conta a história em 3ª pessoa. Ele conhece tudo sobre Migueliño, sabe o que passa no seu íntimo, passeia por suas emoções e pensamentos, e também mostra seu domínio sobre o enredo.

Quando o narrador se faz assim presente, o enredo se torna plenamente conhecido, os antecedentes das ações, suas entrelinhas, seus pressupostos, seu futuro e suas conseqüências.

O uso do diminutivo –
Migueliño – remete ao cuidado, a uma intimidade, que aproxima ainda mais a tríade narrador-personagem-leitor.

Com um estilo bem trabalhado, ele descreve de maneira simples, e com uma riqueza de detalhes a emoção vai da expectativa à chegada do pai de Migueliño.

Essa riqueza de detalhes na produção literária de Daniel Castelao se assemelha muito a sua produção gráfica. Ele era tão bom escritor quanto desenhista.

A contemplação do retrato do pai emigrado forma no pequeno uma imagem idealizada que está muito longe da realidade.

As repetições de expressões, como,

“Aí, o “americano” pasou de largo...”
(l. 9 e 13)

Representa o vértice de oscilação do sentimento de frustração de Migueliño.

A adjetivação e expressões adjetivas reforçam a antítese da idealização e a realidade. Para os “americanos”:


“portado, traxeado, porte de tanto señorio”...

E para o verdadeiro pai:

“fraco, frouxo, de cera, orellas fóra do cacho, ollos encoveirados, tusindo”....

Neste ultimo caso também temos uma repetição e gradação;

“Un home que non se parecia ao retrato; un home mui fraco, metido nun traxe moi frouxo, un home de cera, coas orellas fóra do cacho, cos ollos encoveirados, tusindo...”
(l. 18-19)

Um texto de frases e de parágrafos curtos compõe a prosa popular emotiva de Castelao que facilita a aceitação pelo publico. Nesse pequeno trecho já há um desenlace com direito a clímax tenso e frustrante no final.

No texto, utiliza-se da fotografia familiar como recurso de interiorização. Aqui também se evidencia um comportamento social: o retorno do imigrante. Registrado no mais puro galego. Com isso Castelao valoriza o sentimento a terra, recupera os sinais de identidade, fortalece e dignifica a cultura e língua galega.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009



STAY

When she feels sad
Be ready to stay
When she feels mad
Please, go away!
But when she startin’ groovin’
Stop: “That’s okay!”

When she feels sad
Be ready to stay
When she feels mad
Please, go away!
But when she’s in a bad mood
Just give her a smile

And when she’s not good
Oh, keep holding her tight!
Yeah, yeah!

No matter what you’re thinkin’ about
You won’t let her livin’ without

When she feels sad
Be ready to stay
When she feels mad
Please, go away!
When she’s in a bad mood
Just give her a smile

And when she’s not good
Oh, keep holding her tight!
Yeah, yeah!

No matter what you’re thinkin’ about
You won’t let her livin’ without

segunda-feira, 2 de novembro de 2009


Resumo crítico do capitulo II do livro: “Os sete saberes para educação”, de Edgar Morin.

Vou começar esse texto contanto uma breve história: “Um adolescente , no seu processo educacional, conhece e reconhece, confronta e reflete, analisa e sintetiza seu conhecimento e favorece sua aptidão natural em meios as matérias escolares, relações entre colegas e professores, amigos do bairro, sua família; enfim, com os costumes e hábitos da sociedade em que vive.”

“Ele decide então seguir a área biológica. Apaixona-se por botânica, aos estudos das borboletas. Decide averiguar a queda vertiginosa de uma dessas espécies nas florestas tropicais. Vai trabalhar num laboratório de referência, isolado no meio da Amazônia. Torna-se um renomado especialista depois de vinte anos de estudos...”


Interrompo aqui meu exemplo caricato. Ele servirá para o que vem a seguir.

Acredito que propor uma reforma de pensamento passa por uma transformação de um conhecimento aleatório em algo pertinente, situado num contexto nesse nosso complexo planetário.

O conhecimento justo e adequado deve estar sempre contextualizado – a coisa causada e causadora – ser uma unidade e também parte de um todo. Ser global. Qual a finalidade do estudo aprofundado dessas borboletas? Se não for para um bem comum não fará sentido, não haverá adequação.

Este mesmo conhecimento deve estar aberto às varias unidades complexas que nos cercam, e que ao mesmo tempo nos formam. Não somos só trabalho. Somos feitos de razão, do psíquico, do social, de emoção. Entenda-se por complexo esses diferentes constituintes entrelaçados e mantendo uma interdependência constante para a formação do homem.

E nesse paradoxo de grandes avanços tecnológicos deste século que nos levam a grandes cegueiras paradigmáticas, devemos combater alguns problemas essenciais.

Nada contras as especializações. Mas, caso esse processo se torne hiper, uma disjunção, de eterna fragmentação, isso tende a uma descontextualização do conhecimento.

Biologia, Botânica, borboletas, de florestas tropicais...
Estas subdivisões sistemáticas, sem propósito, tendem também ao conhecimento reduzido, restrito, unidimensional.

Um estudo de vinte anos de uma espécie de borboleta é um grande feito, um valoroso conhecimento. Mas também pode ser considerada uma forma de racionalização abstrata e unidimensional.

Este estudo biológico, associado à Estatística, à Meteorologia, e à Física se faz adequado, contextualizado, globalizado quando ele nos mostra, por exemplo, que a queda vertiginosa do número dessa espécie se deu pelo aumento de temperatura, indicador este que afeta diretamente o povo amazônico, e que mais tarde afetará o resto do mundo se continuar assim, e não corrigimos erros em tempo.

Todo e qualquer conhecimento justo e adequado – pertinente - deve favorecer a compreensão, reflexão e visão em longo prazo.
***
A educação dever transformar o indivíduo em sujeito, estimulando de forma positiva aqueles conhecimentos prévios - a aptidão geral, do início do texto, e organizá-los. Já dizia Paulo Freire: “O conhecimento das partes depende do conhecimento do todo e o conhecimento do todo depende do conhecimento das partes”. Todo que somos nós, e de um todo que também nós fazemos parte.

A verdadeira educação vai auxiliar na emancipação do aluno enquanto indivíduo da sociedade, levando o a viver, a se tornar cidadão responsável pelo ambiente a sua volta, seja ele social, político, ou cultural. Motivar a união entre o pensamento científico, e o humanista, vivendo e enfrentando as incertezas dentro de uma visão que transpõe, muitas vezes, a didática em sala de aula.

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