
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Nota de Coragem

Haikai’s II
Stop
a vida parou.
ou foi o automóvel?
C.D.A.
O poema
essa estranha máscara
mais verdadeira que a própria face.
E os dois trocaram um beijo
- frio
Como um beijo de esqueletos...
o poema é uma garrafa de náufragos
jogada do mar
quem a encontra
salva a si mesmo.
Mario Quintana
Conter impulsos
cortar os pulsos
esconder sustos.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
A carta
Vejo que você continuar a dar muita autoridade à transmissão do conhecimento. E por isso torna a linguagem o mais importante meio para tal.
Não estou querendo aqui negar o papel desta, mas você da muita importância a ela!
É bem verdade que, às vezes, ela se torna o único meio de poder transmitir informações (Como esta carta, por exemplo!).
Mas, você já se interessou pelas ações do sujeito? Eu penso nisso sempre. Quero tematizar, reconstruir, transformar. Não quero viver de exemplos e modelos (paradigmas).
Eu sou dinâmico, funcional, sou formalizante. Saia dessa vida “estática”, formalizada, sem sentido. Você vive agarrado a essas padronizações.
Vamos produzir sobre interpretações da realidade e não sobre os fatos.
Vejo que falta a você espontaneidade, deixar fluir, desencadear do sujeito. Chega de induzir as pessoas. Quer teorizar? Sim. Então que seja para ação e não para representação.
Desculpe se estou sendo duro com você. Sei que somos dois lados irredutíveis. Proponho então nos complementarmos. Sei que estamos distanciados um pouco.
O problema de nossas diferenças e uma possível interação implica em saber quando e como usarmos nossas técnicas em beneficio da educação da criança.
Não sei se você se lembra – claro que sim, que havia um tempo onde tudo que se fazia era compreendido. Os mais velhos e suas lições eram tão freqüentes quanto a participação dos jovens nos trabalhos que eles mesmos realizavam.
Tudo era próximo: família grande, igreja, e vizinhança. As brincadeiras, jogos, festas favoreciam ao nosso ambiente construtivista e não-construtivista ao mesmo tempo..
Hoje não está mais assim. Tudo se tornou rápido e prático. Famílias pequenas, parentes distantes, vizinhos desconhecidos. Paralelo a isso, tudo se especializou. Tempo é dinheiro. Instruções agora têm que ser precisas, breves, eficientes. Preferências formais e objetivas. Tecnologia e praticidade trabalhando lado a lado.
O mundo ficou menos construtivista.
É verdade que antes não tínhamos essa parafernália de recursos que nos beneficia no acesso a informações. Mas este é o preço pagamos por essa modernidade, que rompeu as funções de análise e síntese que antes eram mais sólidas e complementares advindo até dos poucos recursos do passado.
Mas te digo que eu quero lutar por uma escola mais construtivista, e o quero ao meu lado.
Quero um professor com uma postura não só interessada na resposta ou mensagem e sim na pergunta e situação-problema que desencadeia nas crianças.
Materiais de ensino (entenda-se por livro didático) que não sejam o e centro das atenções com seus paradigmas e exemplos e sim possuam textos que sejam pontos de partidas para viagens e invenções.
Quanto à disciplina, não quero silêncio e contemplação de ouvintes. Quero manipulações, perguntas, debates a fim de uma melhor resposta.
Sobre avaliação escolar tem muita coisa a ser repensada.
É, meu caro amigo, esta carta não é um reclame, e sim um desabafo de um amigo preocupado e trabalhando com e pelas mudanças...
Sem mais nem longas,
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Outra das antigas ....
Do fundo do baú... Momento Deprex
Quando eu morrer,
quero que fique bem claro:
que todos os conflitos internos
e as experiências (más) externas
serão absolvidos comigo.
Quando eu morrer,
quero que fique bem claro:
os momentos infantis de imortalidade
e a mortal maturidade caminharão juntos enfim
Quando eu morrer,
quero que fique bem claro:
que todas as pessoas que conheci
amigos e inimigos, se lembrem de mim
e sorriam; por que qualquer sorriso
vai me trazer de volta.
Sempre.
Quando eu morrer,
quero que fique bem claro:
que se por ventura algum pingo
de tristeza cair de minha garrafa
se dilua em um copo de muita alegria.
E que quando eu morrer
quero que fique bem claro:
eu amo vocês , como ou até mais
do que a mim mesmo; por que
meu amor, minha alegria, minha vida
estão em cada um de vocês.
[Kleitman Castro 31.07.92 - 22:48:24]
Sobre sofrimento...
Parece não, é...II

Você parece mais velha quando...
- ... aquela bonequinha que você tanto gostava, torna-se mais uma em sua coleção na decoração do quarto;
- ... se toca que há muito tempo você não serve para dama de honra;
- ... aquele garotinho chato que tanto te pertuba, começa a ser visto com outros olhos;
- ... aquele estojo de maquiagem se torna um companheiro inseparável;
- ... o assunto preferido entre as amigas são os amigos;
- ... começam a parecer convites para chá de cozinha e de bebê;
- ... o começo de realizações (poderia) ser um casamento.
Sobre verdades e mentiras...
domingo, 26 de outubro de 2008
Do sábio...
sábado, 25 de outubro de 2008
Sobre Liberdade e Professores

A primeira vez foi com a turma de Didática e Práxis II na amostra de filmes na FACED, para avaliarmos os desafios “práticos” de um professor, as dificuldades e as soluções encontradas para um melhor caminho.
Num segundo momento, foi com a turma de Produção Textual. Com o intuito de avaliar as possíveis leituras/linguagens utilizadas no contexto.
Aproveitei para fazer minha leitura das turmas. Digo comportamental: a primeira (de Didática) era composta por futuros formandos, alguns já professores – como eu. Uma turma que vive a angústia da sala de aula prestes a serem desbravadas em breve por eles (nós) mesmos. A segunda (de Prod. Textual), era predominantemente iniciantes, ainda em dúvida do tipo “ser ou não ser” na Faculdade.
Para o primeiro grupo, o filme foi mais impactante de imediato. O “click” foi logo com a cena da caricatura e associação com o holocausto. A partir daí foram emoções e desafios. Cada passo dado, obstáculo transposto por Sra. Erin Gruwell, nos sentíamos aliviados, solidários a ela. As cenas impactantes, que não foram poucas, emocionaram a todos os presentes.
No segundo grupo, risos soltos pareciam demonstrar que o filme seria engraçado. Entre uma cena e outra, eu não conseguia identificar a “solidariedade” vivida no primeiro grupo. Mas, aos poucos, os risos iam se dissipando, ‘amarelando’. Para isso foram necessários vários “click’s” durante o filme: a “caricatura”, “o jogo da linha”, “a entrevista com Sra. Miep Gies” e “o brinde da mudança”. A emoção, enfim, tomou conta do grupo.
Foi engraçado - a observação da turma; pois o filme, pra mim, ainda me emociona. Vai ser um daqueles filmes que você assiste mil vezes e se emociona mil e uma.
A leitura da didática e da linguagem
A crise da educação foi exemplificada no filme mostrando duas deficiências que se relacionam: a incapacidade de a escola levar os alunos para pensar e a perda da autoridade dos pais e professores.
A visão da Profª Gruwell vai além dos muros da escola. Eis o professor reflexivo que promove a verdadeira educação que auxilia na emancipação do aluno enquanto indivíduo da sociedade, levando o a viver, a se tornar cidadão responsável pelo ambiente a sua volta, seja ele social, político, ou cultural.
“Srª G” busca motivar a união entre o pensamento científico, e o humanista, vivendo e enfrentando as incertezas dentro de uma visão que transpõe, muitas vezes, a didática em sala de aula.
Quanto à linguagem, esta busca aproximar os lados, valora o reconhecimento, promove a mudança. Sem momento algum menosprezar nenhuma das partes.
No filme foi utilizada a linguagem oral, visual e escrita. Elas se entrelaçam, tem o objetivo de transformar, provocar. E todas com um apelo emocional de fundo.
O museu do holocausto, a entrevista com Srª Gies, e obviamente o Diário são ferramentas de linguagem. Os alunos, antes seres indomáveis, são provocados, e ao mesmo tempo transformados, quando se reconhecem diante da leitura das realidades do mundo a sua volta.
Vejo o papel do educador como um motivador de transformações individuais e comunitárias. E com um papel indispensável no planejamento de novas realidades sociais, a partir da conscientização de cada ser humano como autor de possíveis avanços em sua própria vida e, principalmente, em sua comunidade.
“Srª G” e Eu
Vi a professora Gruwell diante de alunos gângsteres marginalizados. Eu sou professor de futuros policiais. Os desafios? Os mesmos. Enquanto minha colega (ousadia minha!) se ver num desafio de ensinar aos seus a “ler e a escrever”, me vejo procurando o motivo para ensinar aos meus a matéria Língua Inglesa.
Estamos diante de ambientes diferentes – quase diametralmente opostos- de uma mesma realidade. Enquanto seus alunos vivem à margem, e usam da violência entre si para se protegerem, os meus irão um dia trabalhar tentando controlar esta, de forma ordeira e justa.
Muitos policiais virão, e tanto quanto ou mais à margem também. Novos desafios surgirão. Soluções pra todos? Não teremos. Nós não sabemos. Ninguém sabe.
Hoje seus alunos lêem e escrevem o mundo a sua volta, de forma que se reconheçam e se valorizem. Eu tento transformar motivo em motivação - mútua. Quero ir além da língua estrangeira, além da empregabilidade. Quero responsabilidade, tolerância e cidadania.
Quero fazê-los pensar.
Pensar fundamentalmente é provocar, criar, modificar definições produzidas pelo (re)conhecimento e pela compreensão, e que vão sendo perpetuados na história.
É dá a liberdade àquilo que ficou preso nos limites de sua própria definição.
Srª G soltou algumas amarras, ampliou algumas fronteiras. Ela está um pouco à frente em sua caminhada. Mas eu ainda chego lá.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Quem sabe sabe...
...A Revanche...
VAZA BUNDÃO“Conheci esse carinha no MSN... ele me disse que era moreno alto, sensual... me deixou doida... marquei um encontro... aí deu no que deu... não sei, não!!”
E eu conheci um carinha na Internet
Ele me disse que é um verdadeiro tesão
Eu marquei um encontro com ele na Avenida Sete
Quando eu vi a “peça”... Vixe, que situação!
Ele tem espinha cara
Nariz de meleca
Catroca das pernas
Bunda chulada
Orelha de abano
Chapinha no Cabelo
Ele é zarolho
Rói a unha do pé
Barriga de chopp
Fede a chulé
E a calça furada via até o pentelho
Ele era gago,
Desconjuntado
Cabelo nas ‘ventas’
Com barba falhada
E tinha um bafo que ninguém “güenta”
Havaiana gasta
Chifre na testa
‘Volume’ na calça de amendoim
Minha resposta na hora
Foi cantar assim
É o refrão!
Vaza bundão
Vaza bundão
Vaza bundão
Vaza bundão
E ele tinha joanete
Era banguelo
Não sei onde eu estava
Parecia o inferno
A hemorróida coçava
Ele coçava bem fundo
Eu gritava e chorava...
Era o fim do mundo!
Vaza bundão...
[ o video é da versão originalmente masculina... mas a feminina vai no mesmo ritmo!]
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
As Três Manias...

Era uma menina que gostava de inventar uma explicação para cada coisa.
Explicação é uma frase que se acha mais importante do que a palavra. As pessoas até se irritavam. Irritação é um alarme de carro que dispara bem no meio de seu peito.
Com aquela menina explicando o tempo todo o que a população inteira já sabia. Quando ela se dava conta, todo mundo tinha ido embora. Então ela ficava lá, explicando, sozinha.
Solidão é uma ilha com saudade de barco. Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo e não consegue.
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo. Autorização é quando a coisa é tão importante que só dizer "eu deixo" é pouco.
Pouco é menos da metade. Muito é quando os dedos da mão não são suficientes.
Desespero são dez milhões de fogareiros acesos dentro de sua cabeça. Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.
Agonia é quando o maestro de você se perde completamente. Preocupação é uma cola que não deixa o que não aconteceu ainda sair de seu pensamento.
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que devia querer outra coisa. Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido. Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.
Renúncia é um não que não queria ser ele. Sucesso é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe.
Vaidade é um espelho onisciente, onipotente e onipresente. Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.
Orgulho é uma guarita entre você e o da frente. Ansiedade é quando faltam cinco minutos sempre para o que quer que seja.
Indiferença é quando os minutos não se interessam por nada especialmente. Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento. Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes. Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração. Alegria é um bloco de Carnaval que não liga se não é fevereiro.
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma. Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.
Decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho. Desilusão é quando anoitece em você contra a vontade do dia. Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, não podia.
Perdão é quando o Natal acontece em maio, por exemplo. Desculpa é uma frase que pretende ser um beijo.
Excitação é quando os beijos estão desatinados pra sair de sua boca depressa. Desatino é um desataque de prudência. Prudência é um buraco de fechadura na porta do tempo.
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário. Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato. Emoção é um tango que ainda não foi feito. Ainda é quando a vontade está no meio do caminho.
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele. Desejo é uma boca com sede. Paixão é quando apesar da placa "perigo" o desejo vai e entra.
Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?
Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina.
MANÍA DE EXPLICACIÓN (Kleitman Castro)

Había una niña que gustaba mucho inventar una explicación para todas las cosas.
Explicación es una frase que se hace más importante que la palabra. Los transeúntes que pasaban ya la conocían y se irritaban. Irritación es una alarma que trina dentro de ti.
De repente, todos ya se iban. Entonces, la niña quedaba, allá, a explicarse sola.
Soledad es un hombro que añora el amigo. Añoranza es cuando el recuerdo intenta concretizarse en instante, otra vez, y no consigue.
Recuerdo es cuando, mismo sin autorización, su pensamiento describe un capítulo. Autorización es cuando la cosa es tan importante, aunque se diga “yo consiento” es poco.
Poco es menos de la media. Mucho es cuando los dedos de las manos no son suficientes.
Desespero son millones de lámparas inflamadas dentro de su cabeza. Angustia es un nudo apretado en tu sosiego.
Agonía es cuando tú perdis los estribos de tu mismo. Inquietud es una engrude que no deja salir lo que no ocurrió de tu pensamiento.
Indecisión es cuando tú sabes lo que quieres realmente, más piensa que deberías querer otra cosa. Certeza es cuando la idea cansó de procurar y para.
Intuición es cuando tu corazón da saltitos en el futuro y retorna rápido. Presentimiento es cuando tú asistes a una película dentro de tu mismo que podrá nunca existir.
Renuncia es un ‘no’ que quería no lo ser. Suceso es cuando tú haces lo que siempre hiciste, mas ahora todos perciben.
Vanidad es un espejo que refléjate superior a todo momento, en cualquier sitio. Vergüenza es una tela negra que tú quieres para cubrirse a aquélla hora.
Orgullo es un freno entre tú y el anterior. Ansiedad es cuando faltan cinco minutos siempre para cualquier cosa que quieras.
Indiferencia es cuando los minutos no te interesan por nada especialmente. Interés es un signo de exclamación o de interrogación en el final del sentimiento. Sentimiento es la lengua que tu corazón habla cuando quieres llevarte un mensaje.
Rabia es cuando tu propio perro enséñate los colmillos. Tristeza es una mano gigante que apretó tu corazón. Alegría es la Navidad, bienvenida, en el medio de abril.
Felicidad es un ‘ahora’ sin ningún apuro. Amistad es cuando tú presta tu mismo para los otros sin hacer hincapié.
Decepción es cuando tú borras en rojo o negro algo o alguna persona. Desilusión es cuando es noche dentro de ti cuando todos quieren que sea día. Culpa es cuando tú cismas que podría tener hecho diferente, mas, en verdad, no podría.
Perdón es un día de acción de gracias en mayo, por ejemplo. Disculpa es una frase que aspira ser un beso.
Excitación es cuando los besos están desatinados para salir de tu boca. Desatino es un titubeo de la prudencia. Prudencia es un orificio de cerradura en la puerta del tiempo.
Lucidez es la locura al revés. Razón es cuando el ‘cuidado’ saca provecho de la siesta de la ‘emoción’ y toma posesión. Emoción es un tango que, todavía, no fue hecho. Todavía es cuando la gana está en el medio del camino.
Gana es un deseo que cisma que tú eres la calle suya. Deseo es una boca sedienta. Pasión es cuando, a pesar de la tarjeta – PELIGRO –, el deseo va y entra.
Amor es cuando la pasión no tiene otro compromiso marcado. No. Amor es un exceso… también no. Es un Desvarío… ¿una desorden, revoltijo? No, no. Un delirio, un diluvio, una sinrazón, necesidad, es el que más y el que menos… ¿Quien sabe tal vez, un desahogo, un despropósito?
Quizás porque no tuviese sentido o explicación, la niña no quedaba a intentarlo a explicar, el Amor.
MANIA OF EXPLANATIONThere was a girl who enjoys giving an explanation to everything. Explanation is a sentence, which feels more important than a word.
The people had already known that noise. She can make them annoyed. Annoyance is the buzzer turning off in your heart.
The crowd has left her by now, but the girl continued what she had started to, by herself.
Solitude is a shelter that misses a body or a bed. Missing someone or somebody looks as if you are trying to run out of your memories, over and over again, on the contrary you cannot.
Memories happen when you do not give permission to your mind; even so, it reviews an episode about your life. Permission exists when something very significant is allowed to do, and you think about twice, though.
A few count less than a half. A bunch is more than your hands can count.
Despair is millions of bips and leds forever and ever in your mind. Anguish is a lump in your throat.
Agony makes you lose yourself from yourself. Preoccupation puts a fixation on your mind; even tough it is unmade yet
Indecision exists while you know what you want, but you think it is not what you mean. Sure is the idea tired of seeking and it stops.
Intuition is a high-speed tour in the future. Apprehension forces you watching a bad clip from yourself, which, maybe, will not exist.
Renunciation is a ‘No’, which mean not to be. Success happens when you are doing the same as you have been doing, but now, everybody congratulates you.
Vanity has a mirror reflecting you superior anytime, anywhere, in any place. Shyness is a Big Bang you make use of hiding yourself.
Proud builds a block between you and the next one. Anxiety turns when you always have five minutes left for every thing you yearn for.
Indifference is the time does not interest you, any longer. Interesting is a highlighting indication on the expression of your feelings. Feeling is the language spoken by your heart, when he wants to talk to you.
Angry makes you foam at mouth, in a flash. Sadness is a hold tightens in your heart. Joy is an out-of-the-blue-party all the time.
Happiness is a ‘right now’ without any urgency. Friendship is your surrender to someone without fighting.
Deception makes you add a zero to someone or something. Disillusion brings you down even if it is a sunny, shiny day. Guilt makes you believe you could change the way of a thing, but, in fact, you could not.
Forgiveness is a Thanksgiving Day in May, for instance. Sorry is a word that is inclined to be a kiss.
Excitement overflows wishes and kisses from all your body. Lucidity is the madness’ upside down. Madness is a lapse of the prudence. Prudence is a firm step, which makes a difference in the future.
Reason is the ‘caution’ handles in while the emotion is taking a break. Emotion is an Elvis’ song still unwritten. Still is the will, which is coming on the way. Will is the desire that makes you as its territory. Desire is horny lips expecting for a French kiss. Passion is the desire crossing over a KEEP OUT warning.
Love is a passion without another date. No. Love is exaggeration. It is certainly not. Love is gorgeous… a mass? …An outburst, a rainstorm, a magnitude, insanity, a folly, negligence, impulsiveness, a need or self-sacrifice?
Maybe because it had no sense or reason, the girl had not made out what this thing called LOVE means.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Charles Chaplin
A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente.Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo.
Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara pra faculdade. Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando....
E termina tudo com um ótimo orgasmo!!! Não seria perfeito?"
Crônica de um amor não-reconhecido.
Despedimo-nos naturalmente como grandes amigos – beijo. Mas, foi quando estava voltando para casa, senti. É como estivesse faltando algo. Estava oco dentro de mim; cadê Clara? Foi como o sol, você não precisa olhar para ele para saber que está presente, mas quando ele se vai, se percebe... e eu percebi; cadê Clara?
Sabe, fui para casa incompleto. Faltava alguma coisa em mim como se eu não soubesse o que fosse; cadê Clara?
Outra coisa, se uma pessoa de que você gosta lhe desse um beijo e na hora de ir para casa ela não estivesse? Aí você se pergunta: será que não foi um beijo de despedida? Neste momento você a procura, e não a encontra. Puxa! Como se fosse o sol, não é preciso olhar para ele para saber que ele está presente, mas quando se vai senti sua falta.
Você, ontem, amanheceu comigo, passou o dia comigo – como o sol – à tarde. À noite, chamou minha atenção; me deu um espetáculo – beijo – de despedida e depois sumiu, sem que eu pudesse impedir. Muito senti sua falta.
Agora, esperarei mais uma noite; para você e o sol nascerem e amanhecerem juntos, comigo de novo. Mas desta vez você não sumirá; ficará também igual ao sol mesmo sem está presente. Deixará sua Luz- Clara – Brilhante refletido na Lua...
FIM
PS: Esta é ainda uma obra de ficção. Uma possível semelhança com as personagens poderá ser muito mais do que uma simples coincidência.
SAUDAÇÕES TRICOLORES...

SE FOR RUBRO NEGRO (a), CURTA... SE FOR BAHIA, REFLITA
E AGORA JÁ É.
Dizem por aí que um pobre torcedor tricolor morreu de infarto, psicografou esta mensagem depois de confundir o mineiro Carlos Drummond de Andrade como um sofredor igual a ele.
Ao ser indagado pelo ‘celestial’ torcedor, então o imortal poeta respondeu:
E AGORA JÁ É
E agora já é.
A festa acabou,
A realidade chegou,
A porta se fechou,
Os “home” sumiu,
E a torcida ficou.
E agora já é.
E agora o que?
Que vivia de gloria,
Que zombava dos outros,
E esqueceu-se dos seus.
Se ainda ama, proteste.
Por que agora já é.
Não acredite se quiser,
Pois já não existe discurso,
Pra os muitos carrinhos,
Que gols não puderam conter,
Que nada não pôde frear.
E, agora, subir já não pode.
A noite esfriou, e no dia até choveu.
A esperança não veio,
Só muito receio,
Que não era utopia.
E tudo acabou, e na segunda [de novo] ficou.
O bicho pegou.
Por que agora já é.
Agora já é.
E não vale mais
Aquelas doces promessas,
Seus passados de glórias,
Suas vitórias, tabus,
Suas taças de ouro.
Seu telhado é de vidro,
Que incoerência!
Que ódio! Pois agora já é.
Com a chave mestra nas mãos
Que abrir a porta, já não existe porta;
Quer nadar no dique, mas o dique secou;
O ‘seu’ estádio ruiu, quebrou
Foi demais!
Já é, e agora?
Se você, em casa ganhasse,
E fora, perdesse;
Ao menos demonstrasse
Aquela garra convincente
Se você jogasse
Ah! Se você jogasse...
Mas você não joga.
Aí é duro, né?
Sozinho no esparro
Jogando pro lado
E com aquela defesa
Que só sabe se bater
O ataque que não sabe fazer,
E meio de campo,
Cheia de burros, e guiados por “filhos da égua”;
Que só gritam e explodem!
Você ainda acha?
Agora já é.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Bote "das antigas" nisso II...
Para Sir Elton John...
É engraçado o sentimento brincar assim comigo
Logo eu que sou do tipo que não escondo o que sinto.
Queria te dar tudo na vida, mas baby, só fiz agradecer;
Por viver ao teu lado, por te merecer.
Pensei num presente enorme, definitivamente não!
Quem sabe uma essência menor, uma maga porção.
Eu sei, pode não ser do teu agrado, quiçá tenha sorte;
Eu te fiz uma canção, espero que goste.
E pode dizer para quem quiser, esta é a sua canção;
Pode parecer um tanto simples, mas, vem do coração.
Eu espero não mais...Eu espero não mais traduzir em meros versos;
Quão maravilhosa é a vida quando te tenho por perto.
Em cada momento sozinho, Em cada rabiscos vagos;
Tentei compor os versos, ah, quantos fracassos!
Mas, enfim terminei este árduo labor,
E nessas entrelinhas, dedico meu amor.
Ainda assim me desculpe, por coisas que faço,
No entanto, me arrependo, se assim for o caso.
Ou se quiser, eu repito sem mudar um segundo;
Pois tudo que quero, é viver no teu mundo.
Sobre a fome e a vontade de comer...
...Did you copy?... Over...
Conversando por aí...
"Eu aprendi que quando a pessoa afirma que alguma coisa não pode ser feita, freqüentemente é interrompida por alguém que a está fazendo." (43anos)
-
"Eu aprendi que a maioria das coisas com que me preocupo nunca acontece." (64anos)
-
"Eu aprendi que se você esta levando uma vida sem fracassos, você não esta correndo riscos suficientes." (42anos)
"Eu aprendi que é lega curtir o sucesso, mas não se deve acreditar muito nele." (63anos)
-
"Eu aprendi que o homem tem 4 idades: (1) quando acredita em Papai Noel, (2) quando não acredita em Papai Noel, (3) quando é Papai Noel, e (4) quando se parece com papai Noel." (51anos)
"Eu aprendi que se pode fazer num instante algo que vai te dar dor de cabeça a vida toda." (27anos)
"Eu aprendi que é mais fácil fazer um amigo do que se livrar dele!" (30anos)
"Eu aprendi que a despeito do relacionamento que você tem com seus pais, você sente imensamente a falta deles quando eles se vão." (53anos)
"Eu aprendi que tenho mito que aprender..." (92anos)
domingo, 19 de outubro de 2008
Parece não, é...

Você percebe que virou adulto quando...
...seus pais saem de casa e o rótulo do vidrinho de remédio "fora do alcance das crianças" já não desperta mais nada em você;
... você vai às festas e seus pais não ficam tão preocupados a que horas você deve voltar [pelo menos é o que eles dizem ou tentam passar];
...não te cumprimentam mais com tapinhas na cabeça;
...você é apresentado por seus pais pelo seu nome e não por: "esse(s) é(são) meu(s)!";
... um desejo de criança começa a te virar cobrança;
...você começa a receber noticias deque seus colegas de infância se casaram;
...você se torna ex-aluno;
... você já tem muitas histórias pra contar...
Das antigas...
Ainda sobre escrever...
Pra que? Pra quem? Por que escrever?Se é que existe um motivo especificamente.
Foi numa conversa de bar, depois de algumas, ficamos indagando sobre isso um tempo, e surgiram tantas respostas...
Seria para todos aqueles que vão e vem na vida da gente, aqueles que estão “longe dos olhos, mas perto do coração”...
... Para todos que são inesquecíveis, e também para os notáveis...
... Seria para os que amaram, amam, e hão de amar para todo sempre...
... Quem sabe para trazer à memória o passado, pra viver intensamente o presente, ou melhorar o futuro, sem nostalgia...
... Poderia ser para dedicar àqueles que gostam de andar de mãos dadas, beijinho molhadinho, dormirem agarradinho, esquentar os pés no do outro, debaixo do lençol...
Hum... Não sei.
Atrevo-me a responder com outra pergunta:
Por que não escrever?
[- Garçom, desce mais uma que a conclusão tá saindo.Ele - o garçom - não entendeu foi nada!]
sábado, 18 de outubro de 2008
Sobre lembranças ‘Javéicas’- históricas e pré-históricas...

"Eu não uso caneta, eu não me acostumo[...] a caneta, ela corre no papel, assim, sem freio. Se a gente erra e quer arrumar, aí emporcalha tudo! Fica aquela disenteria de tinta...
Agora, o lápis não.O lápis é maravilhoso, porque ela agarra o papel, aceita a borracha, ele obedece à mão e ao pensamento da gente.
Aliás, eu sou um homem que só consegue pensar a lápis!"
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Em homenagem aos 100 anos de nascimento do Mestre...
(Cartola)
Esquece o nosso amor, vê se esquece.
Porque tudo no mundo acontece
E acontece que eu já não sei mais amar.
Vai chorar, vai sofrer, e você não merece,
Mas isso acontece.
Acontece que o meu coração ficou frio
E o nosso ninho de amor está vazio.
Se eu ainda pudesse fingir que te amo,
Ah, se eu pudesse
Mas não quero, não devo fazê-lo,
Isso não acontece.
IT HAPPENS(Kleitman Castro)
Sometimes it happens, my Love, it really happens
It’s such real rule, don’t forget it.
When you’d had your chance, and you left.
Now you cry, you pain, we don’t deserve that.
So go and get it.
This time my heart grows a little smart.
And all those bad moments go apart.
I’d wish if I could say that I love you.
Oh, but I can’t.
It’s cruel, it’s not true
That’s what it happens…
O tempo urge… e surge pra quem vive!

Hoje parei diante do espelho, e me observei às mudanças do tempo.
Fiquei pensando de como tudo isso chegou a mim.
Sou um homem feito de rugas, calvícies, cicatrizes- internas e externas. Mas também de alegrias, sortes e amigos.
Meus cabelos já não são tão loiros, nem fartos. Dos poucos que tenho, ainda alimento uma coleção gris.
Minha calvície se apresenta a cada dia mais aguda. Nem por isso me sinto menos belo.
Analisei tudo sem em nenhum momento recriminar, assustar, lamentar, e com aquela curiosidade lúdica que ainda seguramente guardo dentro de mim.
Gosto e freqüento academia por prazer, não viso mais a vaidade excessiva, o elixir da juventude.
Não tenho mais aquele poder anti-cicatrizante dos jovens. Hoje construo atalhos. Alguns caminhos, não muitos, já conheço de cor.
Sei que algumas perdas agora geram ganhos mais tarde. Respeito e acredito muito mais nisso do que antes. Trago isso em meu favor.
Ouso e continuo insistindo naquilo que quero e vale à pena. Agora usando espertezas que a vida me ajudou a apurar.
Não como mais aquilo que comia antes, lógico. Porque também acentuei meu paladar.
Não me queixo de nada, mas brado às vezes. Escuto mais que ouço, contudo dou conselhos. Brigo, não! Discuto; e também respeito outros pontos de vista…
Filho ainda sou; pai, um dia. Nem isso não me faz menos maduro.
Vivo a cada dia como cada dia merece ser vivido. Nem último, nem primeiro. Todos devem ter a sua importância nessa minha trajetória.
Colecionando mais rugas, evitando mais cicatrizes, vivo esse “estar maduro” com a consciência de atitudes e exemplos – bons e ruins.
A existência pode ser breve, vã. A ação pontual. A maturação valora o sentimento que se internaliza, revigora e se multiplica.
Estar maduro “bem está” com a vida.
SOBRE ESCREVER...
A língua sangra…
Haikai’s
MATIZAME ASÍ...
MATIZAME
En la margen ámbar, Estaba roto, gris;
Te conocí blanda, Llena de gana y feliz.
Oscuro donde estaba, veme febril;
Acuarela desnuda, Dureza marfil.
Es Efigie amarilla; en atmósfera lila.
Gusto de crema; sonrisa de paz.
Un Dulce salmón; Silencio marino.
En fin me calmaste, tenaz cariño.
Serena y contenta; En mi, arco iris, dibujó:
Calidoscopio de colores, pinceladas y ardor…
De rubros los rostros: delineando deseos;
Con bocas sedientas, procurando besos.
De Anaranjado mi sangre, que barbulla cual fuego;
Otras, de azul mi semblante, apacigua el cuerpo.
Marrón hace trigueño, en contornos suaves;
Mundana emoción, tornando las carnes.
Antes, nada de mi había
Tristezas sólo, y tonterías.
Soy cuadro nuevo, ahora,
En el atelier de tu vida:
Eternizando nuestro encuentro…Sin despedidas.
TU PELEAS EN MÍ...
TU PELEAS EN MÍ
Hay algo que me deseo en ti.
Son tus ojos:
Brillantes de ternura,
Rojos de rabia,
Distantes o vacíos.
Hay también algo que me busco en ti
Es tu boca
Tus palabras doces,
Tus besos ardientes,
Tu silencio oscuro.
En verdad, hay algo que me encanta en ti
Es tu regazo:
Refugio innegable,
Emboscada para un tropiezo,
Serenidad de la tempestad.
Juzgado por tus ojos,
Cautivo de tu boca,
Añorado de tu regazo.
Hoy, declaro aquí, algo que ya me arrebataste para ti
Desde el momento que te conocí.
FANTASIAS MINHAS...

FANTASIES Dez/1994
I have fantasies. One of them is:
Making love to you in a balloon
Traveling over the sea, hearing the birds singing
And the wild wind blows on your face.
I have fantasies. One of them is:
Loving you on an island,
where the waves break out onto the rocks
And the sun tans your skin.
I have fantasies. One of them is:
Just loving you, naturally,
Through all of my life.
If I could not make all of these fantasies come true
Just to let me love you,
Now and forever
I would fulfill the best of my best fantasies.
FANTASÍAS
Tengo mil fantasías de ti, pero una es la mejor…
Tener alas, y volar al infinito
Desbravando montañas, ríos, océanos
Hasta las Ventanas de tu alma.
Tengo mil fantasías de ti, pero una es la mejor…
Seducirte en una playa encantada
Figurando la pelea del mar con las rocas
Sintiendo la fresca marítima acariciar tu piel.
Tengo mil fantasías de ti, pero una es la mejor…
Únicamente te amar. Sin apuro o martirio.
En cualquier tiempo, En cualquier sitio.
Sé que no pude realizar mil fantasías de ti.
Mas, sólo escribir estos versos; Declarando me a ti,
Y Aunque tú no leías jamás
Es la mejor de las mejores fantasías.
FANTASIAS 2°sem. 1986
Das fantasias que tenho a melhor delas é…
A de te amar num balão;
Passando pelos mares,
Ouvindo as gaivotas,
Sentindo o vento bater no teu rosto.
Das fantasias que tenho, a melhor delas é…
A de te amar numa ilha;
Sentindo o mar quebrando as rochas,
e o sol bronzear tua pele.
Das fantasias que tenho, a melhor delas é…
A de te amar naturalmente;
Só te amar.
De noite ou de dia.
Mas se eu não consegui realizar essas fantasias
Só o fato de te amar;
Aqui ou em qualquer lugar,
Já satisfaz a melhor das minhas melhores fantasias.
HOLDING HORSES

Feel your impulsivity,
From time to time,
Rushing in to it,
‘Til the day at night.
But sometimes you’ll deal
To the senses of freedom
Willing to be
Steppin’ outta Hills.
Keep the line.
The instance’s coming.
Free them to the course.
They’re almost out of running.
Will be made Choices.
No regrets, no points.
Hold your horses.
LUXÚRIAS URBANAS











